Cresce mercado brasileiro da vaidade

cosméticosOs brasileiros já estão entre os maiores consumidores  de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo. Com isso o Brasil alçou-se ao posto de terceiro maior mercado global de produtos HPC, estando atrás somente dos Estados Unidos e Japão, tendo gasto US$ 42 bilhões em 2012, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – Abihpec. O crescimento do mercado nacional da vaidade também é sentido nos negócios, é o que mostra a enquete realizada pela Associação Brasileira dos Distribuidores dos Laboratórios Nacionais (Abradilan) junto aos seus associados sobre as projeções de vendas para este ano.

As vendas nesse setor têm apresentado forte expansão, podendo ser justificada pela crescente demanda por consumidores de todas classes econômicas, em especial a camada emergente da população, que passou a integrar novos produtos na cesta de itens de consumo. Diante disso, os associados da Abradilan, passaram também a investir cada vez mais nessa área para atender todas as farmácias e drogarias que também tem ampliado os seus investimentos nas áreas de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

A nova classe média brasileira representa o maior percentual de consumidores de produtos de beleza. Segundo Geraldo Monteiro – diretor executivo da Abradilan “o aumento dos empregos formais e a ascensão da mulher no mercado de trabalho foram fatores que contribuíram para que homens e mulheres da classe C investissem mais na compra desses itens. Além disso, o consumo desses produtos deixou de ser exclusividade das mulheres, e com isso, já é possível notar que cada vez mais homens, jovens e até mesmo crianças consomem mais esses produtos”.

Na área de cosméticos e dermocosméticos, produtos para o corpo e de tratamentos estéticos, várias marcas estão em busca de apresentar, cada vez mais, novidades ao mercado. Por conta do aumento dos gastos dos brasileiros em higiene e beleza, essas novidades têm atraído muitos investimentos por parte das empresas destes segmentos.n Os associados regionais da Abradilan visitam 85% das cidades do Brasil, e atendem atualmente 78% das 72,7 mil farmácias e drogarias situadas no Brasil, sendo elas, 80% na região Sudeste, 74% na região Sul, 81% no Nordeste, 84% no Centro-Oeste e 54% no Norte do país.

Já é possível comprar um jatinho através do sistema de propriedade compartilhada

jatoPrimeiro clube do País a compartilhar diferentes tipos de ativos, o Prime Fraction Club oferece um modelo exclusivo para compra de jatos executivos pelo sistema de propriedade compartilhada. No sistema de operação do Prime, até três associados adquirem uma fração da aeronave e cada um conquista o direito de desfrutá-la por determinadas horas ao mês – os clientes escolhem quando querem voar. Atualmente, a empresa oferece três modelos diferentes de aeronaves, sendo elas: Phenom 100, Phenom 300 e Legacy 500.

No caso do Phenom 100, cada um dos três cotistas paga US$ 1.628.738 pela cota, mais uma taxa fixa e uma variável, e pode utilizar do seu bem por 25 horas no mês. A cota do Phenom 300 sai por US$ 3.672.074, mais taxas fixa e variável, e o cotista o utiliza também por 25 horas ao mês. Já no caso do Legacy 500, a cota é de US$ 8.200.279, mais taxas fixa e mensal, e o associado pode voar 10 dias no mês. Todos os jatos são nacionalizados, e o cotista pode dar uma pequena entrada e o financiar o restante por FINAME, com taxa atrativa.

A compra de bens de luxo pelo sistema de compartilhamento, que já se consolidou nos Estados Unidos e em países da Europa e Ásia, vem conquistando cada vez mais consumidores de alto poder aquisitivo no Brasil, em função das inúmeras vantagens que oferece. Esse público, posicionado no segmento triple A, percebeu que o compartilhamento desses bens é muito mais vantajoso do que a compra exclusiva.

O proprietário da cota pode escolher o período e data em que deseja utilizá-lo. No entanto, se nem todas suas horas por direito forem alcançadas, o Prime gerencia o intercâmbio de uso de outros ativos, levando em consideração uma escala de valores investidos e de disponibilidade dos bens. A empresa é a única neste segmento a contar com esse diferencial.

Além de administrar e coordenar a utilização dos bens entre seus proprietários, a empresa mantém um programa de gestão para aqueles que, devido à freqüência, desejam utilizar outros bens da frota quando o seu estiver indisponível.
Fundado em maio de 2010, o Prime Fraction Club atua no segmento de propriedade compartilhada de aviões, helicópteros, embarcações e automóveis. Nesse modelo, o mesmo bem é adquirido em frações por alguns proprietários e usado por cada um deles em diferentes momentos.   A empresa também mantém programa de gestão para aqueles que desejam profissionalizar a administração do seu ativo, de forma a reduzir custos, como combustível, seguro, etc. A Prime Fraction Club conta hoje com nove ativos, cujo valor é estimado em cerca de R$ 72 milhões. A empresa está sediada em São Paulo e abrirá novas bases em breve.

Curitiba ganha unidade do Instituto L’Oréal

Instituto LorealDepois de São Paulo e Rio de Janeiro, Curitiba será a próxima cidade a receber uma unidade do Instituto L’Oréal Professionnel, que é a escola que capacita profissionais da beleza. É um grande empreendimento de modelo internacional, que tem como objetivo formar cabeleireiros com o know how da marca francesa L’Oréal Professionnel. A inauguração da unidade de Curitiba será no dia 10 de junho, porém as aulas começarão no dia 1º de julho. As inscrições para os interessados já estão abertas pelo site: www.institutolp.com.br . Podem se inscrever pessoas que querem começar na área e também outras que já trabalham na área. Será necessário passar por um processo seletivo para ingressar no Instituto LP. Todos os cursos são pagos e o aluno, ao fim do curso, recebe o certificado profissional de conclusão by L’Oréal Professionnel.

