TIM amplia programa de logística reversa em todo o país

TIM-reversaO programa da TIM de coleta de aparelhos celulares, acessórios e baterias usadas – chamado Recarregue o Planeta – foi reformulado e ampliou as metas de logística reversa da operadora. A partir desta semana lojas da empresa no Paraná e em Santa Catarina já contam com novas urnas coletoras e, até outubro, o programa cobrirá todas as 1,4 mil lojas do Brasil. Em 2012, a TIM recolheu 13,9 toneladas desses materiais.

Para a reformulação do projeto, a TIM fechou uma parceria com a empresa GM&C, que gerenciará a cadeia da logística reversa em todos os estados. O acordo tem como objetivo dar continuidade ao programa de responsabilidade pós-consumo de coleta, tratamento e destinação ambientalmente adequada de aparelhos celulares, acessórios e baterias usadas que a operadora desenvolve desde 2008 e que está em linha com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Porto de Paranaguá realiza primeiros testes para carregamentos de grãos com chuva

Porto de Paranaguá- protótipoO secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, participaram nesta quarta-feira (3) do primeiro teste de um equipamento de cobertura para navios. Desenvolvido por uma empresa paranaense instalada em São José dos Pinhais, a cobertura permite o carregamento de grão com chuva. Ele é acoplado na ponteira do shiploader e se encaixa no porão do navio, isolando a embarcação da umidade. “Estamos trabalhando para tentar resolver este problema histórico dos portos que é a impossibilidade de embarcar grãos nos dias de chuva. Se esta solução se mostrar eficiente, como acreditamos que vá, o Porto de Paranaguá poderá ser o primeiro porto do Brasil a operar carga de grãos mesmo com chuva”, explica o secretário.

O protótipo está em desenvolvimento há 14 meses. Agora que o protótipo em escala real 1:1 ficou pronto, serão realizados diferentes testes para certificar a eficiência da estrutura. Em todas as etapas do processo, os componentes do equipamento estão sendo submetidos a rigorosos testes de qualidade, durabilidade, estanqueidade e funcionalidade. “Se obtivermos o sucesso esperado, passaremos às próximas etapas que são a montagem da versão final, o início das adaptações necessárias nos shiploaders para instalação do equipamento e,  principalmente, o processo de implantação”, explica Dividino.

O equipamento que está sendo desenvolvido faz parte de um projeto pioneiro para carregamento de grãos com chuva. Até hoje, foram discutidas no Brasil soluções para embarque de açúcar com chuva, que é um produto que permite certo nível de umidade pois o produto é bruto e vai para refino no exterior.

No entanto, o milho, a soja e os farelos não toleram nenhum índice de umidade, sob pena de se perder toda a carga. Depois de carregado no navio, o produto fica cerca de 30 dias na embarcação e – caso entre umidade nos porões– a carga chegará fermentada e apodrecida no destino final.

Atestado o sucesso do equipamento, a Appa dará início à implantação do sistema. Para isso, serão demonstradas a todos os envolvidos no processo – operadores, armadores, trabalhadores – as características de segurança do equipamento, além de treinamentos do pessoal que irá utilizar a solução. “Vamos promover ainda uma campanha de utilização que irá desde a discussão junto aos terminais privados, embarcadores, até o comandante do navio que não tem a obrigação de aceitar o carregamento nestas condições. No entanto, pretendemos dar preferência aos navios que se dispuserem a trabalhar com o equipamento em caso de chuva”, explica Dividino.

O equipamento deverá operar somente com chuvas leves e, em caso de chuvas intensas e ventos, ele será desativado de forma a resguardar a segurança dos trabalhadores, da carga e do navio. “Acreditamos que estamos entrando numa nova era, que irá possibilitar o aumento das operações até que o governo federal dê andamento aos processos dos novos terminais que projetamos para os portos do Paraná”, afirma Richa Filho.

De janeiro a junho deste ano, o Porto de Paranaguá registrou 51 dias de paralisações nas operações do Corredor de Exportação em função da chuva.

