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Home office desafia empresas a oferecerem boas condições para colaboradores

A pandemia do coronavírus trouxe mudanças em diversos aspectos, seja com o aumento de vídeo-chamadas para substituir os almoços em família ou até mesmo com mais pedidos em delivery, para evitar aglomerações em lojas. Entretanto, uma das maiores adaptações se deu no mercado de trabalho, com a instauração do regime de home office para a maioria das empresas. 

De uma semana para outra, diversos funcionários viram-se obrigados a deixar escritórios e trabalharem em casa, conciliando a atividade com tarefas domésticas e a rotina do lar. Mas, apesar da mudança drástica, a tendência é que o modelo permaneça no futuro, levando companhias e gestores a se adaptarem a fim de oferecer condições adequadas de trabalho para seus colaboradores.

Uma pesquisa feita em diversos países pela Salesforce, divulgada na Forbes, aponta que 52% dos profissionais estariam dispostos a mudar de emprego, se isso representasse uma possibilidade de permanecer em esquema de home office. Portanto, encontrar maneiras de suprir a necessidade dos funcionários durante o trabalho remoto é também uma forma de evitar a perda de profissionais competentes e auxiliá-los durante a jornada de trabalho.

Auxílio durante o home office

Para permitir boas condições de trabalho em casa, a empresa deve oferecer suporte. Desde envio de computadores, cadeiras e equipamentos para a residência do profissional até mesmo auxílio com contas que tendem a aumentar neste período, como luz e pacotes de internet. 

A empresa da área de Comunicação e Marketing, Experta Media, chefiada pelas empresárias Flávia Crizanto e Viviane Camargos, há anos adota o home office e também precisou passar por adaptações em tempos de pandemia. Para expandir o apoio aos funcionários, as gestoras oferecem o “auxílio home office”. Mensalmente, uma quantia é enviada à equipe, por meio de um cartão de benefícios específico, que pode ser usado para diversas funções, desde vale-refeição até cartão de crédito para compra de móveis e acessórios de escritório. 

Assim, os funcionários podem aproveitar o benefício de forma específica e pessoal, utilizando o dinheiro com o que realmente precisam. Viviane Camargos conta que foi possível perceber diferenças e semelhanças nas demandas de cada profissional. Apesar de alguns preferirem guardar o dinheiro para realizar compras grandes – como um monitor para o computador -, outros objetos foram rapidamente buscados pela equipe, como um melhor fone de ouvido bluetooth e mouses sem fio de qualidade.

“O trabalho de casa prevê o uso de diversos recursos do funcionário, desde Internet, mobiliário, até fones de ouvido, por exemplo. Com o tempo, esses itens podem ficar avariados, portanto, nada mais justo que prover recursos para que cada membro da equipe conte com a estrutura adequada para trabalhar”, explica.   

Outras formas de apoio

Apesar de essencial, suporte financeiro não é a única forma de auxiliar os funcionários durante o home office. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA), 75% das companhias entrevistadas realizaram ações de apoio psicológico para seus empregados durante a pandemia. Além de contato com psicólogos e assistentes sociais, as empresas providenciaram sessões de yoga e meditação on-line para seus colaboradores. 

A pandemia trouxe um aumento dos níveis de estresse, ansiedade e depressão, que afetam diretamente o profissional e seu desempenho no trabalho. Portanto, gestores estão cada vez mais preocupados com a saúde mental de sua equipe, procurando ouvi-lá com maior frequência, a fim de entender a melhor forma de auxiliá-la, seja com suporte de profissionais, flexibilização de horários ou adianto de folgas.

“Sempre buscamos estar atentas às demandas da equipe, mas durante a pandemia sentimos a necessidade de estreitar os laços. É um período desafiador para todo mundo: o nível de estresse aumenta e é preciso ter mais flexibilidade e empatia. Decidimos, por exemplo, além das férias, oferecer uma semana de folga para todas e todos, em escala. Em momentos como esses, um tempo de respiro é extremamente benéfico”, completa Viviane.

Crédito da foto – Pexels

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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