Duas empresas paranaenses são vendidas

frangobras.jpgEm meio á s incertezas sobre a crise financeira de proporções mundiais, dois negócios envolvendo a venda de empresas paranaenses foram confirmados no final da tarde desta quinta-feira (18). A Frangobras Indústria e Comércio de Carnes e Derivados, que aliás, está sendo inaugurada oficialmente á s 16 horas desta sexta-feira (19), em Campo Mourão, teve 70% do seu capital transferido para a multinacional americana Tyson Foods, que é a maior processadora de carnes do mundo.

provinil.jpgJá a Companhia Providência, com sede em São José dos Pinhais, vendeu a Provinil, que fabrica tubos e conexões, para o grupo belga Aliaxis, por R$ 82 milhões. Com a operação, que estará concluída em 40 dias, a empresa paranaense, que inclusive está instalando uma fábrica nos Estados Unidos, se dedicará exclusivamente a produção de nãotecidos, material que é utilizado em mais de 400 itens, e manterá em seu quadro os 570 funcionários.

O valor da venda de 70% da Frangobras, que pertencia a quatro empresários paranaenses e mais a Globoaves, não foi revelado oficialmente. Mas, segundo o presidente da Frangobras, Edimar Arruda, o abatedouro de aves que já havia recebido investimentos de R$ 65 milhões, receberá outros R$ 65 milhões de recursos dos americanos e paranaenses, devendo dobrar a capacidade de abate, que é de 160 mil aves diárias.

Além da Frangobras, a Tyson Foods também confirmou a compra dos frigoíficos Macedo e Avita, de Santa Catarina. 

Mercado imobiliário continua aquecido

boulevard_2.JPGA velocidade na comercialização dos apartamentos do empreendimento Boulevard de France, que será construído pela Doria e pela Frentte Incorporadora no Alto XV a partir de dezembro, atesta a boa fase do mercado imobiliário paranaense: em apenas um mês e sem lançamento oficial, 97% das unidades foram vendidas na planta. A informação é do diretor de vendas da Galvão Planejamento Imobiliário, Emiliano Galvão.

A maior parte dos compradores do Bouvelard de France são homens, com idade entre 41 e 55 anos, casados, que atuam profissionalmente como engenheiros, médicos, empresários, bancários, funcionários público, comerciantes e administradores. Segundo Galvão, o Alto da XV era uma região que estava carente de edifícios residenciais com valor até R$ 270 mil. Localização, opção de planta com dois e três dormitórios ou cobertura, fachada inspirada nos boulevards franceses e área de lazer também foram citados pelos proprietários como os elementos que mais influenciaram no fechamento do negócio. Além da Galvão, a Lopes Consultoria Imobiliária comercializou os imóveis.

O Boulevard de France terá duas torres de oito pavimentos, com 64 unidades no total, e área privativa de 75 a 77 metros quadrados para os apartamentos, e de aproximadamente 144 metros quadrados para as coberturas duplex. Os itens de lazer vão compreender solarium, salão de festas, churrasqueira, lareira, gourmeteria, academia, espaço infantil e parquinho. O projeto também inclui a implantação de um jardim europeu á  moda dos palácios franceses. A entrega do empreendimento está prevista para julho de 2010.

Venda de cosméticos infantis supera a de cremes para adultos

cosmetico-infantil.JPGCom uma taxa de crescimento média de 16% ao ano e faturamento superior a um bilhão de reais em 2007, o mercado de cosméticos infantil (crianças de 0 a 11 anos) está se tornando um dos mais importantes para a indústria brasileira do setor.

Segundo dados da empresa de pesquisa Euromonitor International, esse segmento cresce três vezes mais no Brasil do que nos Estados Unidos. A expansão é de 16% no mercado nacional e 5,2% nos EUA. Atualmente, é 35% superior ao segmento de anti-sinais, voltado para o consumidor adulto. Segundo o gerente regional da Natura, Luis Bueno, isso se justifica em função de que os pais estão cada vez mais preocupados com a proteção da pele dos seus filhos. E a prática mostra que não arriscam a fazer muitas experiências. Quando confiam na marca, tornam-se fiéis a ela.

