Decreto dobra limite do microcrédito produtivo

credito.jpgO Governo Federal decidiu dobrar o limite de renda para enquadramento de pessoas física e juídicas no programa de microcrédito produtivo orientado. Decreto publicado no Diário Oficial” da União na última quarta-feira (22) amplia de R$ 60 mil para R$ 120 mil a renda anual bruta para as atividades produtivas de pequeno porte.
 
De acordo com levantamento do Ministério do Trabalho, hoje a rede do microcrédito produtivo orientado atende 600 mil pessoas, porém havia há mais de um ano demanda para ampliação do limite para incluir mais microempreendedores.

Segundo a área técnica, o teto de R$ 60 mil, definido em 2005, estava defasado. O Ministério do Trabalho informou que não há vinculação da medida com a crise mundial, que congelou o crédito. Não existem ainda estimativas de quantas pessoas possam ser beneficiadas com o novo limite.

Estrela da Manhá apresenta a receita de sucesso da Nestlé

mario_castelar1.JPGA receita do sucesso da Nestlé será o tema do próximo Estrela da Manhá que a Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná (ADVB-PR) promove no dia 5 de novembro. O evento marcado para o Estação Business School, terá como convidado o diretor de inovação da Nestlé, Mario Castelar (foto).
 
No cargo desde 2007, Castelar também foi diretor de Comunicação e Serviços de Marketing da Nestlé por cinco anos. Entre os temas que serão apresentados estão: novos projetos e negócios, atendimento ao consumidor, pesquisa de mercado e promoções.
 
As vagas para o café da manhá seguido de palestra são limitadas. O ingresso para associados custa R$ 35 e, para não-associados, R$ 50.

Os reflexos da crise nas pequenas e médias empresas

empresas.jpgA crise financeira que começou com a quebra do mercado de subprime norte americano e se alastrou mundo afora afetou diretamente o crédito e as taxas de juros, situação adversa para quem precisa de capital de giro e recursos para investimento. De acordo com o controller Laecio Barreiros, diretor da L&Barreiros Controladoria, empresa especializada em apresentar soluções para pequenos e médios empresários, em um momento tão delicado como o atual o segredo é ser criativo e buscar novas oportunidades.
 
Segundo ele, é imprescindível para as pequenas e médias empresas um coach de gestão de crises durante a passagem ou transição como as que estamos enfrentando na economia mundial. O papel deste profissional está cada vez mais em evidência, pois ele dispõe de modelos que podem minimizar os impactos e o despreparo destes empresários”, afirma Barreiros.
 
Na avaliação do executivo, o mercado já pode sentir o endurecimento na concessão de crédito pelas instituições financeiras e bancos. O aperto acontece inicialmente com a documentação e comprovação das garantias, ou seja, nos Balanços e Demonstrações Financeiras. Ele observa que as pequenas e médias empresas não costumam dar muita atenção ao lado burocrático. Agora elas serão obrigadas a melhorar os controles e estruturar os indicadores de performance para ajudar nos planejamentos de curto, médio e longo prazos.
 
As medidas adotadas recentemente pelo Governo Federal para ajudar os bancos em sua liquidez, reduzindo o compulsório depositado no Banco Central, não conseguiram normalizar as concessões de crédito. Para Barreiros, os bancos estão muito mais exigentes na análise dos documentos e das garantias apresentadas pela empresa.

Empresas se protegem do cá¢mbio instável

dolar101.jpgPara se proteger da instabilidade cambial, as empresas exportadoras brasileiras têm aberto contas no exterior. Esta movimentação se intensificou com o agravamento da crise nos Estados Unidos e seus reflexos globais, segundo analistas do Deutsche Bank e Banco do Brasil que participaram do comitê de Comércio Exterior da Amcham-São Paulo. O que também está se verificando é a ampliação dos investimentos em euros.

As empresas que têm conta no exterior recebem em dólar e também pagam em dólar. Portanto, elas estão protegidas e não sofrem com a variação. De acordo com o diretor do Deutsche Bank no Brasil, Henrique Teixeira , a abertura de contas lá fora aumentou bastante depois da crise não apenas por conta deste hedge natural (proteção em relação á  variação do cá¢mbio), mas pela diversificação. As empresas que trabalhavam com determinado banco, neste momento buscam mitigar esse risco trabalhando também uma segunda ou terceira instituição lá fora.

Também o Banco do Brasil tem recebido um volume maior de recursos nas contas fora do País e, para facilitar o trabalho, a instituição já está disponibilizando todos os formulários traduzidos para o português, informa o gerente de Produtos e Serviços Internacionais do BB, Douglas Finardi Ferreira.

De acordo com os executivos dos bancos, as localidades mais procuradas pelas companhias para abertura de contas são os Estados Unidos e Europa.

Desde 17 de março, as empresas estão autorizadas a deixar 100% de suas receitas com exportação em contas fora do Brasil, reforçando o fluxo de caixa corporativo para pagamento de produtos importados e serviços de transporte, armazenagem e distribuição no mercado externo. Entre as 500 maiores empresas do Brasil classificadas pela Revista Exame da Editora Abril, 400 já possuem contas abertas fora do País.

Companhias aéreas suportam cá¢mbio até R$ 2,10

As companhias aéreas encontram um ambiente mais favorável para o andamento dos seus negócios com o dólar cotado até R $ 2,10. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), Respicio Antonio Espírito Santo Jr., com o dólar até R$ 2,10 os efeitos são mais positivos do que negativos para o setor. Para ele, o ideal é que o cá¢mbio se mantenha até este patamar.