Quem será o novo líder industrial?

A atenções dos meios empresariais paranaenses estão voltadas nesta segunda-feira para as eleições da Federação das Indústrias (Fiep), que começa á s 12 horas e terminará á s 18 horas. Esta será uma das eleições mais concorridas de toda a história da entidade. Dois candidatos concorrem ao pleito: Rodrigo da Rocha Loures, da chapa Afirmação Empresarial, que tenta a reeleição pela chapa e álvaro Scheffer, da chapa Identidade Sindical, que foi vice-presidente de Rocha Loures, disputa agora a oposição Até as 21 horas será conhecido o novo líder do setor industrial do estado. Dos 96 sindicatos filiados á  Fiep, 94 terão direito a voto. Rodrigo da Rocha Loures garante que tem dois terços do votos, ou 63 votos. álvaro Scheffer diz contar com o apoio de 52 sindicatos, e que sairá vencedor. O candidato da oposição tem ainda o apoio do governador Roberto Requião e dos irmãos senadores álvaro e Osmar Dias.

O vencedor vai administrar uma verba de R$ 240 milhões por ano. Só o setor de Comunicação Social conta com uma verba anual de mais de R$ 7 milhões.

Manhá de acusações

Os candidatos iniciaram a segunda-feira trocando farpas. álvaro Scheffer acusou o atual presidente Rodrigo da Rocha Loures de publicar anúncios na imprensa para se promover com o dinheiro da Fiep. Por sua vez, Rodrigo da Rocha Loures diz que o governador do estado está constrangendo os líderes sindicais com direito a voto.

Plataformas de campanha

Logo no início da manhá, os dois candidatos ao serem procurados pelos jornalistas falaram de suas plataformas de campanha. álvaro Scheffer diz que quer construir uma federação moderna e alinhada, que saiba ouvir os industriais paranaenses, diferentemente do que vem acontecendo até então. Rodrigo da Rocha Loures promete o compromisso com a ética, transparência e profissionalismo á  frente da entidade. Ele disse que de forma alguma aceita ingerências espúrias do governo.

Crescimento da indústria

Ambos os candidatos falaram pela manhá sobre o crescimento da indústria paranaense. Rocha Loures explicou que a indústria do Paraná não cresceu o suficiente nos últimos quatro anos porque não é competência da federação fazer ou não o setor crescer, embora tivesse lutado por resultados positivos. Ele lembrou que nem Luiz Mussi e muito menos Virgílio Moreira fizeram alguma coisa que propiciassem o crescimento econômico da indústria paranaense. A Fiep não tem meios para fazer política fiscal e nem para melhorar a logística, que são ações da esfera do Poder Público. O que o empresário pode fazer é tornar sua indústria mais competitiva. A federação não pode patrocinar o crescimento industrial, mas indicar os meios para chegar lá”, justifica Rocha Loures.

álvaro Scheffer afirma que a Fiep sob seu comando será o principal agente do desenvolvimento do estado e, que para tal, terá que contar com a ajuda do governo estadual. Não pode haver uma briga ou ruptura entre a entidade e o governo, mas sim uma discussão aberta entre ambas as partes”, destaca. Ele também defende uma agilidade maior para criar um ambiente propício ao crescimento econômico e alerta que a indústria paranaense não pode perder o seu market share.