Interior X Capital

Pela primeira vez, um empresário do interior disputa á  presidência da Federação das Indústrias do Paraná. álvaro Scheffer reside em Ponta Grossa, onde preside o Grupo Asa, formado pelas indústrias águia Química, Florestal e Sistemas de Armazenagem. Rodrigo da Rocha Loures mora em Curitiba e é o fundador da indústria Nutrimental.

O vencedor assume a Federação no dia 1.º de outubro, para um mandato de quatro anos.

Sindicatos perdem influência e filiados

No ano em que se comemora os 100 anos da regulamentação do sindicalismo urbano no Brasil, o que se verifica é que os sindicatos brasileiros perderam influência e filiados. Estudo coordenado pelo economista Márcio Pochmann, que também é professor da Unicamp, a pedido do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeepres) revela que num espaço de 10 anos, os sindicatos brasileiros perderam 17,8% dos filiados. Apesar das baixas, o sindicalismo brasileiro ainda representa um a cada dois trabalhadores filiados na América do Sul.
Segundo o estudo, o Brasil ficou no último lugar da lista dos 12 países analisados. A segunda maior perda de filiados aos sindicatos foi no Japão (14,6%), seguido da Coréia do Sul (9,6%). No sentido inverso, Cingapura foi o país que registrou a maior alta no índice de trabalhadores sindicalizados (77%), seguida de China (29,8%) e Turquia (20,8%).

Políticas neoliberais contribuem para o quadro

A pesquisa mostra que o sindicalismo no Brasil passou por um crescimento no número de filiados nas décadas de 1960 e 1970, quando somou, em 1977, 5,1 milhões de sindicalizados do campo e 3,5 milhões de associados urbanos. Naquela data, havia 4,2 mil sindicatos constituídos. Entre 1979 e 1989 a taxa de sindicalização continuou em alta, chegando a atingir a quase um trabalhador a cada três ocupados no país. Já entre 1989 e 1999, a filiação dos trabalhadores despencou 42,5%. Márcio Pochmann atribui o declínio á  adoção de políticas neoliberais”.