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Paraná na linha de frente na globalização da advocacia

Especialistas nacionais e estrangeiros prometem mexer com os á¢nimos dos advogados estaduais entre os dias 14 e 15 de abril, em Curitiba. Na pauta da I Conferência Internacional em Gestão Legal, a eliminação de barreiras dos próprios escritórios nacionais frente á  extensa gama de oportunidades no exterior. Com mais de 632 mil advogados ativos no país, sendo 37 mil no Paraná segundo o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), uma nova era de gestão juídica desafia os escritórios de advocacia paranaenses. Gestão de pessoas, marketing juídico, finanças, empreendedorismo, negócios juídicos e tecnologia são apenas algumas das operações juídicas diárias mais atuais encontradas no cenário internacional e que exigem postura diferenciada dos advogados estaduais.

Para o consultor especialista em Estratégia de Mercado, Comunicação e Marketing Juídico, Rodrigo Bertozzi, a chamada excelência em gestão e serviços deve ter foco também no campo internacional. Este é o momento para a internacionalização dos escritórios do Paraná. A preocupação da inserção local e regional mudou com a nova percepção e imagem do Brasil no exterior”, define.

A entrada de grandes escritórios ingleses, norte-americanos e australianos no Brasil também gerou pressões e forte concorrência. Bertozzi enumera pontos como qualidade da produção acadêmica e técnica hoje não permitem mais desculpas para o engessamento das bancas brasileiras ou temor á  concorrência internacional. Timidez sobre crescimento é inaceitável. De modo sustentável, organizado, com gestão e dentro do código de ética, não há limites para crescimento”.

Conhecido em todo o país como região fértil de bancas de médio porte com alto grau de competência, advogados paranaenses devem estar atentos ao crescimento das demandas de consumidores em diversos ramos, inclusive no exterior. De acordo com a advogada e consultora especialista em Planejamento Estratégico, Composição Societária e Gestão de Pessoas na Advocacia, Lara Selem, o mercado juídico brasileiro já movimenta cerca de R$ 3 bilhões ao ano. A vinda dos escritórios internacionais vai além dos impactos nas pequenas e médias bancas estaduais, mas como aproveitar novos conhecimentos e oportunidades.”

Prática comum em nações como os Estados Unidos, Coréia do Sul, Japão, além de países africanos, aqui, poucas bancas nacionais seguem em volume ao exterior, afirma a advogada. O uso de ferramentas estratégicas de gestão, inovação constante e saber comunicar a expertise para o mercado geram segurança e calibram os escritórios estaduais para o mercado internacional”, diz Lara. No Brasil, pensamento global, gestão de produção e visão empreendedora são pontos fortes e estão na ordem do dia para a construção da imagem e consolidação de um escritório. Para o exterior, a especialista arremata: ousadia e diferenciação de mercado.

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