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Vendas de material de construção crescem 3%

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), entidade que representa as 138 mil lojas de material de construção do país, informa que o varejo de material de construção cresceu 3% no mês de outubro, na comparação com o mesmo peíodo de 2008. Na relação outubro de 2009 sobre setembro de 2009, o desempenho foi de 3%. Já no acumulado do ano (janeiro a outubro de 2009 sobre o mesmo peíodo do ano passado), o setor cresceu 4%. Os dados refletem o volume de vendas das lojas. A Anamaco mantém a expectativa de crescimento em 2009 de 6,5% sobre 2008, quando o setor bateu recorde de faturamento (R$ 43,23 bilhões). Para 2010 projetamos um crescimento de 10% sobre 2009”, declara Cláudio Conz, presidente da entidade.

Setores de cerá¢mica e acabamentos em geral, incluindo tintas, tiveram um crescimento de 8% no mês de outubro, o que indica retomada de obras. As pessoas já começaram a preparar a casa para as festas de fim de ano. Elas querem receber a família com a parede pintada, a casa bonita. Quem vai viajar e tem casa na praia ou sítio, também quer deixar tudo em ordem para curtir as férias, então é natural que as vendas aumentem nesta época do ano”, explica Cláudio Conz.

Segundo ele, a primeira parcela do 13º salário também aquece este momento de compras. As próprias lojas já sabem desse aumento de movimento, então fazem promoções, tentam atrair o consumidor. Depois da primeira quinzena de dezembro já entra o peíodo de férias escolares e criança em casa não combina com reforma, por isso o momento de reformar é agora”, completa.

Ainda de acordo com o presidente da Anamaco, o volume de vendas deve crescer em torno de 20% até o final do ano. A dica é que o consumidor pesquise preço, pois certamente há muitas promoções em destaque este mês. Além disso, a redução de IPI ainda está em vigor para os materiais de construção até o dia 31 de dezembro”, finaliza.

A Anamaco continua articulando a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os produtos do setor. A desoneração temporária foi anunciada pelo Governo Federal em abril deste ano e beneficiou produtos como o cimento, tinta e cerá¢mica, que tiveram redução média imediata nos preços de 8,5%. A redução do IPI está em vigor até o dia 31 de dezembro deste ano, mas estamos trabalhando o adiamento do prazo, pois, diferente do que aconteceu com os setores de automóveis e linha branca, ela não valeu imediatamente para os nossos estoques”, explica Conz. Inicialmente as lojas tiveram que trabalhar com um preço médio, porque os estoques ainda estavam com mercadorias com o IPI antigo e, em contrapartida, o consumidor já estava solicitando o desconto no balcão. Os produtos do setor ficam, em média, de 60 a 90 dias em estoque e, agora que os lojistas poderiam repassar 100% do desconto de IPI e abandonar o preço médio, estamos com uma tendência de aumento do preço de matérias primas no mercado internacional”, completa.

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