Agricultura puxa demais setores

O ano 2007 se apresenta como o peíodo de recuperação do setor agícola. Mesmo com o aumento da produção, os principais produtos agropecuários continuam registrando crescimento das cotações tanto no mercado interno quanto externo. Só para se ter uma idéia, os preços das principais commodities como soja, milho e trigo atingem a melhor cotação dos últimos quatro anos.

O boletim da Federação da Agricultura do Paraná que está circulando nesta sexta-feira (21) revela que o Valor Bruto da Produção da Agricultura para 2007 deve passar dos R$ 120 bilhões, o que representa um aumento de 14% sobre 2006. Só o valor da produção dos cereais, fibras e oleaginosas deve chegar este ano a R$ 60 bilhões.

Como o Paraná ainda é considerado um estado essencialmente agícola, os bons números da agricultura já são sentidos no comércio e na indústria. Por exemplo, as vendas do comércio varejista cresceram 7,2% a mais entre janeiro e julho em relação á  igual peíodo do ano passado. Já a produção industrial aumentou 7,3% até julho, segundo dados do IBGE. Como no segundo semestre, historicamente, os números são mais positivos, tanto a indústria como o comércio se beneficiarão ainda mais do dinheiro da agricultura.

Soja sobe 9,4% em 10 dias

Os preços da soja atingem preços recordes. Nos últimos 10 dias, a cotação da oleaginosa subiu 9,4% na Bolsa de Chicago e no Paraná a alta foi de 8% em Cascavel e 6% em Maringá. De acordo com a economista da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Gilda Bozza, o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) exerceu papel preponderante na alta das cotações, quando apontou uma redução de 6,25% na oferta e elevação de quase 5% na demanda.  Sem falar no nível de estoque, considerado bastante baixo. Também pesou na alta dos últimos dias, os boatos de que a China deve reduzir as taxas de importação da soja. O clima seco no centro-sul do Brasil está atrasando o plantio de soja e milho e também contribui para a elevação dos preços”, destaca Gilda.

Ainda restam 28% da safra paranaense de soja de 2006/2007 para ser comercializada. Entretanto, a economista da Faep alerta aos produtores para que não segurem o produto por muito tempo, já que nas próximas semanas começa a colheita de soja dos Estados Unidos e a tendência é que ligeiro recuo das cotações. No mercado futuro, os contratos de soja para março de 2008 estão sendo fechados a US$ 22,06.

Acompanhe a evolução das cotações da soja em Chicago

Data

US$/saca

Variação

10/9=100

10/9

19,92

100

11/9

19,95

0,1%

12/9

20,39

2,3%

13/9

20,46

3,7%

14/9

20,75

4,2%

17/9

21,35

7,2%

18/9

21,37

7,3%

19/9

21,41

7,4%

20/9

21,79

9,4%

Fonte –Faep/ CBOT

Bolsa volta a subir

A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a operar em alta nesta sexta-feira (21) depois da realização de lucros no pregão de quinta-feira (20), quando fechou com baixa de 0,62%. O Ibovespa que mede o comportamento das 60 ações de maior negociação,  valorizava na primeira hora e meia de pregão, 1,17% atingindo 57.573 pontos.

Os preços do dólar voltaram a cair em relação ao real, fechando a manhá desta sexta-feira (21) e, R$ 1,865.

Entre as primeiras notícias do dia, o ándice de Preços ao Consumidor Amplo-15 teve alta de 0,29% em setembro, representando uma desaceleração frente a agosto (0,42%). O número veio abaixo das projeções do mercado, estimado entre 0,30% e 0,45%. O IPCA-15 é considerado uma prévia para o índice oficial de inflação.

Paranaenses são destaque entre as mil maiores

A sétima edição da publicação Valor Econômico que apresenta uma análise das mil maiores empresas do Brasil, traz dados importantes sobre as empresas do Paraná. Por exemplo, nos sete anos de publicação, a Coamo, é tetracampeá, ou seja, foi premiada quatro vezes pelo seu faturamento e lucratividade entre as mil mais do Brasil. Já a CR Almeida, que foi classificada no setor da construção civil é bicampeá.

 Entre as 20 maiores empresas do Brasil com maior crescimento em receita líquida estão duas empresas paranaenses.  No 14º lugar aparece a Usina Santa Terezinha. Com cinco unidades no Noroeste do Paraná, a usina de açúcar e álcool, pertencente ao Grupo Meneguetti, teve no ano passado um aumento de 94% em seu faturamento. Já a Positivo Informática ocupa a 16ª posição. Seu faturamento líquido cresceu 90%.

Entre os 20 maiores lucros líquidos apresentados no ano passado pelas empresas brasileiras (excluindo os bancos), tendo como líder a Petrobrás, está a paranaense Copel Geração. Com uma lucratividade de R$ 850 milhões a Copel Geração ocupa a 20ª posição. Já em termos de receita, a Copel Distribuição, com quase R$ 4 bilhões de faturamento é a 56ª entre as 100 maiores empresas brasileiras. 

Entre os 20 maiores prejuízos líquidos apresentados na publicação do Valor Econômico estão o da Itaipu Binacional, que ocupa a primeira posição, com uma perda de R$ 781 milhões.

Maiores empresas do Paraná por receita (*)

Copel Distribuição

R$ 3,916 bilhões

Fonte – Valor Econômico (*) Em 2006

Coamo é a maior cooperativa do País

A Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), com sede em Campo Mourão foi considerada pela 7ª edição da publicação Valor Econômico como a maior cooperativa agícola do Brasil em 2006, e apesar das adversidades, conseguiu fechar o ano com uma rentabilidade (lucro líquido sobre o patrimônio líquido) de 15,3%. O faturamento da cooperativa foi de R$ 2,3 bilhões.

No ano passado, a Coamo investiu R$ 59,2 milhões. Em 2007, com os preços da soja e do milho mais elevados no mercado internacional, os investimentos deverão chegar a R$ 62,8 milhões, incluindo a renovação da frota própria de caminhões.

Receita líquida das 10 maiores cooperativas (*)

Coamo

R$ 2,324 bilhões

Lar

R$ 929,4 milhões

Cooxupé

R$ 924 milhões

C.Vale

R$ 922,2 milhões

Corol

R$ 839,8 milhões

Cooagri

R$ 808 milhões

Cocamar

R$ 760,2 milhões

Agrária

R$ 683,8 milhões

C. Integrada

R$ 655,2 milhões

Comigo

R$ 625,9 milhões

Fonte – Valor Econômico (*) Em 2006