Brado se associa a FI-FGTS para receber aporte de R$ 400 milhões

Brado-Logistica_2A Brado Logística, empresa pioneira e independente no transporte ferroviário de contêineres no Brasil e Mercosul, tem o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS) como novo sócio. O FI-FGTS irá aportar R$ 400 milhões na companhia. Na nova composição acionária da Brado, o fundo terá 22,22%, enquanto ALL se mantém como majoritária com 62,22% e os antigos acionistas da Standard Logística passam a ter 15,56%.

O aporte na Brado sustentará parte do investimento de mais de R$1 bilhão previsto para os próximos cinco anos no aumento da capacidade ferroviária para transporte de contêineres, em infraestrutura, tecnologia, gestão de pessoas, terminais intermodais e na compra de material rodante (locomotivas e vagões). “Além de termos o melhor time e os melhores parceiros para capturar esse crescimento, a nossa expectativa é ampliar o market share atual, de aproximadamente 3%, para uma participação superior a 12%, em um mercado captável de 3 milhões de contêineres. E também vamos aproveitar as novas oportunidades de negócio que o Brasil tem apresentado no âmbito de modificar a dependência do já saturado modal rodoviário”, comenta José Luis Demeterco Neto, CEO da Brado Logística.

O executivo da Brado avalia também que, embora a companhia tenha sido procurada por outros investidores, a opção pelo FI-FGTS sempre foi vista como sendo a que proporcionaria mais sinergias com o modelo de negócios da Brado, considerando que o Fundo tem foco em investimentos em infraestrutura, compreende o setor e suas necessidades como poucos outros investidores, além de trazer a expertise de ter em seu portfólio investimentos em setores que geram sinergias e complementam os negócios da companhia.

“Entendemos a ferrovia como um modal importante para o desenvolvimento logístico do país, e a estratégia da Brado para ampliar sua participação neste modal nos atraiu para investir na empresa”, diz Jacy Afonso, presidente do Comitê de Investimentos do FI-FGTS. O fundo anunciou em fevereiro deste ano que irá disponibilizar R$ 10 bilhões para investir em empresas de infraestrutura em 2013. Para o Vice-Presidente de Gestão de Ativos de Terceiros da Caixa, Marcos Vasconcelos, responsável pela gestão do FI-FGTS, “a integração logística é um dos grandes desafios do Brasil e o modelo de negócios da Brado é atraente para o Fundo por gerar sinergias ao integrar ferrovia, rodovia e porto.”

“O investimento do FI-FGTS nos permitirá capacidade financeira para explorar produtividade e nos tornar mais competitivos na logística intermodal de contêineres”, diz Rodrigo Campos, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da ALL Logística. De acordo com a ALL, os recursos do FI-FGTS irão viabilizar o plano de investimentos da Brado e permitirá um rápido crescimento para os próximos anos, com ampliação do seu market share e ganhos de escala.

O volume transportado pelos contêineres da Brado nas ferrovias da ALL cresceu 47,9%, de 265,2 milhões de TKU no 1T12 para 392 milhões de TKU no mesmo período deste ano, sinalizando uma expansão da empresa tanto em número de contêineres quanto na distância média transportada, e reforçando a percepção do cliente a respeito do potencial e competência da Brado em explorar este modal. O desempenho também reflete positivamente nos resultados financeiros da companhia. No primeiro trimestre de 2013, a receita líquida da Brado cresceu 23,4%, de R$54,4 milhões no primeiro trimestre de 2012 para R$67,1 milhões. O lucro cresceu 18,8% no mesmo período, atingindo R$1,9 mi no 1T13, em linha com o avanço do caixa operacional, que cresceu 18,5% e chegou a R$10,3 milhões.

