De olho em um mercado de US$ 26 bi até 2029, Conviso mira o mundo

De olho em um mercado de US$ 26 bi até 2029, Conviso mira o mundo
Vinicius Wiesehofer, Andrea Pizatto , Ana Karina Santos, Benedita Rocha, Wagner Elias e Daniel Arenas.

Empresa desenvolve plataforma e serviços visando evitar vulnerabilidades de sistemas contra ciberataques

O mercado de aplicações de segurança (AppSec) deve crescer, em todo o planeta, de US$ 11,62 bilhões em 2024 para US$ 25,92 bilhões em 2029, segundo relatório da Mordor Intelligence. De olho nessa expansão, a brasileira Conviso, que já atua em 22 países, quer consolidar sua presença no Brasil e no exterior. A empresa projeta uma expansão de 150% em dois anos,, inclusive prevendo ampliar seu alcance pelo mundo.

Com sede em Curitiba, a Conviso foi fundada em 2008. Em 2022, passou por um reposicionamento no mercado, fortalecendo sua atuação como uma empresa SaaS focada em desenvolvedores. Ou seja, os produtos são criados para auxiliar a rotina de profissionais de desenvolvimento de sistemas, especialmente no que se refere à segurança.

Assim, a Conviso desenvolve e fornece soluções de segurança de aplicações – isto é, pensar em segurança logo no início do desenvolvimento para evitar vulnerabilidade de sistemas e a ataques cibernéticos. O portfólio de clientes inclui players dos mais variados setores com forte presença no setor financeiro, grandes e-commerces de todo o mundo e telecom.

A Conviso Platform é o produto carro-chefe. Além da solução e dos serviços prestados, a empresa atua no sentido de criar uma “cultura da segurança”, conforme explica o CEO da Conviso, Wagner Elias. “São projetos, consultorias e treinamentos, combinados à nossa plataforma, que já impactaram e conscientizaram quase 47 mil pessoas”, sublinha o executivo.

“Para essa missão”, continua Elias, “reunimos desenvolvedores que conhecem muito bem os desafios de incluir segurança em uma rotina de DevOps e criamos uma plataforma de devs para devs [de desenvolvedores para desenvolvedores]”. A Conviso conta com um time de 65 colaboradores distribuídos em 38 cidades do Brasil e do mundo.

Quando do seu reposicionamento, em 2022, a Conviso elaborou uma pesquisa, denominada “O Cenário do Mercado Brasil de AppSec”. Para o levantamento, foram consultados 100 representantes de empresas brasileiras de diversas atividades econômicas, para averiguar como a segurança de aplicações é entendida pelas organizações e identificar gargalos, desafios e potenciais.

Chamou a atenção o fato de que, para 90% dos consultados, a segurança das aplicações deve ser de responsabilidade de todos em uma organização – e não apenas da área de TI, por exemplo. “Foi o dado mais importante e vai ao encontro do propósito da Conviso, que é o de, por meio de produtos, serviços, treinamentos, consultorias, criar nas corporações a cultura da segurança”, destaca o CEO.

Outro indicador mostra que, na prática, as organizações têm se preocupado com a segurança de aplicações. Quase 60% dos entrevistados (59,8%) disseram que em suas empresas há orçamento específico para a área. Em levantamento semelhante, de 2020, esse percentual era de 50%. “Além disso, quase metade (48,5%) afirmou ter expectativa de que esse orçamento anual cresceria”, informa Elias.

O CEO acrescenta: “Em 2020, apenas 12,5% dos entrevistados entendiam que seus times de desenvolvimento possuíam conhecimento satisfatório de segurança de aplicação. No levantamento de 2022, 18,2% entendem que sim, e 54,5% relataram ver esforços em melhorias neste sentido nos últimos anos”.

Todos esses indicadores reforçam a constatação de que há uma demanda, pelas organizações, por soluções em AppSec. “Além da dor de cabeça e dos impactos financeiros e econômicos, um ataque a aplicações pode desencadear uma crise na empresa, manchar a imagem e a reputação da corporação”, adverte Elias.

Além disso, continua, legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados tornam o cuidado com a segurança cibernética e de sistemas uma obrigatoriedade. Todavia, para o CEO da Conviso, para além desse compromisso legal, investir em AppSec é assumir boas práticas. “Investimentos em AppSec devem ocorrer não só por conformidade legal, mas por um compromisso ético da organização”, defende.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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