Preço alto antecipa colheita de milho

A colheita de milho já começou no Paraná. Na região centro-sul do estado, os agricultores trabalharam no carnaval, para aproveitar o bom preço do produto e também para em seguida plantar feijão. De agora em diante, o ritmo de trabalho nas plantações começa a aumentar. A previsão é de que até abril sejam colhidas nove milhões de toneladas no Paraná. A saca de 60 quilos de milho está sendo negociada, em média, a R$32,50 na região de Tibagi, representando R$4 a mais do que na safra passada.

Mais de 23 mil pequenas empresas do PR aderiram ao Supersimples

Foram 23.751 micro e pequenas empresas do Paraná que solicitaram adesão ao Simples Nacional no novo prazo aberto pela Receita Federal do Brasil, de 2 a 31 de janeiro deste ano. O Estado ficou em quarto lugar no ranking nacional, depois de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Em todo o Brasil foram 309.598 adesões.

Os pedidos de adesão estão sendo processados pela Receita Federal. O Simples Nacional, também conhecido como Supersimples, é o sistema de tributação criado pelo Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, também conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em viência em todo o Brasil desde o final de 2006.

Em julho de 2007, quando o Supersimples entrou em vigor, 151.042 micro e pequenas empresas do Paraná passaram a se valer do novo sistema, em substituição ao antigo Simples Federal, que foi extinto. O Supersimples reúne seis tributos e contribuições federais (IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS, INSS patronal) mais o ICMS estadual e o ISS municipal, com data e guia única de quitação, facilitando assim o cumprimento das obrigações pelos empresários.

O Sebrae no Paraná vem realizando em todo o Estado um trabalho de orientação aos empresários que podem aderir ao Simples Nacional. Os consultores da entidade fazem uma análise, caso a caso, sobre as vantagens de se aderir ao sistema, com palestras e orientações individuais, e ainda projeções de tributos obtidas por meio de um simulador, no qual é possível realizar cálculos e comparações entre os valores decorrentes das diferentes formas de tributação.

Pelas regras da Lei Geral, podem aderir ao Supersimples as empresas com receita bruta anual de até R$ 2,4 milhões, desde que não estejam entre as atividades vedadas. A simulação é uma importante ferramenta de análise tributária e que dá suporte á  tomada de decisão empresarial sobre a melhor forma de apuração dos impostos.  Empresários interessados em obter informações podem entrar em contato com o Sebrae no Paraná pelo 0800 72 66 500. 

As novas empresas em início de atividade podem aderir ao regime simplificado de arrecadação ao longo do ano. As empresas optantes prestam todas as informações por meio do Portal do Simples Nacional, disponível na página da Receita (www.receita.fazenda.gov.br).

Empresa de ônibus testa equipamento que dispensa troca de óleo de motor

Pioneira no uso do biodiesel fora de uma região metropolitana no Brasil (desde fevereiro 2007), a empresa de transporte coletivo Gidion S/A., de Joinville, está inovando ao realizar testes com um equipamento que dispensa a troca de óleo e amplia a vida útil do motor.

Importado dos Estados Unidos por intermédio de uma empresa colombiana, já está em teste em dois ônibus da Gidion o equipamento Puradyn – um filtro que mantém o óleo com as mesmas caracteísticas originais, e prolonga a vida do equipamento.  Como o óleo usado não é descartado, havendo apenas reposição, a contribuição na preservação do meio ambiente é significativa.  

O grupo Gidion é o primeiro no Brasil a fazer uso do equipamento que é utilizado com sucesso na frota de uma das principais empresas de transporte coletivo de  Bogotá.  Nos Estados Unidos o Puradyn é recomendado para veículos pesados como caminhões, ônibus e equipamentos agícolas.

De acordo com o gerente de manutenção da Gidion, Renato Protti Filho, o filtro prevê a redução de 80% no consumo de óleo, estende a vida útil dos motores e elimina a área necessária para estocagem de produto usado. Em decorrência disso há uma diminuição nas paradas dos veículos para troca de óleo e menor tempo de manutenção.

