Lei de falências é burocrática e precisa de algumas complementações

recuperação judicialA lei de falências que está em vigor desde 2005, precisa ser complementada e algumas lacunas precisam ser preenchidas o mais rápido possível. Esta é a grita geral de especialistas da área. Eu conversei com o advogado Fernando Sperb, com atuação na área corporativa, e ele me disse que a lei que instituiu a recuperação judicial no lugar da concordata, é muito burocrática. Segundo o advogado, entre os pontos problemáticos está a obrigação das empresas em processo de recuperação judicial de apresentarem certidões negativas de débito, mesmo depois de terem o seu processo aprovado. Outro problema diz respeito à priorização dos  pagamentos aos credores.

Na avaliação de Fernando Sperb, o novo Código Comercial, que ainda não tem data para entrar em vigor, e está tramitando no Congresso Nacional, no capítulo 4, que trata da Crise da Empresa, poderá corrigir algumas falhas, como por exemplo, a classificação dos credores. O Novo Código Comercial prioriza o pagamento de fornecedores, cujos produtos são  fundamentais para que a empresa em recuperação prossiga com as suas atividades. A lei atual prioriza o pagamento de tributos.

Para o advogado, o novo Código Comercial é inovador e se tornará mais eficaz na preservação das empresas e dará a oportunidade dos empresários falidos prosseguirem em outras atividades. Agora é importante compreender que o novo Código Comercial não visa revogar a Lei de Falências, mas sim fazer a sua complementação.

Shopping no Atuba vai privilegiar a sustentabilidade e terá vagas verdes

Shopping AtubaO Shopping Atuba, empreendimento da Mendocino Participações e Investimentos que será construído na Região Norte de Curitiba, vai disponibilizar vagas verdes para a recarga de carros e bicicletas elétricas. Segundo o diretor da empresa, Félix Strobel Júnior, esse é apenas um dos itens que compõem o conceito de sustentabilidade do empreendimento imobiliário, que terá mais de 55 mil metros quadrados e está sendo projetado pela Bacoccini Arquitetura. “Nós entendemos que isso é uma tendência. Todos os empreendedores devem contribuir para, à medida do possível, reduzir os impactos da atividade econômica no meio ambiente. Estamos procurando minimizar essa situação escolhendo as melhores técnicas construtivas, bem como as práticas mais eficientes para manutenção e operação do centro de compras e lazer. Curitiba já tem um viés de sustentabilidade e nós queremos que o shopping tenha a cara da cidade”, ressalta Félix.

Num primeiro momento, do total de vagas de estacionamento do shopping, aproximadamente 8% serão destinadas aos veículos elétricos. Ao todo, serão entre 80 e 100 áreas para recarga, destas, 40 a 50 serão para automóveis e o restante para bicicletas. O empresário diz que como não há um referencial para o estabelecimento da quantidade de vagas – nem mesmo nos Estados Unidos e na Europa, países em que é mais comum o uso de carros e bicicletas elétricas –, bem como pelo fato da produção dos automóveis nessa modalidade ainda ser incipiente no país, usou-se como referência o percentual de vagas para idosos e para pessoas com deficiência, conforme o exigido por lei.

“Essas vagas especiais serão instaladas conforme a demanda porque hoje nós ainda não temos carros elétricos no mercado. O crescimento vai depender muito das fábricas disponibilizarem no Brasil modelos elétricos ou híbridos. Vamos deixar esses espaços com a infraestrutura preparada e, à medida que houver um aumento da demanda, proporcionalmente será ampliado o número de tomadas”, informa Félix.

A cobrança da energia elétrica utilizada será pelo meio tradicional de parquímetro. O usuário vai definir a carga que quer colocar no veículo e depositar o valor correspondente. Serão duas opções de recarga: rápida (de 30 minutos a duas horas) e prolongada (de quatro a seis horas para tomadas 220V e de oito a dez horas para tomadas 110V). Para realizar a operação, basta ligar o plugue do veículo à tomada instalada na vaga especial. Em relação a valores de recarga, segundo estimativas do Departamento de Energia dos Estados Unidos, um carro elétrico consegue rodar 70 quilômetros com 1 dólar de eletricidade, cerca de 1,4 centavos de dólar por quilômetro.

As soluções para diminuir o impacto do empreendimento imobiliário no meio ambiente não param por aí. O Shopping Atuba será construído em estrutura pré-moldada, que gera uma economia em fôrmas de madeira, resultando em menos resíduos no canteiro de obras. “Também vamos usar a iluminação natural o máximo possível, otimizar o desempenho do sistema  de ar condicionado, assim como privilegiar o uso lâmpadas de Led. Serão usados materiais de reflorestamento certificados e instalado o sistema de reaproveitamento da água da chuva”, cita o diretor da Mendocino, Félix Strobel Júnior.

