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Mais de 80% dos trabalhadores tiveram aumentos salariais acima da inflação

A crise econômica não chegou a afetar os reajustes salariais dos trabalhadores brasileiros em 2009. Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), 80% das categorias conseguiram reajustes acima do ándice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) calculado pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na região Sul, 85,2% das negociações salariais fechadas no ano passado ficaram acima do INPC; 9,9% foram igual ao INPC e 15,4% ficaram abaixo da inflação. Para os técnicos do Dieese, com o crescimento econômico, 2010 poderá ser um ano positivo para as negociações salariais.

Segundo o Dieese, 2009 foi o terceiro ano com menor ocorrência de reajustes abaixo dos índices de inflação, desde 1996, quando foi realizado o primeiro balanço. Em 2007, 4,1% permaneceram abaixo da inflação e em 2006, 3,7% ficaram nessa situação. No ano passado, 7,4% das negociações ficaram abaixo dos índices, contra 11,5% registrados em 2008.

Em todo o Brasil ocorreram 692 negociações no ano passado. Desse total, 12,7% ficaram reajustados em índice igual ao INPC – número próximo ao registrado em 2008, quando 12,4% ficaram nesse patamar.
Conforme apurou o Dieese, 64,2% das 692 negociações analisadas resultaram em reajustes salariais de até 2% acima da inflação e 2,7% garantiram ganhos reais de mais de 4%.

A análise das informações segundo os setores da economia mostraram que apenas na indústria – setor mais afetado pela crise internacional – houve redução no percentual de resultados com ganho real em 2009, quando comparado a 2008, ainda assim pouco expressivo (regride de 88% para 85%). No comércio, a exemplo do que ocorreu em 2008, 88% das negociações tiveram resultado superior á  inflação e nos serviços, apesar de o percentual ser menor (70%), foi registrado o maior crescimento, que chegou a 11 pontos percentuais.

Os resultados obtidos pelas categorias com data-base no segundo semestre foram mais positivos que no primeiro. Em outubro, 97% das negociações conquistaram aumento real, enquanto em março apenas 62% das categorias tiveram o mesmo resultado. Em julho, nenhum documento registrou reajuste abaixo do INPC.

Na tabela abaixo é possível verificar os porcentuais de reajustes:

Quantidade de

negociações

Participação no total Percentual de reajuste
10 1,4% mais de 5% acima da inflação
9 1,3% de 4,01% a 5% acima da inflação
18 2,6% de 3,01% a 4% acima da inflação
72 10,4% de 2,01% a 3% acima da inflação
181 26,2% de 1,01% a 2% acima da inflação
263 38% de 0,01% a 1% acima da inflação
88 12,7% igual á  inflação
40 5,8% de 0,01% a 1% abaixo da inflação
4 0,6%  de 1,01% a 2% abaixo da inflação
2 0,3% de 2,01% a 3% abaixo da inflação
5 0,6% Mais de 5% abaixo da inflação
692 100% Total

 

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