Sucesso de vendas no e-commerce depende de investimento em novos sistemas de logística

A logística de e-commerce traz desafios tanto para as operações internas da organização como para o processo de entrega em grandes centros urbanos. Para garantir a satisfação do cliente, há necessidade de investimento em um sistema de informação robusto que garanta visibilidade e rastreabilidade do pedido, bem como para coordenar a disponibilidade de produtos com os fornecedores. Não dá para oferecer um produto e prometer entregá-lo em dois dias se o controle de materiais não for extremamente eficiente.

Outro desafio é o transporte. Os custos são baixos no transporte quando se trabalha com cargas completas e poucos pontos de parada. No e-commerce é o contrário exige-se entregas fragmentadas em muitos destinos, resultando em fretes com valores mais altos e maior atenção para gerenciamento de rota. De acordo Priscila de Souza Miguel, coordenadora do Centro de Excelência em Logística e Supply Chain (GVcelog) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), um outro gargalo para o e-commerce são as devoluções de mercadorias.

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Automação logística pode gerar economia de mais de R$ 500 mil por ano

Como parte da estratégia de recuperar a combalida competitividade da indústria calçadista brasileira, prejudicada sobretudo pelo chamado Custo Brasil, mas também por problemas “intramuros”, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) vem trabalhando, junto a empresas do segmento, com o Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (Sola). A metodologia será apresentada na Fábrica Conceito durante a 42ª edição da Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), que acontece em Novo Hamburgo/RS entre os dias 6 e 8 de março.

O consultor da Abicalçados, Igor Hoelscher, ressalta que os ganhos de redução de custos com processos automatizados são expressivos e proporcionais ao tamanho de cada negócio. “O Sola possui um comitê gestor formado por empresas do setor calçadista, que nos passam os benefícios com automação. A Via Marte, por exemplo, após adotar a ferramenta passou a economizar mais de R$ 500 mil por ano, somando a agilidade proporcionada e a diminuição de erros comuns na expedição”, conta. Outra empresa que adotou a automação na área de suprimentos químicos foi a Grendene, que em um ano contabilizou uma economia significativa quando passou a utilizar, por meio do controle eletrônico de dados, produtos químicos em ordem de validade, dirimindo radicalmente as perdas com materiais vencidos.
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Logística 4.0: a tecnologia pode reduzir custos e aumentar a satisfação do consumidor

Indústria 4.0 é um termo já notório para muitas pessoas, mas e a expressão Logística 4.0? Assim como para as fábricas, a ideia é se apropriar das novas tecnologias (uma espécie de quarta revolução industrial) para tornar a logística – um dos maiores desafios para as empresas brasileiras em função dos custos elevados de transporte e do tamanho do país – mais eficiente, mais rápida e menos custosa.

Há empresas investindo em tecnologias inovadoras, como, por exemplo, a Amazon e as tentativas de uso de drones para entregas rápidas de até 30 minutos. A perspectiva de uso do equipamento é boa, mas esbarra em uma série de questões, como a regulamentação para uso deles. “Ter eficiência na entrega de produtos é um desafio e exige muito cuidado e atenção, além do investimento nos equipamentos certos. Ser bem-sucedido nessa tarefa é sinônimo de fidelização de consumidores e da criação de um diferencial no mercado”, explica Jaime Peters Junior, um dos sócios da Bz Tech.

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Armazenagem em área primária reduz em até 30% custos operacionais do exportador TCP

Juarez Moraes e Silva: “Sem o envolvimento de terceiros na operação, foi possível reduzir o ciclo operacional em até sete dias”.

A solução logística de armazenagem em área primária oferecida pela TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, tem se tornado um diferencial competitivo para o exportador que utiliza o Porto de Paranaguá. Utilizado principalmente por exportadores de açúcar e madeira, a solução vem permitindo uma redução média de 30% nos custos logísticos para os clientes, já que elimina etapas de armazenagem e transporte de carga em área secundária.

“Essa economia é possível porque a carga que chega a Paranaguá não precisa ser transferida para os armazéns retroportuários para serem estufadas e armazenadas, o que elimina custos com os deslocamentos entre a área secundária e o Terminal. Com a solução oferecida pela TCP, a carga é estufada, vistoriada e armazenada em um mesmo local, na área primária do Porto”, explica Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente e Comercial da TCP.

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Logística reversa de pilhas e baterias portáteis começa a ser implantada no Paraná

O termo de compromisso para a implantação do sistema de logística reversa de pilhas e baterias portáteis no Estado do Paraná será assinado nessa sexta-feira (4), às 11 horas, em ato que deverá ocorrer na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), por meio do Conselho de Ações de Sustentabilidade Empresarial (Casem), com a interveniência da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O documento será assinado em nome da ACP pelo presidente Gláucio Geara e os vices Airton Hack e Norman Arruda Filho, coordenador do Casem; Antonio Carlos Bonetti, secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Humberto Barbato Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A matéria está contemplada na resolução 401/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), na lei federal 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) e no decreto 7.404/2010, que dispõe especificamente sobre o sistema de logística reversa de pilhas e baterias portáteis.
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