E o dinheiro da Cide? Para onde vai?

Onde está o dinheiro da Cide? A indagação vem sendo feita com insistência pelos empresários do setor de transportes de cargas do Paraná, desde que a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) foi criada há seis anos. Este tributo gera uma receita mensal ao governo federal de mais de R$ 600 milhões, mas o dinheiro que seria usado para resolver o problema das rodovias, jamais teve o seu objetivo cumprido.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar), Fernando Klein Nunes, lembra que desde que foi criada, a Cide já arrecadou para os cofres federais R$ R$ 43,3 bilhões, sendo que deste total, pelo menos 40% foram desviados de sua função.

Contribuição pesa no bolso do consumidor

O consumidor também paga caro por esta contribuição. Como se não bastasse o alto custo da gasolina, sempre que o motorista abastece o seu veículo, ele paga R$ 0,28 por litro, de taxa ao poder público. Isso significa que, por um tanque cheio de um carro popular, lá se vão cerca de R$ 14 só de “imposto”, o que poderia render mais 5,6 litros de combustível para rodar nas cidades ou estradas. Se o veículo for a diesel, o prejuízo” fica um pouco mais em conta, ou R$ 0,07 por litro para engordar as receitas arrecadadas com a Cide.

Positivo investe R$ 37 milhões

O grupo paranaense Positivo está investindo R$ 37 milhões na construção de um teatro, que será o maior do Paraná, um centro de convenções e um hotel, localizados no campus do UnicenP, no bairro Campo Comprido.

O presidente do Grupo Positivo, Oriovisto Guimaráes, informou que só no Centro Universitário Positivo, já foram aplicados nos últimos nove anos, R$ 160 milhões. O setor educacional, responde hoje por 20% do faturamento do grupo, que é a maior corporação do segmento de Educação e Tecnologia no Brasil. Fazem parte também do grupo a Positivo Informática, a gráfica e editora Posigraf.

O prazo de retorno dos novos investimentos está previsto para 10 anos, mas dentro de três ou no máximo quatro anos, o faturamento com o centro de convenções, teatro e hotel deverá chegar a R$ 4,5 milhões.

O investimento de R$ 37 milhões (R$ 10 milhões no hotel, R$ 12 milhões no centro de eventos e R$ 15 milhões no teatro), se refere apenas á  construção das obras, não estando incluídos os equipamentos e nem o mobiliário do hotel. Apenas 20% do investimento estão sendo financiados com recursos do BNDES. Os três empreendimentos foram projetados pelo arquiteto Manoel Coelho.

Construção do teatro consumirá R$ 15 milhões

O Teatro Positivo contará com 2.300 lugares (não haverá balcões), e seu projeto foi inspirado no Teatro Grego de Epidaurus, datado do século IV a.C., permitindo ao expectador visão e audição perfeitas em qualquer lugar da platéia. A construção foi orçada em R$ 15 milhões e será entregue em março de 2008. O novo centro de cultura, o maior do Paraná, receberá grandes conferências, peças teatrais, formaturas e espetáculos diversos.