Mercado doméstico aquecido leva a alta de 140% em fusões e aquisições no setor de energia

O movimento de fusões e aquisições realizado pelas empresas de Energia encerrou o primeiro trimestre de 2012 com forte recuperação em comparação com o mesmo peíodo de 2011. Somente nos três primeiros meses deste ano foram concretizadas 12 operações, contra apenas cinco em igual trimestre do ano passado, uma alta de 140%. Os números constam da Pesquisa de Fusões e Aquisições feita trimestralmente pela KPMG no Brasil.

Das 12 operações concretizadas em 2012, nove foram domésticas, ou seja, envolveram apenas empresas de capital brasileiro. As outras três foram de empresas de capital majoritariamente brasileiro adquirindo, de estrangeiros, empresa de capital estrangeiro estabelecida no País (CB3). Com esse total, o setor formado pelas companhias de energia alcançou a 4ª posição do ranking, ficando atrás apenas de Tecnologia da Informação; Telecomunicação e Mídia; e Companhias de Serviço. O ranking feito pela KPMG inclui ainda outros 41 segmentos que juntos totalizaram 204 operações no 1° trimestre de 2012, melhor resultado da história para este peíodo do ano.

Para a sócia da KPMG no Brasil e líder da área de Energia, Vá¢nia de Sousa, o aumento pode ser um sinal de recuperação do setor que começou no fim do ano passado. A movimentação das empresas de energia em busca de novos parceiros é sinal de que o mercado doméstico está bastante aquecido”, afirma. Segundo ela, essa alta vai ser uma tendência também nos próximos anos. Os números mostram que o país vem sendo um dos lugares preferidos dos investidores que estão de olho no potencial do Brasil na geração de energia elétrica”, analisa a sócia.

Para o coordenador da pesquisa, Luis Motta, sócio-líder da área de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil, o que chama a atenção na pesquisa como um todo neste trimestre é a forte participação das empresas estrangeiras no número total de operações. Das 204, 99 envolveram organizações de fora do país na ponta compradora, sendo 74 de operações do tipo CB1 e 25 do tipo CB4. E, apesar das turbulências internacionais percebidas nos últimos meses, prevíamos de fato que a atividade de fusões e aquisições seguiria aquecida e essa diferença foi mesmo determinada pelo apetite das empresas estrangeiras, embora esta tendência não tenha se verificado ainda no setor de energia onde prevaleceram os compradores locais”, explica.

Soma

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