87% das pessoas enxergam a IA como potencial concorrente capaz de “roubar” emprego

87% das pessoas enxergam a IA como potencial concorrente capaz de “roubar” emprego

O avanço da Inteligência Artificial (IA) tem despertado inquietações e incertezas quanto ao futuro do mercado de trabalho. Diante desse cenário, a Hibou – empresa de pesquisa e análise de mercado – realizou um estudo com 1880 pessoas para compreender a percepção dos brasileiros sobre o impacto dessa tecnologia nesse universo.

Com um olhar atento para o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, 87% dos entrevistados expressam preocupação com a possibilidade de a tecnologia “roubar” vagas de emprego das pessoas. Essa percepção acentua a necessidade urgente de uma regulamentação para mitigar riscos. Nesse sentido, 61% apontam a criação de leis como uma alternativa crucial para restringir o uso da IA pelas empresas, enquanto 44% defendem a exigência de operadores humanos em conjunto com a tecnologia.Enquanto isso, 22% sugerem a implementação de políticas de transferência de renda, visando a automação sem prejudicar o padrão de vida das pessoas, e 8% incentivam o boicote às empresas que substituem trabalhadores por recursos de IA. Adicionalmente, 5% vislumbram outras possibilidades diante dessa complexa questão.

Esses dados revelam que quase metade dos brasileiros (48%) está disposta a “cancelar” uma marca como forma de protesto caso ela opte por utilizar IA em vez de recursos humanos. Esse posicionamento reflete a preocupação significativa em relação ao potencial impacto da IA no mercado de trabalho e na interação com marcas e empresas.

“A crescente preocupação em relação ao avanço tecnológico reside na possibilidade de aumento do desemprego. Muitos acreditam que as máquinas terão capacidade para substituir postos de trabalho atualmente ocupados por pessoas. Entretanto, o que se delineia é uma transformação significativa, inaugurando a emergência de novas profissões. Essa transição exigirá mão de obra qualificada para operar máquinas, bem como programar robôs e suas constantes atualizações”, explica Ligia Mello, coordenadora da pesquisa e sócia da Hibou.

“A Inteligência Artificial já é uma realidade inegável em nosso mundo moderno. Contudo, é crucial percebermos que, embora traga mudanças significativas, abre portas para novas oportunidades profissionais e para a necessidade de habilidades específicas para interagir com essa nova era tecnológica”, completa Ligia.

Quais profissões já sentem os efeitos?

O avanço da tecnologia tem desencadeado inquietações entre profissionais, evidenciando o impacto direto em algumas áreas específicas. Segundo a percepção dos brasileiros, as principais ocupações já afetadas são:

1. Funcionários de Fábricas – 49%
2. Tradutores – 45%
3. Dubladores e Locutores – 36%
4. Atendentes de Caixa – 35%
5. Bancários – 31%
6. Desenhistas – 31%
7. Vendedores – 27%
8. Publicitários – 24%
9. Profissionais do Campo e da Lavoura – 18%
10. Escritores e Autores – 13%
11. Jornalistas – 11%
12. Economistas e Especialistas em Investimentos – 10%
13. Engenheiros – 10%
14. Professores de Educação Física e Personal Trainers – 8%
15. Profissionais de Entrega – 4%
16. Advogados – 3%
17. Médicos e Veterinários – 3%18. Nenhuma das Anteriores – 10%

“O principal impacto da tecnologia é a automatização de processos. A era da digitalização está relacionada à agilidade para realizar atividades em que uma pessoa poderia demorar mais a fazer. Porém, é importante ressaltar que para que as máquinas funcionem, é necessário uma pessoa operando, programando e ajustando constantemente. A inteligência humana ainda está à frente, conduzindo as tecnologias para que elas sejam aplicadas da melhor forma”, conclui LIgia Mello.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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