Parceria entre Senai-PR e empresas incentiva ingresso de mulheres nas indústrias
Stephany Vicentino da Silva Moreira/Divulgação
Apenas 25% dos trabalhadores na indústria são mulheres
“Será que a indústria é apenas um território para homens? Em um ambiente onde a presença masculina é dominante, surge um questionamento sobre o papel das mulheres no setor: atualmente, elas representam apenas 25% da sua força de trabalho. E o acesso a cargos de gestão é ainda mais desafiador, com um crescimento de apenas 7,8% em 13 anos, atingindo 31,8% de participação, número ainda inferior aos demais segmentos da economia, onde as mulheres ocupam 46,7% das funções de liderança, segundo dados do Observatório Nacional da Indústria.
Diante desse cenário, é fundamental questionar e compreender as iniciativas em andamento para promover a equidade de gênero nesse ambiente. Uma pesquisa da CNI revela que seis em cada dez indústrias brasileiras têm programas de igualdade de gênero, sendo que 61% implementam essas iniciativas há mais de 5 anos.
“Além da questão moral e da garantia de direitos, a promoção da equidade de gênero é importante para impulsionar a competitividade empresarial, pois a diversidade de visões e experiências contribui significativamente para o sucesso dos negócios”, afirma Fábio Amaral, CEO da Engerey, fabricante de Painéis Elétricos com sede em Curitiba.
Lá, de 65 colaboradores, 10 são mulheres, realidade que vem mudando há algum tempo e está sendo impulsionada por meio de uma parceria entre a empresa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Paraná. A Engerey, além de estimular o compartilhamento de conteúdos valiosos para os estudantes, oferta vagas de estágio e de empregos para mulheres, incentivando a igualdade de gênero no ambiente industrial.
“Acreditamos no potencial das mulheres para liderar e fazer a diferença em todos os setores, incluindo a indústria. Por isso, buscamos criar oportunidades para que elas se destaquem e contribuam de forma significativa para o nosso crescimento e desenvolvimento”, destaca Amaral.
Histórias como a de Stephany Vicentino da Silva Moreira, 20 anos, que trabalha da Engerey, são exemplos inspiradores dessa mudança. Quando encontrou a chance de fazer um curso técnico de eletromecânica no Senai ela não pensou muito e se matriculou. Entre os 70 alunos distribuídos em duas turmas (uma de eletromecânica e outra de mecânica), apenas duas eram do sexo feminino. Infelizmente, a colega não conseguiu prosseguir. Portanto, apenas uma mulher foi formada dessas turmas, que foi Stephany.


