Dívida X Equity: desvendando os segredos do mercado de capitais

Dívida X Equity: desvendando os segredos do mercado de capitais

Com desafios constantes, muitas empresas enfrentam dilemas ao tomar decisões financeiras relacionadas ao mercado de capitais. Uma dessas decisões, muitas vezes essencial para o sucesso a longo prazo, é a escolha entre financiamento por dívida ou por equity.

O financiamento por dívida é uma opção tradicional e adotada por muitas empresas, com juros dedutíveis fiscalmente e a manutenção do controle acionário. Por outro lado, o financiamento por equity, seja por meio de venda de ações ou entrada de investidores, oferece uma abordagem diferente para o crescimento empresarial, com a ausência de obrigações de pagamento fixo e a diluição controlada.

De acordo com Rodrigo Negrini, fundador da Soul Capital, empresa que colabora na estratégia financeira de companhias, auxiliando a otimizar recursos e buscar as soluções adequadas para cada projeto ou empresa, apesar das vantagens de cada modalidade, é preciso ter cautela ao tomar uma decisão. “Enquanto o financiamento por dívida oferece um risco maior de inadimplência e impactos negativos nos ratings de crédito, o modelo de equity proporciona um menor controle decisório”, revela.

Encontrando o equilíbrio ideal

Para o especialista, o segredo para o sucesso reside na habilidade de equilibrar os dois conceitos, ajustando a estrutura de capital conforme a natureza e a fase de cada planejamento. “Uma análise minuciosa das necessidades de financiamento, considerando a capacidade de pagamento, a maturidade do projeto ou da empresa e as condições do mercado é um passo fundamental para realizar escolhas mais bem informadas”, pontua.

Negrini acredita que, no ambiente empresarial, as condições de mercado estão sujeitas a mudanças repentinas e, para cada momento ou situação, é importante acessar investidores diferentes, desenhando adequadamente cada operação para transmitir uma ideia. “Por essa razão, uma boa assessoria financeira desempenha um papel crucial na adaptação das estratégias de financiamento às condições econômicas que mudam constantemente. Seja com o refinanciamento de dívidas, buscando novos investidores ou ajustando a alocação de recursos, sua agilidade e visão estratégica são fundamentais”, alerta.

Caminho para o crescimento sustentável

Para o fundador da Soul Capital, a escolha entre financiamento por dívida ou equity surge como um dilema para o sucesso a longo prazo das empresas. “Considerando a capacidade de pagamento, a maturidade do projeto e as condições do mercado, é possível alcançar um equilíbrio e manter a saúde financeira de uma organização. De qualquer maneira, a visão estratégica e a agilidade desempenham um papel fundamental na busca pelo crescimento sustentável e pela eficiência financeira”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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