Marcas próprias faturam 22,3% a mais

O mercado de produtos com marcas próprias continua crescendo. Pesquisa realizada pela Nielsen em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostra que, atualmente, a oferta é maior, os preços estão caindo e o faturamento do segmento está aumentando. As redes Wal-Mart, Carrefour e Pão-de-Açúcar foram identificadas pela pesquisa como as três principais no mercado de marcas próprias, por número de itens vendidos.

A pesquisa da Nielsen, que abrange os 12 meses entre agosto de 2006 e julho de 2007, mostra que o faturamento das marcas próprias avançou 22,3%, somando R$ 6,7 bilhões, valor equivalente a 5,5% de participação no faturamento total do setor de auto-serviço, que foi de R$ 124,1 bilhões em 2006.

Preços têm queda de 19%

Os preços dos produtos de marca própria comercializados pelas redes de supermercados estão mais baratos. No ano passado, custavam, em média, 16% menos que as marcas fabricantes. Hoje custam 19% a menos. As dez categorias de produtos que mais vendem (juntas, representam 44% do total comercializado) são pela ordem: leite longa vida, óleos comestíveis e azeites, papel higiênico, arroz, bolachas/biscoitos, páes, açúcar, salgadinhos/batata frita, televisores e café em pó.

De olho nos juros, Bolsa começa semana em queda

A Bolsa de Valores de São Paulo iniciou a semana em queda, a exemplo do que ocorreu com as principais Bolsas de Valores do mundo. O mercado também refletiu a insegurança dos investidores com o noticiário a respeito do banco britá¢nico de hipotecas Northern Rock, que estaria com problemas de caixa.

O desempenho do mercado acionário está nas mãos do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que decidirá nesta terça-feira (18) se corta ou não as taxas de juros.  Na avaliação dos analistas da Corretora Omar Camargo, a manutenção da taxa em 5,25% seria caótica para os mercados e certamente aceleraria as vendas. Uma redução de 0,25 ponto percentual é consenso no mercado, mas uma redução maior seria bem vinda e poderia lançar o mercado novamente na esteira da recuperação para os níveis máximos, já que mostraria a vontade do Fed de não causar maiores distúrbios nos fundamentos econômicos globais. Nessa hipótese, haverá sempre quem ache que o Fed fez isso porque os problemas são maiores.

A semana que está começando também embute o anúncio de resultados de instituições financeiras e, ao que tudo indica, haverá avisos de provisões para perdas não recorrentes com o crédito. Como conseqá¼ência, a volatilidade continuará e os mercados continuarão nervosos.

Os corretores da Omar Camargo continuam indicando a compra de ações com horizontes mais dilatados para retorno, não só em função da boa performance de uma série de empresas e preços relativos baixos, como também pela certeza de que se nada de mais grave acontecer, o Brasil sairá beneficiado. Portanto, só resta esperar pela decisão do Fed desta terça-feira.

Universidades italianas buscam estudantes de Curitiba

As universidades italianas Cattolica Del Sacro Cuore, Universita Bocconi e Politécnico di Milano apresentam nesta terça-feira (18), em Curitiba, seus programas de bolsas de estudo para 2008. A promoção é do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com a Promos (Divisão Especial da Cá¢mara de Comércio de Milão para Atividades Internacionais e Relações Exteriores).

As três universidades buscam estudantes das áreas de administração, engenharia, arquitetura, informática e economia, que estejam no último ano da graduação, ou que façam pós-graduação, e que estejam interessados em cursar mestrado ou doutorado em Milão em 2008. Os requisitos e formas de inscrição serão divulgados durante as apresentações das universidades. A palestra será das 8h30 á s 11h30, desta terça-feira, no Auditório II da Unindus, no Cietep, Avenida Comendador Franco, 1341, em Curitiba

Você é rico e nem sabe

Quem pensa que para ser classificado como rico é preciso ter muito dinheiro, está enganado. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quem tem uma renda mensal de R$ 3.945 está incluído na estatística dos 10% mais ricos do Brasil. Ainda mais curioso, ou assustador, é que as famílias que gastam R$ 1.815, em média, no mês, também estão bem perto do topo da pirá¢mide social no país.

A explicação dos pesquisadores é que os baixos salários de grande parcela da população brasileira pesam muito nos cálculos, distanciando-se de quem ganha melhor e os dados acabam surpreendendo, também, por causa da forte concentração da renda.

Já os 10% mais pobres do Brasil, de acordo com a pesquisa do IBGE, ganham R$ 73, na média, por mês.