Junho foi atípico

Embora o semestre tenha sido positivo para a indústria paranaense, com resultados recordes, isoladamente, o mês de junho, não foi favorável para as vendas. O faturamento caiu 3,73%, considerado atípico, pois não se verificava um resultado negativo desde 2003. Os meses de junho de 2004, 2005 e 2006 apresentaram crescimentos de 15,15%, 1,11% e 0,98% respectivamente, conforme aponta a pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Já a produção aumentou 1,7%, em junho em relação a junho, e cresceu 4,1% quando comparada a junho de 2006,  segundo o IBGE. A produção industrial continuará crescendo em percentuais consideráveis até setembro, visando atender as encomendas de fim de ano. O mesmo comportamento se repetirá no faturamento.Estes números mostram que a indústria paranaense é forte e tem capacidade para crescer ainda mais. Vamos continuar trabalhando para que o estado adote uma política industrial própria. Com isso, podemos dobrar o tamanho do setor nos próximos anos”, afirma o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.

Cá¢mbio freia exportações

Os efeitos do cá¢mbio já se refletem nas exportações paranaenses. A indústria parou de expandir suas exportações em junho. Nos cinco primeiros meses do ano, o acréscimo acumulado foi de 35,11%. Ao incorporar o resultado de junho, contudo, a performance baixa para 34,50%. No semestre, 12 dos 18 êneros pesquisados mostraram aumentos. No peíodo, a participação relativa das vendas industriais destinadas ao exterior atingiu 24,11% do total; em 2006, a participação havia sido de 19,65% e em 2005 de 18%. Os dados fazem parte da pesquisa da Fiep divulgada nesta terça-feira.

Prêmio estimula antecipação das vendas

Os exportadores de milho do Brasil estão conseguindo um prêmio de até US$ 50 por tonelada em relação aos Estados Unidos. Com isso, há negócios para a safra que ainda não foi plantada. Fato inédito para o cereal. Em 2006, as vendas antecipadas começaram em outubro, quando houve uma alta no preço internacional do grão, mas com o cultivo já em andamento. Estimativas da Safras & Mercado indicam que já foram negociadas 500 mil toneladas de milho para entrega em março do ano que vem a preços médios de US$ 200 a tonelada, bem superiores á  média da colheita 2006/07, que ficou entre US$ 165 a tonelada e US$ 180 a tonelada.

Cocamar aposta no açúcar cristal

A Cocamar, cooperativa com sede em Maringá, está finalizando preparativos para introduzir no mercado de varejo o seu mais novo produto, o açúcar cristal, que vai levar a marca da cooperativa e será vendido em embalagens de 2 e 5 quilos. Segundo o gerente de Marketing, Marcos Orozimbo Rosas, contar com o açúcar no leque de varejo era um antigo objetivo da Cocamar que, dessa forma, passa a oferecer mais um item aos consumidores nos pontos de venda. A opção pelo cristal se deu após a realização de uma pesquisa dando conta que esse tipo de açúcar é, ainda, o preferido dos consumidores paranaenses.

A expectativa de Rosas é que o açúcar comece a chegar á s gôndolas em setembro. A Cocamar calcula que 25% de seu faturamento em 2007, projetado em R$ 1 bilhão, virá da área de varejo, onde está presente, também, com as marcas Purity e Suavit. Além de óleos de soja, milho, girassol e canola, a cooperativa produz café torrado e moído, cappucino, café gourmet, maioneses, catchup, mostarda, bebidas á  base de soja, creme e condensado de soja, néctares de frutas e farinha de trigo.

Semana de campanha no setor industrial

Esta será uma semana de muita campanha nos meios industriais do Paraná. በque na próxima segunda-feira, os 96 sindicatos patronais ligados á  indústria, elegerão o novo presidente da Federação das Indústrias do Paraná. Dois candidatos estão na briga para administrar um orçamento anual de R$ 200 milhões. Só o setor de Comunicação Social, por exemplo, tem uma verba de R$ 7 milhões por ano.

Pela chapa Afirmação Empresarial concorre á  reeleição o empresário Rodrigo da Rocha Loures. Na oposição, está a chapa Identidade Sindical, com o industrial de Ponta Grossa, álvaro Scheffer. Ambos garantem que têm a maioria dos votos  e que de forma alguma têm pretensões políticas.

A plataforma de campanha de álvaro Scheffer, que atua em Ponta Grossa, está voltada para o interior do Paraná. Ele propõe que Sesi, Senai e IEL, de onde realmente estão as maiores receitas da Fiep,  atuem como instrumento de apoio aos sindicatos. Scheffer  promete acabar com a reeleição na Fiep.

Rodrigo da Rocha Loures dá ênfase ao investimento em tecnologia e inovação e quer duplicar em quatro anos o tamanho da indústria do Paraná, independente da conjuntura econômica do País.
A disputa entre dois candidatos é positiva para a indústria do Paraná. Desde a década de 80 que dois candidatos não disputavam o cargo.