A destinação do lixo vai receber atenção redobrada. O centro de compras e lazer está sendo projetado para realizar a pré-reciclagem dos resíduos. Os próprios materiais orgânicos serão separados para compostagem. O material resultante do processo poderá ser usado para manutenção das praças e jardins do próprio shopping. “Foi feito um estudo específico para isso, independente da exigência do órgão público para aprovação do projeto. Não se trata de uma determinação legal, mas de uma proposta nossa para que haja um controle rigoroso da geração e destinação do lixo”, observa Félix.

O empreendimento terá áreas ao ar livre para interação com a natureza, compreendendo lounge e praça com vista para a Serra do Mar. O conceito de Eco Construção também será aplicado na relação do edifício com o seu entorno, como por exemplo, na opção pela compra de materiais de empresas próximas ao local do shopping, gerando menos custo ambiental de transporte. No paisagismo, a opção será por espécies nativas, já adaptadas ao clima local.

O próprio stand de relacionamento do shopping, em funcionamento no local em que será construído o empreendimento, reforça o conceito de sustentabilidade. A edificação é feita de contêineres que anteriormente foram usados para o transporte marítimo. Além disso, o tapume usado para cercar o terreno é de placas metálicas, o que não exige a troca e pode ser reciclado ao final da obra.

Segundo o empresário, a adoção de alternativas sustentáveis não deve priorizar apenas o custo. “É muito difícil dizer o que é e o que não é custo. Esse custo pode representar outro ganho. Essa conta não deve ser feita estritamente em função da despesa, mas também incluir o benefício gerado, especialmente para a sociedade”, opina Félix.

Sumitomo inaugura no Paraná sua primeira fábrica de pneus fora da Ásia

Governador Beto Richa e presidente da Sumitomo Mundial, Ykuji Ykeda.
Governador Beto Richa e presidente da Sumitomo Mundial, Ykuji Ykeda.

Foi inaugurada nesta quinta-feira (3) com as presenças do governador Beto Richa e do presidente mundial da Sumitomo Rubber Industries, Ikuji Ikeda, a fábrica da multinacional em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. A unidade de pneus é a primeira da companhia japonesa fora da Ásia.  A indústria tem capacidade para fabricar 15 mil pneus por dia, das marcas Dunlop (linha para utilitários) e Falken (linha de alta performance). O investimento na planta foi de R$ 750 milhões e serão criados 1.500 empregos até 2017.

O presidente da Sumitomo, Ikuji Ikeda, afirmou que o apoio e o suporte do governo estadual foram indispensáveis para a decisão da empresa em investir no Paraná. “Agradeço de coração por todo o apoio que nos foi prestado. Seremos um ponto importante para o desenvolvimento econômico e social do Paraná”, disse ele. “Seremos uma das maiores empresas na colaboração de geração de renda, desenvolvimento e prosperidade para o Paraná”, acrescentou o presidente da Sumitomo no Brasil, Ippei Oda.

A fábrica da Sumitomo é o maior investimento que Fazenda Rio Grande já recebeu. “É um marco no processo de desenvolvimento e crescimento do nosso município”, afirmou o prefeito Marcio Wozniack. Ele disse que a fábrica de pneus se soma a outras indústrias que devem se instalar na cidade ainda nos próximos meses, gerando quase dez mil empregos diretos e indiretos.

A unidade fica no distrito industrial de Fazenda Rio Grande, em terreno de 500 mil metros quadrados. São 84,5 mil metros só de área construída. A planta industrial conta com tecnologia que não gera a emissão de poluentes. Inicialmente serão produzidos dois mil pneus por dia. A capacidade da fábrica é de produção de 15 mil pneus/dia – volume que a empresa espera alcançar até 2015. De acordo com Renato Baroli, diretor de Marketing e Vendas da Sumitomo no Brasil, a empresa espera ocupar 10% do mercado de pneumáticos até 2020.

Marco Túlio Dilelio, diretor de Logísticas da empresa revelou que quatro montadoras já acertaram parceria com a Dunlop. Segundo ele, o polo automotivo paranaense contribui muito para a vinda da marca ao Paraná. “Estamos próximos a duas grandes montadoras e isso facilita a logística. Esse fortalecimento do polo automotivo paranaense é essencial”, afirmou.

Os japoneses também estudam a fabricação de pneus de cargas no Brasil. Dilelio revelou que já há projeto em estudo. A linha de montagem seria implantada na mesma unidade fabril. “Temos área suficiente e seria uma continuação da linha de montagem. Adquirimos uma área desse porte pensando já na própria expansão da empresa”, disse.

