Valorização de imóveis no litoral aquece mercado imobiliário paranaense

Valorização de imóveis no litoral aquece  mercado imobiliário paranaense

Revitalização da orla e engorda da faixa de areia valorizam empreendimentos em até 30%

Muitos paranaenses estão no litoral do Estado, aproveitando o verão. Os que estão em Matinhos se beneficiam das benfeitorias promovidas na orla do município, que também recebeu a engorda na faixa de areia, que ajudou a valorizar os imóveis na região, segundo afirmam corretores de imóveis de algumas das principais imobiliárias de Curitiba e do sul do Brasil.

“Veja o exemplo de Caiobá, com a simples revitalização da orla tivemos uma valorização de 30% nos imóveis. Hoje o corretor precisa estar muito ligado e com uma visão aberta do que está acontecendo em outras cidades para fazer bons negócios. Imagine a satisfação do teu cliente em ganhar esse valor em um investimento”, explica Daniel Galiano, diretor de vendas da Apolar Imóveis, imobiliária que conta com 38 unidades no modelo de franquia.

Carlos Eduardo Canto, presidente da Confraria Imobiliária de Curitiba, complementa a análise ao observar que, ao longo dos anos, os imóveis têm se mostrado o investimento mais seguro do mercado financeiro. “Ao longo dos meus 46 anos como corretor de imóveis e observando as oscilações do mercado em relação aos juros, vejo que o imóvel sempre será a moeda forte. Continua sendo um investimento seguro no longo prazo”, garante.

Negócio fechado

Na hora de fechar negócio corretores experientes avaliam que o mais importante é estar atento às necessidades do cliente. “A principal coisa a que o corretor precisa estar atento é a real necessidade do cliente, para ser bem assertivo e também ganhar mais confiança. Se ele sente que você tá meio perdido e não captou bem a necessidade dele, ele acaba indo para outro corretor, que dará uma informação mais completa”, argumenta André Abrão, da Abrão Imóveis, de forte atuação na venda e locação nos bairros Batel, Bigorrilho, Mercês, Água Verde e Ecoville.

Como exemplo, Abrão cita o caso de um cliente que precisa de um apartamento de 3 quartos e 2 vagas de garagem. “Se eu não estiver atento ao pedido e mandar para ele um anúncio de um apartamento de 2 quartos ou um de com 1 vaga de garagem, vou perder o negócio”, acrescenta.

Ainda de acordo com o corretor, outro ponto a estar atento é a agilidade. “Se chegou um lead para você é preciso estar atento, senão você vai para o final da fila. O cliente vai para a concorrência. Essa agilidade faz toda diferença com o cliente, certa vez eu atendi um chamado fora do horário comercial, bem tarde da noite e fechamos o negócio. Esses detalhes às vezes são fundamentais em uma negociação mais complexa”, explica Abrão”.

Para Felipe Canto, da Canto Imóveis, é preciso estar muito atento ao cliente e disponível para conversar, pois muitas vezes ele chega com uma ideia, mas ao ver as opções ofertadas pela imobiliária pode ter uma segunda opinião. Por isso, segundo ele, quanto mais bem informado sobre o imóvel o corretor for, mais chances de fechar o negócio ele terá.

“A conversa com o cliente é fundamental para entender o que ele realmente precisa. Eu considero que a informação é muito importante, além conhecimento técnico básico de economia, engenharia, arquitetura, afinal pessoas compram de pessoas e não de empresas. São negociações muito complexas e a pessoa precisa sentir segurança e credibilidade para entregar uma parte do patrimônio construído ao longo de uma vida”, explica Felipe.

Perspectivas para 2024

Daniel Galiano está otimista para o ano que se inicia, depois de um 2023 de ótimos números, com uma média de 350 imóveis vendidos por mês nas unidades da Apolar. “Eu vejo que vai ser um ano muito bom para o imobiliário, o Brasil é um país muito grande, ele muda muito rápido e o corretor precisa estar muito ligado nas perspectivas do cliente, ele quer bons negócios e rentabilidade”.

Segundo ele, o “caminho das pedras” para os corretores segue no litoral do Estado. “O próximo grande negócio é a ponte que liga Caiobá a Guaratuba, precisamos estar a atentos a esses movimentos das cidades para oferecer as melhores oportunidades aos nossos clientes. O corretor precisa estar atento a isso”, acrescenta Galiano.

“A melhor forma de fazer um bom negócio ainda é procurar um profissional corretor de imóveis, certamente esse é um investimento e não um custo. Um profissional capacitado vai te ajudar a não ter dor de cabeça, até porque a venda do imóvel ainda é presencial, você precisa estar lá para explicar, passar seu conhecimento, mostrar tudo que estudou. É nisso que eu acredito”, finaliza o presidente da Confraria Imobiliária de Curitiba, Carlos Eduardo Canto.

Crédito da foto: Albari Rosa

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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