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Empresários do Paraná apontam investimentos que causarão maior impacto nos próximos anos

Os investimentos em aeroportos, indústrias de tecnologia e Copa do Mundo são os que vão causar maior impacto no Paraná nos próximos 5 anos. A conclusão é da Pesquisa de Competitividade Regional da Cá¢mara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos, a Amcham, que está sendo apresentada hoje em Curitiba para o empresariado local. Eu tive acesso a esta pesquisa realizada com 155 altos executivos de empresas de todos os portes do Brasil, sendo 43 deles do Paraná. Pela sondagem da Amcham os três setores mais promissores para investimentos no Estado são a construção civil, exceto habitação (42% dos entrevistados), modais de transporte que incluem rodovias, portos, ferrovias e aeroportos (39%) e turismo e entretenimento (37%). Também se revelaram atraentes as áreas de educação em geral e formação profissional (24%), habitação urbana (22%) e petróleo e gás (20%).

No entanto, dentre os projetos que as companhias do Paraná têm maior interesse em atuar estão a indústria de novas tecnologias com 52% dos entrevistados, Copa do Mundo com 32%; usinas hidrelétricas com 29%; aeroportos, petróleo e Olimpíadas de 2016 (cada um com 27%) e construção civil  com 26%. Há disposição também do nosso empresariado para atuar em portos e hidrovias (24%); rodovias (24%), Trem de Alta Velocidade (20%) e ferrovias (18%).

Quando questionados sobre quais os segmentos da região que deveriam receber apoios governamentais ou das organizações da iniciativa privada, as respostas mais recorrentes foram para modais de transporte (32%), formação profissional (27%) e turismo e entretenimento (12%).

O curioso deste estudo da Amcham é que a maioria das empresas paranaenses  nunca participou de qualquer processo licitatório para parcerias público-privadas. Já o excesso de burocracia e a falta de transparência no processo de licitações são os entraves mais mencionados pelos empresários.

Outro ponto importante da pesquisa mostra que no Paraná, 56% dos empresários pesquisados estão satisfeitos com as rodovias públicas sob concessão. No entanto, o grau de descontentamento é elevado em relação á s rodovias sob gestão federal.  Quanto á  qualidade dos portos, a reprovação é de 73% contra 61% das ferrovias.  Já os aeroportos recebem avaliação negativa de 71% dos altos executivos paranaenses. .

Por último, a desoneração na folha de pagamentos seria a mudança que mais estimularia o desenvolvimento dos negócios no Paraná. Pelo menos esta é a percepção de 85% dos participantes da pesquisa da Amcham. O redesenho de PIS e Cofins para a criação de um imposto sobre valor adicionado é outra medida considerada incentivadora para o desenvolvimento das empresas, segundo 81%. Em terceiro lugar em termos de relevá¢ncia, aparece a política de desoneração efetiva dos investimentos para aumento da competitividade (73%).  Ainda em relação ao PIS/Cofins, 56% declararam não confiar que o governo agilizará a devolução desses créditos para a exportação. A esse respeito, após a conclusão das entrevistas, ainda em junho, a Receita Federal informou que devolverá a partir de setembro 100% dos créditos de PIS e Cofins á quelas que preencherem a nova declaração eletrônica do tributo, prevista para ser entregue em julho de forma voluntária e em fevereiro de modo obrigatório. Atualmente, só são restituídos com agilidade – em até 60 dias – 50% dos créditos reivindicados por companhias que tenham exportado 10% de sua produção no último ano.

Apenas 29% dos entrevistados acreditam que a mudança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços do Estado de origem para o de destino simplificará o sistema tributário. Um terço (34%) disse não ter ainda informações suficientes para responder, enquanto17% não acredita que o governo conseguirá aprovar tal mudança. Outros 20% estão descrentes que essa medida possa trazer melhoria efetiva ao ambiente de negócios.

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