A princípio, a análise de óleo está sendo feita a cada 10 mil quilômetros de rodagem. A informação é de que na Colômbia existem veículos que já rodaram 600 mil quilômetros com o equipamento, sem a necessidade de troca do óleo, apenas com reposição e troca de filtro. De acordo com Protti, é provável que não haja ganho financeiro direto, pois o custo do equipamento é elevado.  Porém o resultado ambiental é muito grande.

O uso do Puradyn integra uma série de ações que a Gidion desenvolve desde 2006 em prol do meio ambiente e qualidade de vida. Os investimentos já ultrapassam  R$ 1 milhão.

Empresas usam “minhocários” para tratar do lixo orgá¢nico

Praticamente todas as atividades do dia-a-dia produzem resíduos, seja em casa, nas indústrias, nos estabelecimentos comerciais, nas escolas, nos hospitais e até no campo. Além disso, as áreas destinadas para decomposição do lixo orgá¢nico estão cada vez mais escassas, o que prejudica o meio ambiente e a qualidade de vida da sociedade. 

Tendo em vista esse problema, a empresa KRAS Ambiental, da Incubadora Tecnológica de Curitiba, desenvolveu um método inovador e sustentável capaz de transformar o lixo orgá¢nico em adubo. Essas caixas contendo minhocas – apelidadas de “minhocários” – já estão sendo instaladas em refeitórios de empresas, e até em casas.

O produto auxilia tanto na economia do adubo utilizado em lares ou empresas, quanto na preservação do meio-ambiente. Segundo o diretor-presidente da KRAS Ambiental, Alexandre Schlegel, a empresa criou o decompositor biológico, com dois tipos: residencial e industrial. Em um dos compartimentos são colocados os resíduos e minhocas, que realizam a decomposição do material. O produto resultante do processo é o adubo, que pode ser utilizado normalmente.

Consumidor deve preparar o bolso para enfrentar as despesas com saúde

Ainda estamos no início de fevereiro, mas o consumidor já deve ir se preparando, pois as despesas com saúde vão pesar mais no seu bolso a partir de abril. Em 31 de março, a Aência Nacional de Vigilá¢ncia Sanitária (Anvisa) autorizará o aumento de preço de cerca de 20 mil medicamentos controlados. A aência não divulgou o índice de reajuste para este ano, mas a estimativa é de que chegue a até 4,72%.
Em maio, será a vez dos planos de saúde. A Aência Nacional de Saúde (ANS) ainda está fazendo o cálculo do reajuste. A tendência é que fique próximo do aumento de 2007: 5,76%.
O reajuste dos remédios autorizado pela Anvisa é, tradicionalmente, dividido em três categorias, que variam de acordo com a participação dos medicamentos genéricos. Os aumentos levam em conta o ándice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE) entre março e fevereiro, o fator de produtividade das indústrias, que neste ano foi de 2,09%, e o de concorrência. Se a Anvisa usar os mesmos critérios de reajuste dos anos anteriores, os aumentos serão de 4,72% (faixa 1), 3,68% (faixa 2) e 2,63% (faixa 3).
A Anvisa divide as faixas dos medicamentos de acordo com a participação dos genéricos no segmento. Na faixa 1, estão os medicamentos em que os genéricos representam 20% ou mais do segmento, com maior concorrência de mercado. በo caso de anti-hipertensivos, antibióticos, remédios para diabete, hormônios e anticoncepcionais. A faixa 2 é a intermediária, representada pelos medicamentos com participação de genérico de 15% a 20%, como os colírios e injetáveis. Já a faixa 3 é a de menor concorrência no mercado e na qual a participação dos genéricos fica abaixo de 15%. በo caso de medicamentos que ainda estão sob patente, como o Viagra.