Empresários do setor metalmecá¢nico buscam medidas para reverter os efeitos da crise

O setor metalmecá¢nico foi fortemente afetado pela crise financeira mundial. Em todo o Brasil, o faturamento do setor, que engloba máquinas e equipamentos, foi de R$ 23,8 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, 24,2% menor que no mesmo peíodo do ano passado. As exportações também decresceram: 29,6% a menos se comparado ao primeiro quadrimestre de 2008. Apesar do cenário pessimista, o empresário não deve desanimar.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Alfredo Saraiva Delgado, o setor tem que continuar trabalhando e investir em tecnologia e inovação para se tornar competitivo. Delgado abriu na última quinta-feira (25), em Curitiba, o Fórum Setorial Metalmecá¢nico (exceto automotivo), realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O encontro reuniu empresários de todas as regiões do Estado, que definiram estratégias para superar o momento de crise e alavancar negócios.

Delgado apresentou o Programa de Modernização do Parque Industrial Brasileiro, proposto pela Abimaq e que prevê medidas de facilitação do crédito e redução das taxas de juros para beneficiar os produtores nacionais de bens de capital. O Brasil é o único país no mundo que tributa bens de capital. Está mais que comprovado que investimento e crescimento estão relacionados. Como poderemos crescer se não conseguimos investir? Essa é uma questão que preocupa os empresários e que deve ser amplamente discutida”, disse.

Na avaliação do vice-presidente da Fiep Carlos Walter Martins Pedro, que preside o Sindimetal Maringá, os dados apresentados no Fórum Setorial motivaram a busca de soluções. በimportante ouvir opinião dos empresários de todas as regiões do Paraná sobre os problemas enfrentados pelo setor. Agora temos que partir para a ação e unir o Sistema Fiep, sindicatos, empresas e poder público para o prosseguimento das ações propostas”, disse.

Representantes do setor destacaram a necessidade de qualificação da mão-de-obra em todos os níveis de produção, com o fortalecimento dos serviços ofertados pelo Sesi e Senai; a urência de uma desoneração fiscal e tributária, criando incentivos á  produção; e a necessidade de ações conjuntas entre sindicatos e federações, visando a elaboração de trabalhos técnicos para cobrar a eficiência da máquina administrativa, visando a redução progressiva da carga tributária, incluindo ações legislativas (projetos de lei).

Soma

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