Empresas desconhecem oportunidades nos créditos de carbono

Embora seja um mercado bastante promissor e que deve movimentar nada menos do que US$ 30 bilhões até 2012 no mundo e US$ 3 bilhões no Brasil, muitas empresas ainda desconhecem as oportunidades da comercialização de créditos de carbono. Este mercado representa uma alternativa para os países ou indústrias que, por algum motivo, não cumprem as metas de redução de emissões de gases estabelecidas.

በjustamente aí que surgem novas possibilidades para as empresas brasileiras, que podem aproveitar o momento para investir em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) de geração do crédito de carbono, bônus cotado em dólar ou euro equivalendo a uma tonelada de poluentes que deixam de ser emitidos ou são retirados da atmosfera. Atualmente, a tonelada de CO2, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, está em um processo contínuo de valorização, chegando a ser comercializada até a 15 euros em transações mais recentes.

Como obter os créditos de carbono

Segundo o diretor do Grupo de Projetos da Ernst & Young, Luiz Cláudio Campos, empresa que já elaborou 110 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o processo de obtenção dos créditos de carbono pode ser lento, chegando a mais de um ano entre a elaboração do Documento de Concepção do Projeto (DCP) até a verificação e certificação final. O executivo ressalta, entretanto, que, antes e durante a execução do projeto, já pode ser iniciada a comercialização de créditos de carbono.  

Outro facilitador no processo, de acordo com o diretor da Ernst & Young, é o fato de haver empresas de nações desenvolvidas que financiam projetos em outros países visando a uma futura aquisição dos créditos.

Paraná tem boas oportunidades para projetos de crédito de carbono

Com uma economia baseada no agronegócio e na indústria, principalmente a automobilística, o Paraná tem grande potencial para o desenvolvimento de projetos de MDL. Entre os principais segmentos que podem ser beneficiados está o de combustíveis fósseis por biomassa renovável, como o bagaço da cana, o etanol, o biodiesel, além dos resíduos florestais e agícolas.

Também são encontradas oportunidades de obtenção de créditos de carbono na geração de eletricidade a partir de fontes renováveis (PCHs, biomassa e eólicas), na redução do consumo de eletricidade, nos aterros sanitários, na incineração de gases residuais nos processos industriais, nos reflorestamentos e nos resíduos da suinocultura, entre outros.

Alguns bons exemplos de projetos de créditos de carbono são os que vêm sendo implantados em fazendas com uso de biodigestores e bioenergia. Produtores como a Sadia estão utilizando esterco suíno para produzir energia. Se não é processado, esse resíduo produz gás metano, que é 21 vezes mais poluente do que o dióxido de carbono. Nesse caso, com a implantação o projeto de crédito de carbono, o que era um problema passa a ser uma solução, uma nova fonte de renda. 

Computadores e veículos são os destaques do comércio paranaense

O comércio do Paraná deve fechar o ano com crescimento de 7% nas vendas este ano.  O IBGE está divulgando mais uma pesquisa, que comprova números positivos. Entre os setores do comércio, os grandes destaques ficam com artigos de informática, cujas vendas aumentaram 28% até outubro e veículos com alta de 26% em relação ao ano passado.

Todos os dez segmentos do comércio pesquisados pelo IBGE no Paraná apresentam resultados positivos. O bom desempenho das vendas é decorrente da melhora na renda da população, dos juros menores, que incentivam o crediário e do aumento do nível de emprego. Mas também não se deve esquecer que se a agricultura vai bem, todos os setores caminham juntos.

As vendas de combustíveis se recuperaram da queda do ano passado, e este ano acumulam crescimento de 6%. Aliás, este também é o mesmo percentual de crescimento das vendas em supermercados e hipermercados.

Dos dez setores do comércio pesquisados pelo IBGE, o menor crescimento nas vendas ficou com farmácias e perfumarias, mesmo assim foi um bom percentual: 4,4%.