Covid-19 impactou 9 em 10 pontos de vista dos consumidores sobre sustentabilidade

Covid-19 impactou 9 em 10 pontos de vista dos consumidores sobre sustentabilidade
A pandemia da Covid-19 elevou o foco dos consumidores na sustentabilidade e a disposição de pagar do próprio bolso – ou até mesmo receber um salário menor – por um futuro sustentável, de acordo com um novo estudo do IBM Institute for Business Value, com mais de 14 mil consumidores em nove países, incluindo o Brasil.

Nove em cada 10 consumidores pesquisados ​​relataram que a pandemia afetou seus pontos de vista sobre a sustentabilidade ambiental, mais do que qualquer outro impacto citado, como incêndios florestais, desastres devido a eventos climáticos e cobertura de notícias sobre o assunto.

A pesquisa também revelou diferenças na opinião do consumidor entre as geografias, com os americanos pesquisados ​​relatando a menor preocupação com a sustentabilidade em muitos tópicos. Apenas 51% dos consumidores americanos disseram que lidar com as mudanças climáticas era muito ou extremamente importante para eles – 18 pontos percentuais abaixo da média.

“Os consumidores estão cada vez mais preocupados sobre a sustentabilidade e as empresas precisam mostrar, não apenas contar, seu compromisso com este tema para manter ou ganhar credibilidade, mas para contribuir para um futuro mais sustentável”, diz Tonny Martins, gerente geral IBM América Latina.
“Hoje, menos da metade dos consumidores confia nas declarações das empresas sobre a sustentabilidade ambiental. É nosso papel como líderes colaborar para mudar esses números, aplicando tecnologias inovadoras como IA e blockchain para aproveitar os dados e alavancar juntas empresas mais sustentáveis, sociedades e países”.

De acordo com a pesquisa, muitos consumidores estão cada vez mais dispostos a mudar a forma como fazem compras, viajam, escolhem um empregador e até mesmo onde fazem investimentos pessoais devido a fatores de sustentabilidade ambiental.

Os funcionários estão dispostos a aceitar um salário mais baixo para trabalhar em uma empresa que se preocupa com a sustentabilidade

De acordo com a pesquisa, 71% dos funcionários e candidatos a emprego entrevistados dizem que as empresas ambientalmente sustentáveis​​são empregadores mais atraentes. Além disso, mais de dois terços de toda a força de trabalho potencial* têm maior probabilidade de se candidatar e aceitar empregos em organizações ambientalmente e socialmente responsáveis ​​- e quase metade aceitaria um salário mais baixo para trabalhar nessas organizações.

Ao mesmo tempo, menos da metade dos consumidores pesquisados ​​(48%) confia nos compromissos corporativos com a sustentabilidade, com 64% dos entrevistados esperando um maior escrutínio público no próximo ano.

Quase metade (48%) de todos os investidores pessoais pesquisados já leva a sustentabilidade ambiental em consideração em suas carteiras de investimento e um quinto (21%) afirma que provavelmente o fará no futuro.

59% dos investidores pessoais entrevistados esperam comprar ou vender participações no próximo ano com base em fatores de sustentabilidade ambiental.

Metade de todos os consumidores pesquisados concorda que a exposição de uma empresa às mudanças climáticas impacta o risco financeiro dos investidores. Os entrevistados no Brasil refletem o perfil médio geral – o país está em 4º lugar na classificação por nível de concordância. Os entrevistados na Índia e na China relataram, de longe, os níveis mais altos de associação de risco climático com risco financeiro, enquanto Alemanha, EUA, Reino Unido e Canadá são os mais dominados pela incerteza.

Compradores e viajantes pagarão mais pela sustentabilidade ambiental

Apesar do impacto financeiro da pandemia COVID-19 em muitas pessoas, 54% dos consumidores pesquisados ​​estão dispostos a pagar mais por marcas que são sustentáveis ​​e / ou ambientalmente responsáveis.

Além disso, 55% dos consumidores pesquisados ​​relataram que a sustentabilidade é muito ou extremamente importante para eles ao escolher uma marca – 22% a mais do que os consumidores pesquisados ​​antes da pandemia. Um pouco mais de seis em cada dez consumidores pesquisados ​​disseram que estão dispostos a mudar seu comportamento de compra para ajudar a reduzir o impacto negativo no meio ambiente. Os consumidores pesquisados ​​na Índia (78%) e na China (70%) são os mais dispostos. Os consumidores pesquisados ​​em países da América Latina, México (69%) e Brasil (66%), também relataram alto grau de disposição para mudar seu comportamento de compra para ajudar a reduzir o impacto negativo no meio ambiente.

Com relação às viagens, quase um em cada três entrevistados acredita fortemente que seus hábitos pessoais de viagem contribuem para a mudança climática. 80 % dos consumidores pesquisados ​​globalmente relataram que estão ativamente procurando viajar por meios de transporte mais ecológicos, pelo menos um pouco. Na América Latina, 88% dos entrevistados no México e 82% no Brasil disseram o mesmo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 49 anos na área de jornalismo, sendo 47 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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