Preços do e-commerce registram maior deflação desde agosto de 2013

Os preços do comércio eletrônico registraram deflação de 4,48% em maio, na comparação com o mesmo período de 2016, aponta o Índice FIPE Buscapé. Trata-se da maior queda registrada desde agosto de 2013 (-4,24%). Em relação a abril de 2017, os preços registraram queda de 1,16%. A queda foi impulsionada, principalmente, pela categoria Telefonia, cujos preços recuaram 15,58% em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. “Além das promoções do Dia das Mães, uma das datas mais importantes do calendário do varejo, também contribuíram para essa queda expressiva nos preços a queda acentuada nos preços gerais, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o dólar sob controle”, afirma o CEO do Buscapé, Sandoval Martins.

No mês passado, cinco dos dez grupos monitorados pelo índice, que totalizam 148 categorias de produtos, registraram deflação na comparação ante o mesmo período do ano anterior. São eles: telefonia (-15,58%), fotografia (-6,22%), eletrônicos (-4,13%), moda e acessórios (-3,34%) e informática (-3,20%). No sentido oposto, registraram inflação os produtos de cosméticos e perfumaria (1,83%), brinquedos e games (1,65%) e casa e decoração (1,14%).
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Batata, couve e mandioca ajudam a baixar a inflação da cesta de Festa Junina

A batata teve seus preços reduzidos em 45,63% nos últimos 12 meses.

Caldo verde, bolho de milho e canjica são alguns dos quitutes que não podem faltar no cardápio das Festas Juninas. Quem souber equilibrar os ingredientes poderá sentir o alívio no bolso: o preço médio das comidas típicas subiu 2,70%, mas ficou abaixo da inflação dos últimos 12 meses (4,05%), de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE).

A batata inglesa (-45,63%), a couve (-7,52%), a mandioca (-5,90%) e a farinha de trigo (-4,47%) ajudaram a puxar a inflação para baixo. Outras iguarias, também usadas para preparar os pratos típicos da época, registraram elevação em seus preços. Como é o caso do fubá de milho, que aumentou 17,83%, da farinha de mandioca, que ficou 16,81% mais alta, do bolo pronto, 14,13% mais caro, e do milho de pipoca, que saltou 13,14%, pelos cálculos do economista André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE.

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Inflação para famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos avança

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) do mês de maio apresentou variação de 0,67%, taxa 0,56 ponto percentual (p.p.) acima da apurada em abril, quando o índice registrou variação de 0,11%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 1,98%, no ano e, 3,47%, nos últimos 12 meses. Em maio, o IPC-BR registrou variação de 0,52%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,05%, nível acima do registrado pelo IPC-C1.

Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (-1,00% para 2,19%), Vestuário (-0,65% para 0,52%), Transportes (0,12% para 0,31%), Despesas Diversas (0,02% para 0,26%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,02% para 0,15%). Nestes grupos, os destaques partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-7,83% para 12,53%), roupas (-0,73% para 0,83%) tarifa de ônibus urbano (0,24% para 0,55%), alimentos para animais domésticos (-0,09% para 1,05%) e salas de espetáculo (-0,74% para 0,51%), respectivamente.

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Mercado financeiro reduz inflação pela terceira vez consecutiva

O mercado financeiro reduziu, pela terceira vez consecutiva, a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,15% para 4,12%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central (BC), e divulgada às segundas-feiras. A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a projeção segue em 4,5%.

A previsão de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano foi ajustada de 0,48% para 0,47%. Para o próximo ano, a estimativa foi mantida em 2,5%.

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Inflação nos supermercados é a menor desde março de 2014

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE, apresentou queda de 1,23% em fevereiro. Em 12 meses, a alta nos preços dos supermercados atingiu 4,28% e, em comparação com 2016, a inflação em 12 meses naquele mês foi de 11,98%, o que demonstra a persistente queda ao longo do ano passado. No acumulado do ano, a inflação caiu 1,04%. Segundo Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da APAS, a inflação em 12 meses, em fevereiro, é a menor desde março de 2014, quando foi registrada alta de 3,39%.

O economista da APAS explicou também que a variação de 1,23% em fevereiro é a menor mensal desde junho de 2006 (1,42%) e a menor variação para o mês de fevereiro desde o ano de 2000 (1,35%). Portanto, há 17 anos a inflação para fevereiro não apresentava tal redução. “Um cenário econômico desfavorável, com queda de emprego e renda, favorece preços mais moderados e contribui para uma inflação menor. Aliado a isto, a maior oferta de diversos produtos, principalmente os agrícolas, pelo clima favorável às mais diversas safras e culturas, contribui para uma inflação mais comportada neste início de 2017”, afirma Mariano.

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