BNDES eleva empréstimos em 50% para pequenas empresas

Para quem pensa que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empresta dinheiro somente para as grandes empresas está enganado. No ano passado, as micro, pequenas e médias empresas receberam do BNDES R$ 12,1 bilhões. Contra 2006, o avanço foi de 50%. Se somados as operações focadas em empresas de menor porte e os desembolsos a pessoas físicas, o total chegou a 186 mil transferências.

Já o Cartão BNDES desembolsou R$ 509,2 milhões, 126% mais que os R$ 225,2 milhões de 2006. No total, foram mais de 38 mil operações com o cartão, número 118% superior aos 17,6 mil de 2006. Até agora, a instituição já emitiu 132 mil cartões, que são voltados para as micro, pequenas e médias empresas.

Seminário aponta perspectivas para o setor mobiliário

Com o objetivo de apresentar as novas perspectivas para o setor moveleiro e promover a interação entre todos os envolvidos na cadeia produtiva de móveis, será realizado em Curitiba, no dia 21 de fevereiro próximo, 2º Seminário Oportunidades para o Setor Moveleiro. O evento é uma promoção do Conselho Setorial da Indústria Moveleira, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O evento reunirá industriais, marceneiros, arquitetos e designers, empresários da construção civil, importadores, instituições de ensino e pesquisa e órgãos do governo e será transmitido via videoconferência para Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Nestas cidades, os interessados podem acompanhar o seminário nas unidades do Sistema Fiep.

Uma das abordagens do evento será a estratégia da indústria moveleira paranaense para enfrentar a concorrência. De acordo com empresários do setor, a importação de móveis da China está crescendo. Além disso, internamente as empresas do setor competem entre si. As pequenas marcenarias, que fazem móveis sob encomenda, concorrem com indústrias que fabricam móveis planejados comercializados em lojas exclusivas.

As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas. Os interessados devem se inscrever pelo site: www.fiepr.org.br/conselhos
 

O problema é a qualificação

O número de vagas para empregos temporários e primeiro emprego cresceu nada menos que 80% neste início de ano em relação a igual peíodo de 2007, mas a falta de qualificação profissional é o grande problema das empresas de recursos humanos.
Eu conversei na manhá desta sexta-feira (8) com a Maria Inês Trlecky, que é administradora da Cassi Recursos Humanos e ela me relatou um quadro dramático.
A Cassi está com 40 vagas para primeiro emprego na indústria, mas há um mês não consegue preencher estas vagas. Para ficar com o emprego, o candidato tem que fazer um teste com 12 questões de matemática e acertar 70%. Acontece que nem mesmo o símbolo de um metro quadrado os candidatos sabem interpretar. Mais de 100 pessoas fizeram o teste, mas só quatro foram aprovadas. Como a indústria tem urência nessas contratações, está aceitando trabalhadores com mais de 40 anos, embora as vagas inicialmente sejam destinadas para o primeiro emprego.
Além de 80 vagas para trabalhos temporários, a Cassi Recursos Humanos também tem 18 vagas para balconistas, 25 vagas para atendentes e 18 vagas para caixa. No caso de caixas, o grande problema é que os candidatos não conseguem nem ao menos abrir o sistema Excel. Para balconistas e atendentes, os candidatos não conseguem escrever uma pequena redação.
Maria Inês culpa o sistema de educação pela falta de qualificação. Segundo ela, o fato da escola pública não poder reprovar o aluno, acaba prejudicando ele próprio, que sai da escola sem conhecimento.

Shopping é opção á  proibição de outdoors

Os comerciantes e empresários de Curitiba tem prazo até este sábado (9) para se adequarem ao decreto que estabelece novas regras para a utilização de materiais de publicidade externa na cidade, com o objetivo de diminuir a poluição visual. O decreto estabelece limites para outdoors, letreiros de loja e painéis luminosos e outdoors, além de proibir os outdoors no Centro da cidade.
           

 Os espaços internos oferecidos pelos shopping centers aparecem neste cenário como uma excelente alternativa para os grandes anunciantes. A gerente de Marketing do Shopping Curitiba, Gabrielle Zangari, lembra ainda que os anúncios em pontos internos do shopping atingem um público definido, constantemente avaliado por pesquisas e num fluxo médio contínuo.

O decreto municipal 1033, assinado pelo prefeito Beto Richa em 8 de outubro, estabelece limites para instalação de outdoors e letreiros e padroniza o formato, o tipo de material e a instalação de painéis. A Prefeitura estima a existência de cerca de 3 mil painéis de publicidade na cidade, a maioria fora dos novos padrões. O objetivo é reduzir em pelo menos 40% a concentração de painéis publicitários nas ruas.

Vendas de veículos aumentaram 25% em janeiro no Paraná

As vendas de veículos novos aumentaram 25,6% no Paraná, em janeiro, em relação a igual mês do no passado. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Seccional Paraná – (Fenabrave/PR) foram vendidos no mês passado 28.767 veículos, representando um crescimento de 6 mil unidades. 

Quem pensa que foram os automóveis que puxaram as vendas se enganou. O grande responsável pelo aumento de janeiro foi o setor de implementos rodoviários, cujas vendas cresceram 61,74%, sendo comercializados em todo o estado 854 implementos. O segundo grande destaque foi o de comerciais leves, com aumento de 40,82% nas vendas, e 2.615 unidades vendidas. Já os automóveis que detiveram o terceiro lugar no ranking dos mais vendidos, cresceram 29,54%, passando de 11.158 unidades para 14.454. O setor dos caminhões apresentou alta de 18,18%, com a venda de 702 unidades; e as motos chegaram a 10.104 unidades vendidas em janeiro, o equivalente a 15,82% a mais que o mesmo mês do ano passado.

Para o diretor-geral regional da Fenabrave-PR,   Luís Antônio Sebben, os bons resultados de janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado são conseqá¼ência do aquecimento na economia, mas principalmente da redução nas taxas de juros e do aumento dos prazos para financiamentos.

Entretanto, na comparação das vendas de veículos de janeiro com dezembro do ano passado houve uma queda de 11,6%. Só no caso dos automóveis de passeio, a redução chegou a 12,8%. Para Sebben esta queda já era esperada, pois o primeiro mês do ano historicamente é o mais fraco em termos de vendas, ao contrário do que ocorre em dezembro.

Para 2008, a Fenabrave está estimando um crescimento de 13% nas vendas de veículos em relação ao ano anterior.