De olho neste mercado, após quatro anos de pesquisas e estudos, com o apoio de médicos, pediatras, psicólogos, pedagogos e enfermeiros a empresa lançou Natura Naturé. A linha busca estimular o lado lúdico do público infantil, estimulando o cuidado pessoal e com o meio ambiente de forma divertida. በcomposta por 17 produtos de banho, perfumes e corpo feitos para crianças de 3 a 7 anos. A aposta da Natura neste mercado é forte. Prova disso é o investimento inédito da empresa em treinamento de sua força de vendas e em uma campanha publicitária.

O estudo da Euromonitor International ainda aponta também a categoria corpo” como a que mais cresce, a uma taxa superior a 22% ao ano, embora represente apenas 16% do faturamento do mercado brasileiro.

Além deste segmento, conforme os dados apurados também seguem esta tendência de expansão a linha de perfumaria que já representa 34% do mix de vendas da categoria no Brasil. Enquanto a categoria cabelos” representa 28% e sabonete” 22%.

Consultor francês de cosméticos atende empresas da Grande Curitiba

Em busca de ganhos de produtividade e conquista de novos mercados, micro, pequenos e médios empresários e profissionais das indústrias de cosméticos de Curitiba e Região Metropolitana estão agendando consultorias técnicas individuais com o engenheiro químico francês Jean-Pierre Arraudeau. Especialista em cosméticos, Arraudeau atenderá as empresas entre os dias 22 e 30 de setembro. A consultoria é gratuita. A iniciativa Missão Internacional Cosméticos é resultado de uma parceria do Senai Paraná com a Cá¢mara de Comércio França-Brasil do Paraná, o Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas e o Sebrae Paraná.

Quem e como deve ser paga a Cofins

dinheiro1.jpgO julgamento do Supremo Tribunal Federal, que decidiu  esta semana sobre a  validade da cobrança  da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) das sociedades de profissão regulamentada como advogados, contadores, médicos, administradores, economistas, psicólogos, fisioterapeutas, engenheiros, dentre outras, trouxe muitas dúvidas para os contribuintes.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário- IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, em primeiro lugar é preciso separar as empresas que têm depósito integral daquelas que não o fizeram e nem o pagamento da referida contribuição”. De acordo com o tributarista, as  sociedades que fizeram depósito integral, judicial ou administrativo, nada têm a temer quanto ao resultado da medida, pois os valores serão convertidos em renda da união e o débito ficará extinto.

A mesma observação serve para as sociedades  que fizeram o recolhimento integral do débito através de Darf. Porém, quem não depositou e nem fez o pagamento da totalidade do débito deve verificar as seguintes situações:

cofins.jpgEmpresa que não depositou, não recolheu os Darf e não ingressou com ação judicial: se houve o lançamento de ofício por parte da Receita Federal (notificação ou auto de infração) ou ocorreu o auto-lançamento através de Dacom ou DCTF, estas empresas terão que recolher a totalidade dos débitos com multa e juros.

Empresa que não efetuou o depósito e que não teve lançamento de ofício e nem fez o auto lançamento através de Dacom, DCTF ou DIPJ: deve recolher a Cofins com multa e juros dos últimos 5 anos

Empresa com liminar individual ou coletiva para suspender o recolhimento: terá 30 dias a partir da revogação da liminar para recolher a totalidade do débito gerado a partir da concessão da liminar, sem multa, mas com os juros da taxa Selic.

Empresa que tem execução fiscal: em decorrência da decisão o débito será exigido de imediato.

Também deve ser analisada a questão da decadência, ou seja, o prazo para que a Fazenda Pública exerça o seu direito de exigir a Cofins. Conforme jurisprudência do próprio STF, mesmo as contribuições sociais têm prazo de cinco anos para que haja o lançamento. Desta forma se a Receita Federal ou a Fazenda Nacional não tomaram nenhuma providência de ofício, através de notificação ou auto de infração, a Cofins só poderá ser exigida pelos últimos cinco anos.

Se o contribuinte fez o auto-lançamento, através de Dacom, DCTF ou DIPJ, a cobrança retroagirá á s datas da confissão da dívida.  Por último, os contribuintes têm direito a efetuar parcelamento da dívida em até 60 meses.