PAC contribui para crescimento da Pastre

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve reflexos diretos no desempenho da fabricante paranaense de implementos rodoviários Pastre, no primeiro semestre do ano. A empresa com sede no município de Quatro Barras cresceu 25% nos primeiros seis meses do ano em relação a igual peíodo de 2006. 
Além do PAC, também contribuiu para os resultados favoráveis, o crescimento e desenvolvimento do mercado de implementos, o que permitiu que a Pastre investisse mais no seu negócio. O empresário Lauro Pastre Júnior prevê para 2007, aumento de 30% nas receitas da indústria.

Indústria produz e vende mais

As vendas da indústria do Paraná fecharam o primeiro semestre do ano com o melhor desempenho de toda a série histórica pesquisada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), desde 1986. Nos seis primeiros meses do ano, o setor industrial paranaense faturou 10,39% acima do verificado em igual peíodo de 2006. Já a produção industrial, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cresceu 7% no semestre, bem acima da média nacional que foi de 4,8%.

O desempenho positivo da indústria, tanto no que se refere á  produção quanto á  venda é justificado pela recuperação da agroindústria, em conseqá¼ência do bom desempenho da agricultura. Também contribuíram para este resultado positivo, os setores de petróleo e álcool. Já o aumento da concessão de crédito pessoal, fez com que crescesse a venda de veículos e com isso as montadoras ampliaram a sua produção. Junto com o desempenho da indústria de alimentos, o parque automotivo e a produção de combustível responderam por 9,17%, dos 10,39% da expansão registrada em toda a indústria de transformação paranaense no primeiro semestre. Também tiveram faturamento maior, este ano, as indústrias de máquinas e equipamentos, confecção e vestuário e alimentos e bebidas.

Veículos e máquinas alavancam crescimento

O aumento de 7% da produção industrial do Paraná no primeiro semestre foi puxada pela indústria de veículos automotores, máquinas e equipamentos e produtos químicos. O resultado geral só não foi maior, segundo mostra a pesquisa do IBGE, devido a pressão desfavorável da indústria da madeira, que reduziu a sua produção nos primeiros seis meses do ano em 13,6%, com destaque para a queda na fabricação de folhas para folheados e madeira compensada.

Junho foi atípico

Embora o semestre tenha sido positivo para a indústria paranaense, com resultados recordes, isoladamente, o mês de junho, não foi favorável para as vendas. O faturamento caiu 3,73%, considerado atípico, pois não se verificava um resultado negativo desde 2003. Os meses de junho de 2004, 2005 e 2006 apresentaram crescimentos de 15,15%, 1,11% e 0,98% respectivamente, conforme aponta a pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Já a produção aumentou 1,7%, em junho em relação a junho, e cresceu 4,1% quando comparada a junho de 2006,  segundo o IBGE. A produção industrial continuará crescendo em percentuais consideráveis até setembro, visando atender as encomendas de fim de ano. O mesmo comportamento se repetirá no faturamento.Estes números mostram que a indústria paranaense é forte e tem capacidade para crescer ainda mais. Vamos continuar trabalhando para que o estado adote uma política industrial própria. Com isso, podemos dobrar o tamanho do setor nos próximos anos”, afirma o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.