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Brasil volta a liderar expansão mundial de transênicos

O Brasil alcançou a marca recorde de 30,3 milhões de hectares de culturas geneticamente modificadas (GM) ou transênicas em 2011. Com esse resultado, divulgado nesta terça-feira (7) pelo Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), o Brasil amplia sua produção e consolida a segunda posição no ranking mundial de países que adotam a biotecnologia em suas lavouras.

A produção mundial chegou a 160 milhões de hectares em 2011, um aumento de 8% em relação ao ano anterior (ou 12 milhões de hectares). O Brasil ocupa o segundo lugar em área plantada de transênicos, com 30,3 milhões de hectares, e figura como um líder global no setor. Pelo terceiro ano consecutivo, o país foi o motor do crescimento global, aumentando em 2011 sua área de plantio em 4,9 milhões hectares (ou 19,3%), mais do que qualquer outro país”, afirma Clive James, presidente do ISAAA.

No caso da soja foram 20,6 milhões de hectares (82,7% do total da produção nacional da cultura). Com relação ao milho foram 9,1 milhões de hectares (64,9% do total da produção nacional da cultura). Já o algodão foi 0,6 milhão de hectares (39% do total da produção nacional de cultura). Para o representante do ISAAA no Brasil, Anderson Galvão, o desempenho brasileiro retrata o momento positivo no setor, que conseguiu estabelecer um ritmo de aprovações de biossegurança adequado, com uma regulação apropriada e eficiente.

No caso do milho, Galvão acredita que o país está vivendo uma revolução tecnológica que coloca o produtor brasileiro praticamente em condições de igualdade, dentro da porteira, com os seus concorrentes americanos e argentinos. Tal situação permite ao país uma condição de segurança no abastecimento interno, além de criar excedentes exportáveis que auxiliam na regulação do mercado interno”.

Na áfrica do Sul, Burkina Fasso e Egito, em conjunto, plantaram 2,5 milhões de hectares de transênicos. Três outros países (Quênia, Nigéria e Uganda) realizaram ensaios de campo com milho, mandioca, banana e batata doce, culturas prioritárias para os países pobres.

Os seis países da União Europeia (Espanha, Portugal, República Checa, Polônia, Eslováquia e Romênia) plantaram 114.490 hectares de milho Bt (resistente a insetos), 26% a mais do que em 2010 (ou 23.297 hectares). Além disso, Suécia e Alemanha plantaram simbólicos 17 hectares da batata Amflora, que apresenta maior alto teor de amilopectina, substá¢ncia de aplicação na indústria de papéis e adesivos.

Nos países em desenvolvimento, das 29 nações produtoras de transênicos, 19 são países em desenvolvimento e detêm aproximadamente 50% das plantações. Espera-se que, em 2012, eles ultrapassem os países industrializados na adoção de biotecnologia. Nos 29 países mencionados residem mais de 60% da população mundial, que, em 2011, alcançou a marca de 7 bilhões de habitantes.

Outro dado importante diz respeito á  preservação da biodiversidade: sem a adoção dos transênicos nesse peíodo, 91 milhões de hectares de terra a mais teriam de ser utilizados para produzir as 276 milhões de toneladas adicionais de alimentos, rações e fibras geradas entre 1996 e 2010. Apenas em 2010, a redução do uso de maquinário agícola nas lavouras transênicas, o menor número de aplicações de inseticidas e herbicidas e o sequestro de carbono do solo em razão de cultivos com menor necessidade de aragem resultaram na redução de emissão de CO2 em 19 bilhões de quilos, o equivalente a retirar 9 milhões de carros de circulação das ruas (Brookes and Barfoot, 2012, a ser publicado).

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