Ganhos na Bolsa foram imbatíveis em 2007

Para a Bolsa de Valores, o ano de 2007 termina nesta sexta-feira (28). Por mais um ano, a Bolsa de Valores se tornou imbatível em termos de rentabilidade. O índice Bovespa, que mede as 60 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo valorizou mais de 40%. 
Entre as empresas com sede no Paraná, que negociam suas ações na Bolsa, o grande destaque do ano ficou com a Iguaçu de Café Solúvel, cujas ações valorizaram 180%. Em segundo lugar ficaram as ações da GVT, que ingressou na Bovespa em 16 de fevereiro. Neste peíodo as ações da companhia de telefonia subiram 100%, contra uma alta de 71% da sua concorrente a  BrasilTelecom.
Outro destaque em termos de rentabilidade foi a Positivo Informática. Quem investiu nos papéis da empresa paranaense fabricante de computadores ganhou 90%.
Outra empresa do setor de café que também teve bom desempenho este ano na Bovespa foi a Cacique de Café Solúvel. Suas ações subiram 65% ao longo do ano.
As ações da Copel  também tiveram um bom desempenho e estão encerrando o ano com ganho de 29%. Já os papéis da Sanepar renderam apenas 3%. Outra decepção para o investidor foi a América Latina Logística (ALL). Suas ações tiveram alta de apenas 0,31% no ano.

Novatas não se deram bem na Bovespa

O número de lançamentos de ações na Bolsa de Valores de São Paulo foi recorde em 2007. Nada menos do que 64 empresas fizeram ofertas públicas de ações. Só no Paraná foram quatro. Com exceção da GVT, as demais não tiveram resultados positivos.
As ações do Paraná Banco que ingressaram no mercado em 3 de julho caíram 38%. Os papéis da Companhia Providência desvalorizaram 35% desde 27 de julho.

Outro papel que também não chamou a atenção dos investidores foi o da Bematech, embora a empresa esteja muito bem situada no segmento de automação comercial. Desde o dia 9 de abril quando ela ingressou na Bolsa, seus papéis tiveram perda de 35,6%.

Fora a oscilação de janeiro, bons resultados devem se repetir em 2008

O ano de 2008 também promete ser um bom peíodo para o investidor de ações, embora o mês de janeiro deva apresentar alguma oscilação, avalia o analista de investimentos da Corretora Omar Camargo, Anderson Depoli.

Segundo ele, além da crise imobiliária dos Estados Unidos, que continuará se refletindo em todo o mundo, do lado brasileiro, o governo sem o dinheiro da CPMF se obrigará a reduzir os juros, para diminuir o pagamento da dívida e também porque a inflação já dá sinais de aumento. Neste sentido, alguma volatilidade pode acontecer e, por isso, o  investidor deve ficar atento. 

Pedidos de falência despencam em Curitiba

Com o bom desempenho da economia, os pedidos de falência apresentados á  Justiça paranaense despencaram em 2007.  Embora o ano ainda não tenha terminado já se verifica uma queda de 37% nos pedidos de falência ajuizados nas quatro Varas da Fazenda Pública, Falências e Concordata de Curitiba.

Este ano, foram requeridas 48 falências contra empresas de Curitiba. No ano passado foram 76 falências ajuizadas. Nenhuma empresa curitibana recorreu em 2007 á  Recuperação Judicial, que há dois anos se chamava concordata.

A queda nos pedidos de falência é uma prova de que realmente houve uma recuperação no mercado interno. Com a inflação mantida em patamares baixos e os juros em queda, as empresas produziram e venderam mais e elevaram o nível de emprego. Já a renda dos trabalhadores também cresceu o que contribuiu para o bom desempenho do comércio.

Entretanto, o que mais pesou na queda dos pedidos de falência foi á  fixação de um valor mínimo de dívida de R$ 15.200. Antes da nova lei, muitas empresas viam no pedido de falência uma forma de pressionar o devedor a pagar sua dívida.

Montadoras de veículos suspendem férias coletivas

Para dar conta do aumento das vendas, este ano, várias indústrias dos setores automotivo e de bens de capital (máquinas e equipamentos) cortaram ou reduziram as tradicionais férias coletivas de dezembro e janeiro. A fábrica da Volkswagen, de São José dos Pinhais, pela primeira vez desde que começou a operar em 1999, não deu férias coletivas aos funcionários. A montadora está trabalhando com carga total, produzindo 820 veículos/dia dos modelos Fox, Cross Fox, Fox Europa e Golf. Entre 20% e 30% da produção se destina á s exportações.

Ao se confirmar a meta de 3 milhões de veículos produzidos, fábricas brasileiras batem um novo recorde este ano. Para 2008, as projeções são de um crescimento de 8,9%. O setor automotivo foi beneficiado com a oferta recorde de crédito ao longo de 2007, a recuperação do emprego e dos salários. Em novembro, concessionárias informavam os clientes que precisariam de até três meses para entregar algumas modelos, a exemplo do Palio Adventure e Punto, da Fiat, e Logan, da Renault.