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Para driblar a falta de crédito e tarifas bancárias comunidades criam moeda social

As comunidades mais pobres das grandes cidades vêm revelando criatividade para contornar a falta de crédito nas instituições financeiras e as caras tarifas dos serviços bancários. Em artigo para a última edição da revista Por Sinal” do Sindicato dos Funcionários do Banco Central, a procuradora do BC, Marusa Vasconcelos Freire, conta que os bancos comunitários e as moedas sociais circulantes locais transformaram-se em instrumentos alternativos de democratização do acesso ao crédito. Segundo ela, o próprio governo federal tem estimulado as finanças solidárias por meio de políticas públicas da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Desenvolvimento Social e do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Faz parte da estratégia de governo lançar mão dessas ferramentas para eliminar a pobreza e promover o desenvolvimento territorial descentralizado, inclusivo e sustentável.

Em seu artigo para a revista Por Sinal”, ela diz que as instituições mais utilizadas nos programas de finanças solidárias são as cooperativas de crédito solidário, os bancos comunitários, os fundos solidários e as moedas sociais circulantes locais. A moeda social, apesar do termo moeda”, é uma ferramenta das finanças solidárias utilizada pelos bancos comunitários com a finalidade de aumentar a circulação de riqueza em uma comunidade mediante o aumento da quantidade de transações realizadas por uma rede de empresários credenciados no comércio local. A moeda social circulante local funciona apenas como um instrumento facilitador de trocas. Sua finalidade não é especulativa (não envolve a negociação por dinheiro). Marusa Vasconcelos Freire ressalta que não se trata, portanto, de dinheiro, mas de mecanismo de desenvolvimento local e de inclusão social.

No caso do método difundido pelo Instituto Banco Palmas de Desenvolvimento e Socioeconomia Solidária Palmas, o mais utilizado no Brasil, a moeda social corresponde a um bônus ou cupom de desconto: os membros da comunidade trocam o real pela moeda social em um banco comunitário e a utilizam para adquirir com desconto mercadorias e serviços oferecidos na localidade. Os comerciantes e prestadores de serviços cadastrados no banco comunitário recebem a moeda social circulante local e, quando necessário, realizam sua troca pelo real por meio do banco comunitário.

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