Anuário aponta as cidades com as maiores despesas com servidores da Região Sul do país

Anuário aponta as cidades com as maiores despesas com servidores da Região Sul do país

Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Joinville (SC) são as prefeituras com as maiores despesas com pessoal

Os custos com pessoal nas prefeituras brasileiras são cerca de 44% de todos os gastos que as administrações possuem, segundo o anuário MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil. Ao analisar os dados da pesquisa das prefeituras da região Sul do país, verifica-se que Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Joinville (SC) são os locais com as maiores despesas nesse setor.  

O levantamento, obtido em pesquisa realizada pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) com informações de 2022, aponta que, em Curitiba (PR), os gastos com pessoal chegaram a R$ 4,79 bilhões. Porto Alegre (RS) teve custo de R$ 3,34 bilhões em 2022 e Joinville (SC) despendeu R$ 1,62 bilhão. Em quarto no ranking, está Florianópolis, com R$ 1,39 bilhão na despesa, seguido por Londrina (PR), com R$ 1,36 bilhão com essa despesa.

Realizado pela FNP, o anuário MultiCidades apresenta conteúdo técnico em linguagem amigável e é uma ferramenta de transparência das contas públicas, com dados do desempenho das cidades. A 19ª edição traz análises sobre o desempenho das despesas com pessoal, assim como rankings per capita e indicadores da relação entre gasto com pessoal e receita corrente. A publicação conta com a consultoria da Aequus e o apoio de Dahua Technology, Febraban, BRB, BYD e Itaú.

AS 10 MAIORES DESPESAS MUNICIPAIS COM PESSOAL DA REGIÃO SUL EM 2022

Elaboração: MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Dados primários: Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Raio X do Brasil: municípios aumentam despesas com pessoal, mas mantêm contas equilibradas

Ao avaliar os dados gerais dos municípios brasileiros, levantamento do anuário MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil, apontou que a despesa das prefeituras brasileiras com pessoal registrou um aumento real de 8,3%, passando de R$ 401,39 bilhões em 2021 para R$ 434,62 bilhões em 2022, o que significou um adicional de R$ 33,23 bilhões ao gasto municipal.

Apesar disso, o bom desempenho das receitas fez com que a participação das despesas com pessoal na receita corrente tenha recuado, em 2022, pelo quinto ano consecutivo, como explicou a economista Tânia Villela, editora do anuário.

“Com o fim do congelamento dos salários pela Lei Complementar 173/2020, que vedou qualquer tipo de ampliação de despesa com pessoal entre maio de 2020 e dezembro de 2021, a pressão por recomposição, o reajuste do piso do magistério e do salário mínimo elevaram a despesa com pessoal a um novo patamar em 2022. Porém, a participação da despesa com pessoal na receita corrente recuou pelo quinto ano consecutivo, alcançando, em 2022, o mesmo patamar do biênio 2005-2006, de 44%, a menor de toda a série histórica, iniciada em 2002. Esse resultado só foi possível devido ao crescimento de 9,1% da receita corrente, ficando acima do aumento do gasto com pessoal no ano”.

Para Tânia, ao analisar o comportamento dos principais elementos que compõem a despesa com os servidores em atividade, observa-se que nos vencimentos e vantagens fixas, incluídos os subsídios, houve um crescimento real de 6,6%, totalizando R$ 17,49 bilhões a mais. “Já nos gastos com o pagamento dos servidores contratados em designação temporária (especialmente os profissionais das áreas de educação e saúde), houve um aumento real de 28,1%, o que representou um adicional de R$ 9,05 bilhões”, detalhou.

Quanto às obrigações patronais sobre a folha de pagamento, que incluem as contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) – no caso de empregados públicos – estas apresentaram um incremento de 8,3%, adicionando mais R$ 2,35 bilhões.

Em relação aos benefícios previdenciários pagos pelos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) municipais, as aposentadorias tiveram um aumento de 5,4%, R$ 3,13 bilhões a mais em relação a 2021, enquanto as pensões cresceram 3,2%, com mais R$ 273,8 milhões.

No ranking nacional, as cidades com as maiores despesas com pessoal foram São Paulo (SP), com R$ 25,76 bilhões, Rio de Janeiro (RJ), com R$ 16,3 bilhões, Belo Horizonte (MG), que gastou R$ 5,32 bilhões, Curitiba, com R$ 4,79 bilhões, e Fortaleza (CE), que teve R$ 4,68 bilhões com gastos com pessoal.

AS 10 MAIORES DESPESAS MUNICIPAIS COM PESSOAL DO PAÍS EM 2022

Elaboração: MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Dados primários: Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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