Brasileiros consomem 6 quilos por ano

O consumo anual per capita do consumidor brasileiro tem se situado em torno dos 6 quilos de biscoitos, nos últimos cinco anos. O maior consumidor de bolachas no mundo é o holandês com 13,9 quilos/ano, seguido do irlandês com 12,1 quilos/ano.

Outro fato curioso apontado na pesquisa do Sindicato da Indústria de Massas e Biscoitos do Estado de São Paulo: as regiões Norte e Nordeste são as que mais consomem biscoito no País, com 26,7% do total. Em seguida vem o estado de São Paulo (Grande São Paulo com 9% e Interior com 17%), com 26%. Depois: Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, 17,1%; Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, 16%; Grande Rio, 8,4% e Centro Oeste, 5,8%
 

Trabalhador ganhou mais este ano

O trabalhador brasileiro está com mais dinheiro no bolso. Pelo menos é o que revela o levantamento feito, pelo Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta sexta-feira. De 280 unidades de negociação salarial analisadas, 97% apresentaram reajustes equivalentes ou superiores á  inflação medida pelo INPC. Desses reajustes, 88% trouxeram ganhos reais, dos quais 40% são superiores a 1,5%.

O empenho do movimento sindical em assegurar melhores condições de remuneração ao trabalhador é apontado como uma das causas do bom resultado das negociações salariais.

Indústria concedeu os melhores reajustes

Entre os setores econômicos, a situação mais favorável é a da indústria, onde 93% das negociações salariais realizadas nos primeiros seis meses do ano resultaram em aumentos reais (acima da inflação) e menos de 1% ficou abaixo da variação do INPC. Nos serviços, estes percentuais corresponderam a 85% e 3%, respectivamente e, no comércio, a 82% e 7%..

Afinal, o que é subprime?

Nestes dias temos ouvido falar muito da queda das bolsas, provocada pelo subprime. Mas, afinal de contas, o que é que realmente está acontecendo nos Estados Unidos?  Que crise imobiliária é essa? O diretor da Petra Personal Trader Administração e Consultoria, Ricardo Binelli explica que ser proprietário de uma casa é um valor social nos Estados Unidos. Lá, 70% da população têm ou está em processo de aquisição da casa própria. Em virtude disso, o segmento imobiliário tem grande relevá¢ncia no sistema de crédito como um todo. A enorme facilidade na obtenção de financiamento decorrente dos juros baixos levou a um intenso movimento de aquisição de casas a partir de 2002. Este aumento na demanda resultou em um franco processo de valorização dos imóveis.

Como os imóveis são entregues como garantias nos financiamentos, a sua valorização acabava gerando um excesso de cobertura. O bem entregue em garantia era suficiente não apenas para pagar o financiamento, mas havia uma sobra que permitia aos mutuários refinanciarem suas casas. Assim, as pessoas, pegavam um novo empréstimo, maior do que o anterior, quitavam a dívida e usavam a sobra de caixa para consumir. Esse tipo de facilidade foi aberta a todos os perfis de interessados, tanto para aqueles com bons históricos de pagamento como para os que apresentavam restrições cadastrais, que receberam o nome de subprime.

O crédito imobiliário e o mercado financeiro

A última informação a ser absorvida para compreensão da crise do sub-prime é a relação entre o segmento imobiliário e o mercado financeiro. De acordo com o diretor da Petra Personal Trader Administração e Consultoria, Ricardo Binelli, o que acontece é que os créditos concedidos pelos financiadores eram convertidos em valores mobiliários que eram oferecidos a investidores através de fundos de investimento. በcomo se os fundos comprassem com desconto o fluxo de recebimento das prestações dos compradores dos imóveis. Com o aumento na inadimplência, e ainda uma incerteza com relação á  magnitude dos problemas de pagamento, estes valores mobiliários perderam suas referências de preço. Para não serem obrigados a vender estes ativos em condições desfavoráveis, alguns fundos passaram a suspender seus resgates. Sem conseguir mensurar com precisão os riscos a que estão expostos aqueles que têm recursos disponíveis para emprestar se retraíram e com isso gerou-se uma redução no nível de liquidez internacional, que acabou levando os bancos centrais a injetarem recursos nas economias através das recompra de títulos.

Para cobrir prejuízos com os ativos de lastro imobiliário os fundos passaram a liquidar posições em outros mercados, em particular o de ações que vinha passando por um momento muito positivo. Essa pressão vendedora é que tem levado á  queda nas bolsas que temos acompanhado”, justifica Binelli.