Sindicatos perdem influência e filiados

No ano em que se comemora os 100 anos da regulamentação do sindicalismo urbano no Brasil, o que se verifica é que os sindicatos brasileiros perderam influência e filiados. Estudo coordenado pelo economista Márcio Pochmann, que também é professor da Unicamp, a pedido do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeepres) revela que num espaço de 10 anos, os sindicatos brasileiros perderam 17,8% dos filiados. Apesar das baixas, o sindicalismo brasileiro ainda representa um a cada dois trabalhadores filiados na América do Sul.
Segundo o estudo, o Brasil ficou no último lugar da lista dos 12 países analisados. A segunda maior perda de filiados aos sindicatos foi no Japão (14,6%), seguido da Coréia do Sul (9,6%). No sentido inverso, Cingapura foi o país que registrou a maior alta no índice de trabalhadores sindicalizados (77%), seguida de China (29,8%) e Turquia (20,8%).

Políticas neoliberais contribuem para o quadro

A pesquisa mostra que o sindicalismo no Brasil passou por um crescimento no número de filiados nas décadas de 1960 e 1970, quando somou, em 1977, 5,1 milhões de sindicalizados do campo e 3,5 milhões de associados urbanos. Naquela data, havia 4,2 mil sindicatos constituídos. Entre 1979 e 1989 a taxa de sindicalização continuou em alta, chegando a atingir a quase um trabalhador a cada três ocupados no país. Já entre 1989 e 1999, a filiação dos trabalhadores despencou 42,5%. Márcio Pochmann atribui o declínio á  adoção de políticas neoliberais”.

Vale tudo por um consumidor a mais

Para conquistar um número maior de consumidores, as empresas dos mais diversos segmentos estão apostando em promoções cada vez mais inusitadas. Os exemplos vão desde a companhia aérea que sorteia camisa até empresas de cartões de crédito que oferecem encontros com celebridades, viagens internacionais, jóias, dinheiro ou carros importados. Na avaliação de especialistas em marketing, o resultado do trabalho, quando bem feito, certamente levará ao aumento das vendas.
E quem não sonha com um Porsche?
A American Express apostou no desejo dos brasileiros por mitos, experiências e coleções únicas” e vai sortear um Porsche Cayman, um pacote tuístico por 24 dias cidades de cinco continentes e uma coleção de jóias da Tiffany&Co. Os três prêmios somam R$ 466,06 mil e serão destinados a três clientes cadastrados, que concorrerão a cada vez que fizerem compras acima de R$ 100.

Bradesco oferece algo que não tem preço

Já a Bradesco Cartões decidiu apostar em algo que não tem preço, ou seja, não pode ser comprado nem mesmo pelos clientes mais abonados. Está oferecendo 21 encontros com ídolos nacionais. Os clientes participam até sem saber. Basta fazer compras acima de R$ 50 com os cartões Bradesco para concorrer. Os encontros vão de um jantar com o ator Reynaldo Gianecchini a um programa que inclui a visita a um ensaio de escola de samba com a atriz Grazi Massafera.