Você é rico e nem sabe

Quem pensa que para ser classificado como rico é preciso ter muito dinheiro, está enganado. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quem tem uma renda mensal de R$ 3.945 está incluído na estatística dos 10% mais ricos do Brasil. Ainda mais curioso, ou assustador, é que as famílias que gastam R$ 1.815, em média, no mês, também estão bem perto do topo da pirá¢mide social no país.

A explicação dos pesquisadores é que os baixos salários de grande parcela da população brasileira pesam muito nos cálculos, distanciando-se de quem ganha melhor e os dados acabam surpreendendo, também, por causa da forte concentração da renda.

Já os 10% mais pobres do Brasil, de acordo com a pesquisa do IBGE, ganham R$ 73, na média, por mês.

Distribuição de renda é péssima

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios também refletem a péssima distribuição da renda do trabalho no Brasil. Conforme o IBGE, apesar da melhora observada nos últimos anos, os 10% mais ricos da população têm em suas mãos 46% da renda total, enquanto os 50% mais pobres ficam com 13,3%. A nata dos ricos, ou seja, 1% deles, respondem por 13% da renda.

Fruto dessa desigualdade, as pessoas que se intitulam de classe média desconhecem que não há muitos acima delas na pirá¢mide social. Segundo o diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, João Saboia, o Brasil tem uma das piores distribuições de renda no mundo e por conta disso a classe média ficou lá em cima.

Mais da metade dos trabalhadores não paga INSS

Embora o nível de emprego esteja crescendo, o mesmo ocorrendo com a renda da população brasileira, o número de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social ainda não corresponde á  metade do total de ocupados.

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 51,2% dos trabalhadores ocupados não contribuíram em 2006 para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em números absolutos, o resultado mostra que, das 89,3 milhões de pessoas com alguma atividade, 45,7 milhões não pagavam o INSS.

Queda de 40% no leite longa vida

Quem foi aos supermercados nos últimos dias já pode observar que os preços do leite longa vida estão menores. A elevação da oferta de leite por parte dos produtores levará a indústria a reduzir os preços do leite longa-vida em até 40% para o varejo, de acordo com cálculos da Associação Brasileira de Leite Longa-Vida (ABLV).

Segundo dados do Dieese, a caixinha do leite subiu mais de 40% entre janeiro e agosto, para uma inflação no peíodo de 2,72%.

Vivo quer a liderança no Paraná

A operadora Vivo, líder no mercado de telefonia celular no Brasil com mais de 30 milhões de clientes, não está confortável com o segundo lugar que ocupa no Paraná. De olho no potencial do mercado paranaense, a Vivo iniciou esta semana uma campanha de comunicação, exclusiva para o Paraná, com o objetivo de aproximar a marca da população e apresentar os diferenciais competitivos da empresa. Na apresentação da campanha á  imprensa, em Curitiba, nesta sexta-feira, quem marcou presença foi a atriz paranaense, Grazielli Massafera.

De acordo com a diretora da Vivo para a região Sul, Clenir Wengenowicz, o Paraná é um estado que apresenta uma série de peculiaridades que o torna altamente competitivo e desafiador. No Paraná são mais de 6 milhões de clientes e, em Curitiba, para cada grupo de 100 habitantes, 73 possuem aparelhos celulares. Segundo o diretor da Vivo, André Caio, a operadora conta com 1,5 milhão de clientes nos 234 municípios paranaenses (20 a mais do que a segunda concorrente), que representam uma fatia de 25,3% do mercado.