Empresa de ônibus testa equipamento que dispensa troca de óleo de motor

Pioneira no uso do biodiesel fora de uma região metropolitana no Brasil (desde fevereiro 2007), a empresa de transporte coletivo Gidion S/A., de Joinville, está inovando ao realizar testes com um equipamento que dispensa a troca de óleo e amplia a vida útil do motor.

Importado dos Estados Unidos por intermédio de uma empresa colombiana, já está em teste em dois ônibus da Gidion o equipamento Puradyn – um filtro que mantém o óleo com as mesmas caracteísticas originais, e prolonga a vida do equipamento.  Como o óleo usado não é descartado, havendo apenas reposição, a contribuição na preservação do meio ambiente é significativa.  

O grupo Gidion é o primeiro no Brasil a fazer uso do equipamento que é utilizado com sucesso na frota de uma das principais empresas de transporte coletivo de  Bogotá.  Nos Estados Unidos o Puradyn é recomendado para veículos pesados como caminhões, ônibus e equipamentos agícolas.

De acordo com o gerente de manutenção da Gidion, Renato Protti Filho, o filtro prevê a redução de 80% no consumo de óleo, estende a vida útil dos motores e elimina a área necessária para estocagem de produto usado. Em decorrência disso há uma diminuição nas paradas dos veículos para troca de óleo e menor tempo de manutenção.

A princípio, a análise de óleo está sendo feita a cada 10 mil quilômetros de rodagem. A informação é de que na Colômbia existem veículos que já rodaram 600 mil quilômetros com o equipamento, sem a necessidade de troca do óleo, apenas com reposição e troca de filtro. De acordo com Protti, é provável que não haja ganho financeiro direto, pois o custo do equipamento é elevado.  Porém o resultado ambiental é muito grande.

O uso do Puradyn integra uma série de ações que a Gidion desenvolve desde 2006 em prol do meio ambiente e qualidade de vida. Os investimentos já ultrapassam  R$ 1 milhão.

Empresas usam “minhocários” para tratar do lixo orgá¢nico

Praticamente todas as atividades do dia-a-dia produzem resíduos, seja em casa, nas indústrias, nos estabelecimentos comerciais, nas escolas, nos hospitais e até no campo. Além disso, as áreas destinadas para decomposição do lixo orgá¢nico estão cada vez mais escassas, o que prejudica o meio ambiente e a qualidade de vida da sociedade. 

Tendo em vista esse problema, a empresa KRAS Ambiental, da Incubadora Tecnológica de Curitiba, desenvolveu um método inovador e sustentável capaz de transformar o lixo orgá¢nico em adubo. Essas caixas contendo minhocas – apelidadas de “minhocários” – já estão sendo instaladas em refeitórios de empresas, e até em casas.

O produto auxilia tanto na economia do adubo utilizado em lares ou empresas, quanto na preservação do meio-ambiente. Segundo o diretor-presidente da KRAS Ambiental, Alexandre Schlegel, a empresa criou o decompositor biológico, com dois tipos: residencial e industrial. Em um dos compartimentos são colocados os resíduos e minhocas, que realizam a decomposição do material. O produto resultante do processo é o adubo, que pode ser utilizado normalmente.

Consumidor deve preparar o bolso para enfrentar as despesas com saúde

Ainda estamos no início de fevereiro, mas o consumidor já deve ir se preparando, pois as despesas com saúde vão pesar mais no seu bolso a partir de abril. Em 31 de março, a Aência Nacional de Vigilá¢ncia Sanitária (Anvisa) autorizará o aumento de preço de cerca de 20 mil medicamentos controlados. A aência não divulgou o índice de reajuste para este ano, mas a estimativa é de que chegue a até 4,72%.
Em maio, será a vez dos planos de saúde. A Aência Nacional de Saúde (ANS) ainda está fazendo o cálculo do reajuste. A tendência é que fique próximo do aumento de 2007: 5,76%.
O reajuste dos remédios autorizado pela Anvisa é, tradicionalmente, dividido em três categorias, que variam de acordo com a participação dos medicamentos genéricos. Os aumentos levam em conta o ándice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE) entre março e fevereiro, o fator de produtividade das indústrias, que neste ano foi de 2,09%, e o de concorrência. Se a Anvisa usar os mesmos critérios de reajuste dos anos anteriores, os aumentos serão de 4,72% (faixa 1), 3,68% (faixa 2) e 2,63% (faixa 3).
A Anvisa divide as faixas dos medicamentos de acordo com a participação dos genéricos no segmento. Na faixa 1, estão os medicamentos em que os genéricos representam 20% ou mais do segmento, com maior concorrência de mercado. በo caso de anti-hipertensivos, antibióticos, remédios para diabete, hormônios e anticoncepcionais. A faixa 2 é a intermediária, representada pelos medicamentos com participação de genérico de 15% a 20%, como os colírios e injetáveis. Já a faixa 3 é a de menor concorrência no mercado e na qual a participação dos genéricos fica abaixo de 15%. በo caso de medicamentos que ainda estão sob patente, como o Viagra.

Bancos estão de olho nas micro e pequenas empresas

De olho nas empresas que aderiram ao Supersimples em 2007, os bancos brasileiros ampliarão o foco e vão disputar as empresas de micro e pequeno. Segundo o gerente juídico de varejo do Bradesco, André Ricardo, a estratégia dos bancos será de se aproximar desses clientes por meio de plataformas regionais e equipes especializadas, alongando prazos e lançando produtos de fácil contratação e com possibilidade de transações até pela internet.
Dentro do segmento de micro e pequenas empresas, a tendência é que os bancos intensifiquem sua estratégia de aproximação com instituições com grande volume de contas a receber, como escolas, academias, clubes e condomínios, destaca o gerente do Bradesco.

As micro e pequenas empresas interessam aos bancos por causa do grande volume de títulos movimentado. Por isso, os bancos têm investido no desenvolvimento de funcionalidades específicas para eles, como a oferta de crédito personalizada para esse tipo de segmento.

Bovespa e Ibmec treinam profissionais para a Bolsa

Você está pensando em abrir o capital de sua empresa? Se a resposta for positiva, fique atento ao curso que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e o Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais no Rio de Janeiro (Ibmec/ Rio) vão promover para profissionais de empresas que queiram entrar no mercado acionário ou que tenham feito recentemente abertura de capital.

O curso será dado inicialmente no Rio e em São Paulo, depois do carnaval. No dia 15 de fevereiro, haverá uma aula de apresentação, na sede da Bovespa, em São Paulo. As inscrições já estão abertas.
Posteriormente, o curso será realizado nas demais capitais onde a Bovespa tem unidades regionais, como Curitiba; Belo Horizonte; Porto Alegre; Recife e Fortaleza. O objetivo é discutir e ensinar os segredos relacionados á  oferta pública inicial de ações. Será abordado também o relacionamento com investidores e autoridades do mercado nacional de capitais.

Segundo a assessoria de imprensa da Bovespa, o que motivou a realização do curso foi o aumento do interesse dos empresários brasileiros pelo mercado de capitais. De acordo com a assessoria, no ano passado, 64 companhias iniciaram negociação de ações na bolsa brasileira. O número representa mais que o dobro de ofertas iniciais registradas durante todo o ano anterior, que foi de 26.