 

Seminário reúne italianos e paranaenses em busca de soluções para gargalos de infraestrutura

Rommel BarionUma comitiva italiana, formada por empresários, membros da embaixada e da câmara ítalo-brasileira de comércio esteve reunida com representantes da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), do governo estadual e da prefeitura de Curitiba para discutirem possibilidades de parcerias, no seminário “Oportunidades de Investimentos Paraná-Itália”. Quem abriu a programação foi o vice-presidente da Fiep, Rommel Barion (foto). Em sua apresentação, ele falou sobre algumas obras que devem melhorar a infraestrutura do estado e contribuir com o desenvolvimento da indústria paranaense. “O Paraná e o Brasil precisam e farão altos investimentos em infraestrutura. A parceria e a proximidade com o governo do estado nos permitem acompanhar de perto o andamento e a conclusão destas obras”, destacou Barion.

O vice-presidente ressaltou a urgência na melhoria da infraestrutura do Paraná e do Brasil, não apenas por conta da Copa 2014, mas porque a produção do estado depende deste reforço para se desenvolver ainda mais. Barion destacou também características relevantes do estado para investidores e apresentou alguns avanços conquistados nos últimos anos. “Tivemos investimentos altos na geração e na transmissão de energia e o 4G é um avanço na tecnologia que logo poderá ser amplamente utilizado”, explicou Barion. O vice-presidente da Fiep encerrou sua fala agradecendo a oportunidade da aproximação comercial entre empresários paranaenses e italianos.

O cônsul geral da Itália em Curitiba, Salvatore Di Venezia, destacou que o Seminário integra a programação de “Mia Cara Curitiba”, um projeto desenvolvido pelo Consulado da Itália e pela Universidade Livre da Cultura, com o objetivo de estreitar ainda mais os laços entre paranaenses e italianos. “Esperamos que este seminário voltado para a classe empresarial seja um primeiro passo para projetos concretos neste setor”, revelou Venezia.

O secretário de estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, destacou o crescimento da indústria do Paraná nos últimos anos e falou sobre a necessidade de reformulação nos modais aeroviário, ferroviário e rodoviário do estado. “Estamos abertos a investimentos”, declarou Richa Filho. O diretor-geral da secretaria de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul (Seim), Horário Monteschio, e o coordenador de Promoção Comercial e Industrial da Seim, Mauro Cobellini, destacaram a atração de investimentos para o setor industrial do estado, por meio do projeto Paraná Competitivo. “Nos últimos dois anos, atraímos R$ 20,13 bi em investimentos para o setor. O objetivo é fortalecer o setor no Paraná, oferecendo benefícios que vão desde a qualificação profissional até a questão tributária”, explicou Monteschio.
O diretor-presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento, Carlos Alberto Gloger e a deputada estadual Renata Bueno também falaram sobre a questão de infraestrutura do Paraná; o secretário municipal de Planejamento, Fábio Scatolin, apresentou o projeto de implantação do metrô em Curitiba.

Os empresários italianos que participaram do seminário apresentaram serviços, tecnologias e produtos que desenvolvem como soluções para a questão da infraestrutura. O seminário “Oportunidades de Investimentos Paraná – Itália” terá continuidade nesta quarta-feira (29), com uma visita ao porto de Paranaguá.

Brasil destina mais de 13 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas

embalagens-vazias-de-agrotoxicosEm constante atuação no cumprimento de suas obrigações, em prol de uma agricultura mais sustentável, o Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas), formado por agricultores, fabricantes – estes representados pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) -, canais de distribuição e com apoio do poder público, encaminhou para o destino ambientalmente correto, entre janeiro e abril, 13.431 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas em todo o país. A quantidade representa um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2012.

De acordo com os dados do instituto, os estados que mais encaminharam para a destinação final foram: Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, que juntos correspondem a 70% do total retirado do campo no Brasil. Rondônia, Rio Grande do Norte e Piauí obtiveram maior crescimento percentual.

A contribuição oferecida pela experiência do Sistema Campo Limpo à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi de grande relevância para o país e para o meio ambiente. O inpEV participou ativamente da discussão e elaboração da legislação e nela encontram-se os princípios nos quais os sistema se apoia, como responsabilidades compartilhadas, logística reversa, gestão integrada de resíduos sólidos e ecoeficiência.