Depois de Curitiba, a inauguração será em Belo Horizonte. O instituto deverá inaugurar, ao todo, dez unidades até o fim de 2014 no Brasil. Segundo o diretor do Instituto LP, Richard Klevenhusen, o objetivo é formar cabeleireiros profissionais que levarão o certificado e todo o know how da marca francesa.

O mercado da beleza vem crescendo anualmente e a L’Oréal Professionnel aposta na educação desses profissionais para fazer crescer ainda mais esse mercado rentável e fomentar a empregabilidade na região. A marca acredita que Curitiba e as cidades próximas são grandes praças para a formação de top profissionais.

E-commerce movimenta busca por profissionais atualizados

Danillo XavierEstima-se que hoje existam em torno de 20 mil lojas online no mundo, além de outras 15 mil que atuam informalmente. Parece muito? Só nos últimos sete anos o e-commerce cresceu 511% e a previsão é de crescer ainda mais. De acordo com dados da e-bit, especializada em informações do e-commerce, estima-se que as vendas no comércio eletrônico cresçam 25% neste ano, em comparação a 2012 e só no Brasil, o faturamento deve alcançar R$ 28 bilhões em 2013. Mesmo com este crescimento acelerado, o mercado virtual encontra algumas barreiras para ampliar sua ascensão.  Uma delas é a busca por profissionais. Mesmo que haja bons empreendedores, a demanda ainda é maior que a oferta neste segmento.

Segundo o professor Danillo Xavier Saes (foto), coordenador dos cursos de Tecnologia da Informação (TI), na EAD UniCesumar o segmento é bastante dinâmico, o que faz com que sempre necessite de profissionais atualizados. “Hoje há lojas online para computadores, smartphones e, recentemente, a demanda por e-commerce em redes sociais está aumentando. Em 2012 chegamos a mais de 43 milhões de clientes online. A área de atuação é muito ampla, o que possibilita diversos caminhos ao profissional.”

Quanto aos setores que mais movimentam, Danillo diz que a Internet agrega cada vez mais variedade. “Cada setor está descobrindo como driblar suas barreiras. A variedade de itens a venda no mundo virtual está cada vez maior, o que é um grande atrativo para o cliente virtual”, diz.  Na última edição do Webshoppers – pesquisa realizada pelo site e-Bit junto a 8 mil lojas virtuais dentre os produtos mais procurados e comprados, estavam eletrodomésticos, saúde, beleza e medicamentos (empatadas em primeiro lugar com 13%); moda e acessórios( com 11%);  livros, assinaturas de revistas e jornais (10%); e produtos de informática (9%).

Para os empreendedores, o especialista levanta um número importante a ser observado e acompanhado. “Dentro deste comércio online, a pesquisa aponta uma nova vertente que cresce cada vez mais: o uso dos smartphones. Cerca de 1,3% das compras online foram realizadas nesta modalidade. A previsão é de que este número aumente muito para o próximo ano”, diz.

O professor do Cesumar aponta alguns tópicos que podem definir o sucesso de um empreendimento virtual. “Segurança é item essencial no e-commerce. Depois dele, logística e clareza na navegação da loja virtual são virtudes que podem fidelizar o cliente. É comum ouvir relatos de pessoas que apostam em pequenas compras para “testar” o comércio online. Só depois desta experiência é que eles efetivamente começam a considerar as lojas virtuais em suas aquisições”.

Devido a esta análise de comportamento, o professor alerta. “Esta primeira experiência precisa ser perfeita. O mundo virtual não aceita amadorismo. É aí que entra a necessidade de profissionais competentes e atualizados, para que os empreendedores já ‘inaugurem’ seus e-commerces com a melhor experiência possível ao consumidor”, garante Danillo.

Copa já trouxe novas oportunidades de negócios para pequenas empresas

copa-fifaO Sebrae anunciou em abril que as micro e pequenas empresas do país já lucraram cerca de R$ 100 milhões com negócios para a Copa do Mundo de 2014. De acordo com o Sebrae, foram 70 mil negócios firmados por essas empresa nas cidades-sedes em que acontecerão o evento. Para a sócia-gerente da Prime Portas Automáticas Érica Medeiros, o aquecimento do setor está sendo bastante comemorado. “Os jogos trouxeram uma série de oportunidades para as empresas de pequeno porte. Na Prime nós registramos um crescimento no faturamento de mais de 500% em 2012, em relação ao ano anterior”.

Segundo Érica, a expectativa para este ano é que os negócios continuem a aumentar. “Para 2013 projetamos dobrar o nosso faturamento, pois algumas obras ainda estão em fase de licitação e vão precisar do nosso suporte para a conclusão”, explica. Além disso, os jogos trouxeram a oportunidade para as micro e pequenas empresas investirem em mão de obra. “Em 2011, antes de começarmos a fornecer equipamentos para as obras da Copa, tínhamos três funcionários. Hoje temos 23 empregados entre registrados e terceirizados. Se a demanda continuar no mesmo nível, provavelmente teremos que contratar ainda mais”, conta a gerente da Prime.

De acordo com o Sebrae os setores com maior atuação nas obras são o comércio varejista de vidros, o comércio atacadista de madeiras e produtos derivados, e a fabricação de estruturas de madeiras e de carpintaria. “A Copa também trouxe oportunidades para que as empresas atuassem em outros mercados fora da sua região. No nosso caso, conseguimos fechar contratos em outros estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais”, explica Érica.

Para a gerente o desafio para as pequenas empresas está em manter os negócios após a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. “Para o pequeno empreendedor não adianta apenas aproveitar esse momento de aquecimento do setor, é preciso investir para que a empresa se fortaleça e consiga ficar no mercado depois dos eventos”, avalia.