Battistela oferece nova fonte de energia

O grupo Battistela, que tem sua sede em Curitiba, está inovando na área de energia e está oferecendo uma nova opção á s empresas brasileiras que buscam uma fonte de energia auxiliar, em substituição aos combustíveis fósseis. Trata-se da célula a combustível de hidroênio, que é importada dos Estados Unidos. O produto, ainda pouco explorado no Brasil, é utilizado em larga escala por empresas européias, norte-americanas, canadenses e japonesas.

De acordo com a diretora da unidade de Energia Auxiliar da Battistela Distribuidora, Sandra Battistela, o custo para instalação de uma célula a combustível de hidroênio é de R$ 100 mil para 5 quilowatt de energia. O custo inicial de uma célula é bem maior do que o de uma bateria estacionária, mas ao longo dos anos, os gastos acabam ficando menores, já que as baterias precisam ser trocadas a cada 3,5 anos, enquanto que as células têm uma durabilidade de 20 anos.

Outra vantagem é a autonomia. Uma célula a combustível de hidroênio, ou seis cilindros de hidroênio, tem uma autonomia de 11 horas em caso de falta de energia elétrica. Já as baterias duram no máximo duas horas.

Com o novo produto, o Grupo Battistela pretende elevar em 50% o seu faturamento nos próximos cinco anos. Em 2007, o faturamento do grupo foi de R$ 854 milhões.

O que é uma célula a combustível

A célula a combustível é uma tecnologia que utiliza a combinação química entre os gases Oxiênio e Hidroênio para gerar energia elétrica. No caso da célula de hidroênio, a energia é obtida por meio de eletrólise, que provoca uma dissociação dos átomos e uma reação eletroquímica. Com a reação, os elétrons deixados numa fina membrana plástica formam uma corrente elétrica. As membranas empilhadas e interligadas formam a célula a combustível de hidroênio.

Entre as vantagens dessa tecnologia, além dos ganhos no custo da manutenção e resistência, por ter como resíduo somente a água é resistente a intempéries, funcionando no frio ou calor, sem necessidade de climatização.

Investimento foi de US$ 890 milhões

A Lineage Power, que é a empresa parceira da Battistela  Distribuidora neste projeto investiu US$ 890 milhões. O diretor para América Latina e Caribe da Lineage Power, Alberto Sosa, afirma que existe um mercado potencial para utilização da célula a combustível de hidroênio no país, sobretudo nas áreas de telecomunicações, bancárias, siderúrgicas e metalúrgicas. Esses segmentos, segundo ele, não podem interromper seus processos operacionais e hoje dependem de tecnologias que, á s vezes, estão sujeitas a falhas.

A célula a combustível é muito usada como back up de energia elétrica em hospitais, servidores de Internet, sistemas de telecomunicações, edifícios inteligentes”, setores da sociedade que necessitam de uma tecnologia de energia auxiliar confiável e com custo competitivo. O mercado mundial de células a combustível para backup cresceu 37% em 2007, chegando a 2.500 unidades vendidas em todo o mundo.

A Lineage Power estima que o mercado de células a combustível de hidroênio movimente algo em torno US$ 2,6 bilhões este ano nos Estados Unidos e Canadá. No Brasil, ainda não existem projeções de investimentos porque se trata de um mercado novo neste segmento.

Quem são os clientes da célula a combustível de hidroênio

No Brasil, a Villares Metals, empresa do grupo austíaco Bá¶hler-Uddeholm, foi a primeira metalúrgica a adotar a tecnologia da célula a combustível de hidroênio, fornecida pelo Grupo Battistela.  Nos Estados Unidos, a tecnologia vem sendo aplicada em segmentos diferentes. No aeroporto de Geórgia, foi instalado há um ano o sistema de back up de célula a combustível para garantir a comunicação entre os aviões e a torre de controle. Estima-se que as companhias aéreas podem perder até US$ 3 bilhões por cada 15 minutos que ficam sem comunicação.

A outra aplicação vem sendo realizada na companhia de cerveja Sierra Nevada, na Califórnia, que mantém uma planta industrial com célula combustível para produção de cerveja, também conhecida por cerveja de hidroênio”.

Receita da GVT cresce quase 35%

A GVT que tem sua sede em Curitiba, registrou aumento de 34,7% em sua receita líquida no ano passado totalizando R$290,2 milhões. O recorde em novas linhas instaladas em clientes residenciais e empresariais, com 128,8 mil adições no peíodo, representa crescimento de 70% em relação á s linhas instaladas no primeiro trimestre de 2007 e 74% a mais na comparação ao último trimestre de 2007. O crescimento foi sustentado pelo investimento, de R$ 147,2 milhões no peíodo. Atualmente, a GVT está em 75 cidades.

O desempenho da GVT vem mantendo as ações da empresa bem posicionadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No primeiro trimestre as ações fecharam a R$33,10, uma valorização de 83,9% em relação ao preço de lançamento, em fevereiro de 2007. No mesmo peíodo, o papel da GVT teve cotação máxima de R$ 41 e mínima de R$ 29,72. O grupo controlador da empresa detém 31% da composição acionária – GVT Holland com 23% e o fundo de investimentos Swarth Investments com 8%. Os outros 69% estão distribuídos no mercado entre investidores estrangeiros e brasileiros.