Antes de abrir uma empresa é fundamental analisar o mercado

analise-mercadoDe janeiro até agosto foram criadas em todo o Paraná,  36.903 empresas, ou uma média de 4.600 novos negócios por mês. Para quem está pretendendo abrir uma empresa, independente do seu porte, a análise do mercado é fundamental para a sua competitividade. E ao contrário do que muitos empreendedores pensam, a pesquisa de mercado não é uma exclusividade de economistas. É possível desenvolver um programa formal de avaliação do mercado utilizando as informações relevantes sobre o negócio em jornais, revistas, publicações técnicas ou em entidades setoriais.

A análise do mercado deve levar em conta alguns itens como por exemplo:

O ambiente econômico, que engloba a economia de uma forma geral, renda dos consumidores, padrões de gastos e flutuações da moeda.

No caso das tendências demográficas devem ser verificadas as mudanças na estrutura e no tamanho das famílias.

Ao se analisar o ambiente político e social devem ser consideradas as leis e regulamentações (que cobrem áreas relevantes, como embalagem, preços, propaganda e vendas para menores) e outras mudanças sociais que podem afetar o desempenho das empresas.

Outro item importante na análise são os valores e tendências culturais, que modificam os hábitos de consumo e afetam as vendas.

Por último, a pesquisa de mercado deve verificar as forças competitivas. Este item engloba a rivalidade entre os concorrentes existentes, a ameaça de novos concorrentes e de produtos alternativos  e o poder de barganha de compradores e fornecedores.

Interior do Paraná lidera abertura de empresas no quarto bimestre

abertura de empresasO interior do Paraná se destacou na abertura de empresas no quarto bimestre deste ano. Em julho e agosto, 9.417 empresas foram cadastradas na Junta Comercial do Paraná (Jucepar), incluindo 699 filiais. Entre os empreendimentos mais recentes, 67% estão fora da capital, com 6.348 constituições, enquanto em Curitiba foram registradas 2.370 novas empresas. O crescimento do interior é 4% maior que no mesmo período do ano passado, quando 6.122 novos empreendimentos foram abertos.

A Junta Comercial tem 62 agências em 58 municípios de todas as regiões do Paraná, 20 delas inauguradas nos últimos três anos. “A descentralização do atendimento, com a implantação das unidades no interior e em diferentes regiões de Curitiba, assim como os esforços da Jucepar em simplificar o processo de abertura de empresas, estão entre as razões para o bom desempenho nos últimos meses”, afirma o presidente do órgão, Ardisson Naim Akel.

“O governador Beto Richa tem dirigido investimentos para a criação de mais indústrias no interior, garantido o desenvolvimento de todo o Estado”, ressalta Akel. Em todo Paraná, foram registradas 4.895 constituições em julho e outras 4.884 em agosto, o que equivale a 157 novos negócios por dia – um a cada dez minutos.

Junto ao cadastro de Microempreendedor Individual (MEI), contabilizado pelo Portal do Empreendedor, da Receita Federal, o número de novas empresas no Estado sobiu para 21.116 no período, com 6.035 constituições em julho e 5.881 em agosto com essa natureza jurídica. São 351 empreendimentos constituídos por dia, em média, um novo a cada quatro minutos.

O desempenho nos últimos dois meses foi o segundo melhor no ano, ficando atrás apenas do segundo bimestre, quando foram contabilizados 9.707 empreendimentos abertos no Estado. No acumulado do ano, são 36.903 novas empresas cadastradas na Jucepar, contra 36.378 nos oito primeiros meses de 2012, confirmando o crescimento já apresentado no primeiro semestre. O resultado do quarto bimestre, no entanto, ficou pouco abaixo a igual período do ano passado, que contou com a constituição 9.908 novos negócios.

Entre as atividades mais exploradas, as lojas de roupas e acessórios foram o grande destaque, com 1.709 constituições em julho e agosto. A atividade é seguida de perto pelos empreendedores que apostam em obras de alvenaria, que contou com 1.074 constituições no período. Cabeleireiros, transporte de carga e lanchonetes completam a lista das cinco atividades mais abertas no estado no quarto bimestre.

Já com relação ao porte dos empreendimentos, o levantamento da Jucepar confirmou uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que coloca o Paraná como o melhor estado brasileiro para a instalação e operação de microempresas e empresas de pequeno porte. Contando com os MEIs, foram instaladas, ao todo, 20.549 microempresas. Destas, 869 correspondem a Eireli – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada.