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Demanda das empresas por crédito desacelera no primeiro semestre

A quantidade de empresas que procurou crédito cresceu 1,5% no acumulado do primeiro semestre deste ano. Este crescimento foi menor que a alta de 5,8% verificada no segundo semestre do ano passado como também em relação ao crescimento de 9,4% obtido no primeiro semestre de 2010, ou seja, revela uma trajetória de desaceleração no ritmo de crescimento da procura por crédito, por parte das empresas. As informações são do Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito, divulgado nesta terça-feira (19).

Em relação ao mês de maio houve recuo de 3,1% na demanda das empresas por crédito no mês de junho. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 3,6%. A menor velocidade de crescimento da demanda das empresas por crédito em 2011 é reflexo tanto das sucessivas elevações da taxa básica de juros, resultando no encarecimento do custo do crédito, quanto do próprio processo de desaceleração do ritmo de crescimento econômico, o qual deverá se intensificar ao longo do segundo semestre do ano, observam os economistas da Serasa Experian.

A alta de 1,5% da demanda das empresas por crédito nos primeiros seis meses de 2011 foi determinada pelo avanço de 2,5% registrado pelas grandes empresas, bem como pela alta de 1,6% na demanda das micro e pequenas empresas. Já entre as médias empresas, a demanda por crédito registrou queda de 0,7% no acumulado do primeiro semestre.

Vale notar que as médias empresas são afetadas mais intensamente pelo cenário internacional ainda bastante adverso e pelo cá¢mbio valorizado, tendo em vista a maior concentração de empresas exportadoras nesta categoria de porte. Além disto, as instabilidades da economia global vividas ao longo dos primeiros seis meses do ano estimularam as grandes empresas a buscaram recursos no mercado doméstico.

Todas as regiões geográficas do país, com exceção da Norte, exibiram elevação nas demandas de suas empresas por crédito durante o primeiro semestre de 2011. As maiores delas ocorreram nas regiões Sul (+2,9%) e Sudeste (+1,7%). Em seguida tivemos altas de 1,3% na procura por crédito da região Centro-Oeste e de 0,7% nas empresas da Região Nordeste.

No acumulado do ano, empresas do setor de serviços, menos impactadas pela concorrência internacional como também pela alta dos juros internos, se destacaram em termos do crescimento de suas demandas por crédito (alta de 4,1%). Em seguida, as empresas industriais registraram avanço de 1,3% no acumulado de janeiro a junho de 2011 e apenas as empresas do setor comercial acusaram queda de 0,3% na busca por crédito neste primeiro semestre.

Por sentirem mais rapidamente o pulso” da economia, as empresas varejistas já se reprogramam para um segundo semestre menos diná¢mico em termos de crescimento econômico reduzindo, neste contexto, suas demandas de crédito para capital de giro, observam os economistas da Serasa Experian.

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