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Livros lideram créditos do BNDES á  cultura

O mercado editorial é o setor da cultura que mais se beneficia das linhas de crédito oferecidas a custos mais baixos pelo BNDES. As editoras e livrarias respondem sozinhas por mais de 40% dos R$ 481 milhões destinados pelo banco entre 2005, ano em que foi criado o BNDES ProLivro, e 2009 para o financiamento das atividades de empresas culturais – mesmo assim, o número é muito pequeno quando comparado a outros setores da economia.

Os dados fazem parte de um estudo que será divulgado pelo Observatório do Livro e da Leitura no Fórum BNDES e os Investimentos no Negócio do Livro, que acontece na sexta-feira (27), na Cá¢mara Brasileira do Livro (CBL), em São Paulo. Os editores e livreiros contraíram, nesse peíodo, quase o dobro do setor audiovisual, que captou um total de R$ 107 milhões. Só muito abaixo aparecem, por exemplo, a indústria fonográfica e rádio e TV. áreas como o patrimônio histórico e artes e espetáculos também só apareceram porque receberam recursos não reembolsáveis.

Durante o encontro, destinado a empresários e executivos de editoras, atacadistas e livrarias, serão apresentadas as novas linhas de crédito do BNDES para o setor cultural, o ProCult, que está sendo lançado esta semana. O custo financeiro para a edição, distribuição e comercialização de livros está abaixo do custo de outros programas criados pelo banco. A cadeia do livro terá, ainda, uma vantagem adicional: o BNDES aceitou liberar diretamente empréstimos a partir de R$ 1 milhão, o que não faz para nenhum outro setor da economia.

O negócio do livro ainda não descobriu os benefícios que pode usufruir ao recorrer a linhas especiais como esta do BNDES, que corre até o risco de um dia acabar por falta de tomadores”, afirma o diretor do Observatório do Livro e da Leitura, Galeno Amorim, que organizou o evento para a Escola do Livro da CBL.

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