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Indústria cresce em 10 dos 15 estados pesquisados pelo IBGE em abril

O crescimento de 0,3% da produção industrial em abril de 2019, na série com ajuste sazonal, foi acompanhado por 10 dos 15 estados pesquisados. Pernambuco (8,3%), Bahia (7,4%), Região Nordeste (6,1%) e Mato Grosso (5,1%) assinalaram os maiores avanços, revertendo as quedas ocorridas em março: -4,7%, -10,0%, -8,7% e -6,6%, respectivamente. Ceará (3,7%), São Paulo (2,4%), Rio Grande do Sul (2,3%) e Santa Catarina (1,3%) também tiveram resultados acima da média nacional (0,3%). As outras duas taxas positivas foram do Paraná (0,3%) e de Minas Gerais (0,1%).

Por outro lado, o Pará, com recuo atípico (-30,3%), teve a perda mais intensa no mês, pressionado, em grande parte, pelo comportamento negativo no setor extrativo. Houve influencias não só da paralisação de plantas produtivas por questões ambientais, em consequência do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração na região de Brumadinho (MG), mas também do impacto causado pelo maior volume de chuvas no período. Esse foi o recuo mais intenso da série histórica e o terceiro consecutivo nessa comparação, acumulando redução de 38,8% no período. As demais taxas negativas foram no Espírito Santo (-5,5%), Rio de Janeiro (-4,5%), Goiás (-1,4%) e Amazonas (-1,2%).

Em relação a abril de 2018, indústria recuou em nove dos 15 locais

Em relação a igual mês de 2018, o setor industrial recuou 3,9% em abril de 2019, com nove dos quinze locais pesquisados apontando resultados negativos. Vale citar que abril de 2019 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (21).

Nesse mês, Pará (-31,0%), Espírito Santo (-18,0%) e Minas Gerais (-10,9%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais intensos, pressionados, principalmente, pelas quedas observadas nos setores de indústrias extrativas, no primeiro local; de indústrias extrativas e celulose, papel e produtos de papel, no segundo; e de indústrias extrativas, no último.

Rio de Janeiro (-8,8%) e Goiás (-5,9%) também tiveram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-3,9%), enquanto Mato Grosso (-3,9%), São Paulo (-2,5%), Bahia (-1,2%) e Região Nordeste (-0,9%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse mês.

Por outro lado, Ceará (6,5%), Rio Grande do Sul (6,3%) e Amazonas (4,0%) apontaram os avanços mais acentuados em abril de 2019, impulsionados, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo das atividades de produtos de metal, couro, artigos para viagem e calçados e bebidas, no primeiro local; de veículos automotores, reboques e carrocerias e outros produtos químicos, no segundo; e de bebidas, no último. Pernambuco (3,3%), Santa Catarina (3,2%) e Paraná (2,1%) também mostraram taxas positivas no mês.

No ano, indústria acumula quedas em 11 dos 15 locais

No acumulado no ano, frente a igual período de 2018, houve quedas em onze dos quinze locais pesquisados, e os destaques foram Espírito Santo (-10,3%) e Pará (-7,8%), pressionados, principalmente, pelos recuos em indústrias extrativas (óleos brutos de petróleos e minérios de ferro pelotizados ou sinterizados) e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no primeiro local; e indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no segundo.

Mato Grosso (-4,8%), Minas Gerais (-4,8%), Região Nordeste (-3,4%), Rio de Janeiro (-3,2%), Amazonas (-3,0%) e Bahia (-2,9%) também registraram taxas negativas mais elevadas do que a média da indústria (-2,7%), enquanto São Paulo (-2,6%), Pernambuco (-1,1%) e Goiás (-0,2%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no fechamento dos quatro primeiros meses de 2019.

Por outro lado, Rio Grande do Sul (6,2%) e Paraná (6,2%) apontaram os avanços mais elevados no acumulado no ano, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo vindo das atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias e produtos de metal no primeiro local; e de produtos alimentícios, veículos automotores, reboques e carrocerias e máquinas e equipamentos (máquinas para colheita), no segundo. Santa Catarina (3,0%) e Ceará (1,8%) também mostraram taxas positivas no acumulado no ano

Em 12 meses, indústria acumula quedas em 10 dos 15 locais

No acumulado nos últimos doze meses, a indústria recuou 1,1% em abril de 2019, seu segundo resultado negativo consecutivo, intensificando a trajetória descendente iniciada em julho de 2018 (3,3%). Dez dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em abril. Além disso, nessa comparação, quatorze locais apontaram menor dinamismo frente aos índices de março último, seja com taxas negativas ou com desacelerações.

Pará (de 7,2% para 5,0%), Rio de Janeiro (de 1,1% para -0,4%), São Paulo (de -1,0% para -2,3%), Espírito Santo (de -2,0% para -3,2%), Minas Gerais (de -1,4% para -2,6%) e Mato Grosso (de -1,4% para -2,6%) assinalaram as principais perdas de ritmo entre março e abril de 2019, enquanto o Ceará (de -0,1% para -0,1%) foi o único que manteve a mesma taxa, no período.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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