Fintech cria modelo de empréstimo consignado em que o empresário se torna o credor

Fintech cria modelo de empréstimo consignado em que o empresário se torna o credor

Já pensou em transformar uma empresa em um banco e por meio dela realizar operações bancárias de forma legal e justa? É o que propõe um modelo de negócios que vem inovando a indústria financeira e aprimorando as relações trabalhistas entre empresas e seus colaboradores. Pioneira neste formato monetário, a fintech Finance Capital Bank desenvolveu um modelo de transações como os estabelecidos por bancos, com o objetivo de tornar produtos financeiros mais acessíveis e eficientes. A diferença é que o financiamento do consignado para os funcionários é feito pelo próprio empresário. O CEO da fintech, Heder Bragança, explica que a proposta vem sendo benéfica tanto para o empresário quanto para o trabalhador.

“Esse modelo de negócio possibilita a realização de operações de créditos entre empresas e seus colaboradores, como consignado, cartão de crédito, antecipação de salários e férias, financiamento de casa, carro ou qualquer serviço bancário que conhecemos hoje. A vantagem é que os empresários agora podem rentabilizar com os juros compostos de forma legal. Quando o empresário se transforma em sócio do banco (no caso, a fintech), ele passa a render seu capital em uma sintonia de juros compostos, que é a base da economia financeira”, explica o especialista.

Inédita no Brasil, a nova proposta traz uma mudança significativa para o setor financeiro, colocando as necessidades dos clientes em primeiro lugar, quebrando paradigmas e promovendo a inclusão financeira, ao tornar serviços que antes eram inacessíveis, disponíveis para um público mais amplo. Através de uma plataforma intuitiva e fácil de usar, os clientes podem solicitar e gerenciar seus produtos financeiros de forma ágil e conveniente, sem burocracias e com taxas competitivas. Além disso, a solução prioriza a transparência e a confiabilidade, garantindo que os clientes tenham total visibilidade sobre seus compromissos financeiros.

Segundo Bragança, o ganho para o empreendedor é sem precedentes, gerando empregos e melhorando a relação trabalhista com o empregado. Para ele, os bancos tradicionais pecam no repasse – quando/se repassam – dos lucros de suas transações bancárias, que, em geral, são singelas comparados aos valores retidos por estes. “Nós invertemos essa lógica, trazendo o empresário para o primeiro plano do lucro. Assim, ele aumenta seus lucros e passa a encarar seu colaborador como receita e não mais como despesa, ou seja, gera emprego e fidelização de longo prazo”, ressalta.

De acordo com o especialista, o modelo de investimento estabelecido com as instituições financeiras tradicionais gera um rendimento em torno de 1% do lucro total no modelo de juros simples ou de cerca de 3% nos juros compostos, que é o mais utilizado. “Para melhor compreensão, imagine os juros como um aluguel pelo dinheiro que foi emprestado e que deve ser devolvido em um período estipulado. Na modalidade de juros simples, este é calculado com base em uma taxa fixa, que, por sua vez, é monetizado pelo valor inicial do contrato e dividido durante sua vigência. Já nos juros compostos, os rendimentos não se incidem somente com base no valor que foi ‘alugado’, mas também com base em seus ganhos”, complementa.

Atualmente, a Finance Capital Bankcontabiliza a marca de R$ 15 milhões em empréstimos, que alcançam cerca de 22,5 mil colaboradores de diversas empresa clientes. Segundo Bragança, a iniciativa deve gerar de maneira pulverizada, um lucro líquido estimado em aproximadamente R$ 91 milhões. No período de 14 meses, as projeções indicam uma recuperação de 50% do valor investido. Recentemente, a Finance Capital Bank e a ConsigoCred se uniram para ofertar um produto semelhante ao que já é desenvolvido pela consultora Equity S/A. Segundo Helder Bragança, a chegada desta nova opção vem para validar o novo modelo de negócios.

“Cada empresa tem suas particularidades, exigências, personalização, condições, juros de mercado. Nossos serviços são oferecidos com base em uma análise da realidade/necessidade que é apresentada pelo empreendedor. Com isso, o empresário tem o benefício do rendimento do seu dinheiro sem aumentar seu custo de equipe, ou seja, sem nenhum custo adicional”, ressalta.

Fonte: Equity S/A

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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