Com previsão de queda de juros, fundos quantitativos ganham força como opção para investidor

Com previsão de queda de juros, fundos quantitativos ganham força como opção para investidor

No Brasil, mais que dobrou de tamanho dos fundos nos últimos anos

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrou em agosto do ano passado a maior série negativa de sua história. Foram 13 pregões seguidos de queda. O cenário de incertezas políticas e econômicas, tanto no Brasil quanto no exterior, tem afetado o humor dos investidores e provocado uma forte volatilidade no mercado acionário. Contudo, a renda variável deve ganhar força num futuro breve, dada a tendência de queda de juros no Brasil.

Diante desse contexto, os fundos quantitativos, em especial, os sistemáticos, com base em fatores de risco – características que qualquer ação possui, como valor, qualidade, crescimento, baixo risco e momento de preço – que utilizam modelos matemáticos e algoritmos, têm se destacado como uma alternativa interessante para quem busca diversificar a carteira de investimentos e obter retornos consistentes no longo prazo.

Os fundos sistemáticos são baseados em dados históricos e estatísticos, que permitem identificar padrões e tendências de comportamento dos ativos financeiros. Assim, eles conseguem se adaptar às mudanças de cenário e aproveitar as oportunidades de ganho, sem depender da emoção ou da intuição humana. Ademais, esses fundos também têm uma baixa correlação com os índices tradicionais de mercado, como o próprio Ibovespa, o que significa que eles podem apresentar bons resultados mesmo em períodos de crise, ou alta volatilidade.

Fundos sistemáticos

Existem diversos tipos de fundos sistemáticos, que podem variar de acordo com o perfil de risco, o horizonte de investimento, o universo de ativos e os critérios de seleção.

Segundo Cassiano Leme, CEO da Constância Investimentos, gestora de recursos independente especializada em operações envolvendo fundos quantitativos sistemáticos, essa modalidade é uma alternativa interessante para quem busca rentabilidade com menor risco e volatilidade. “A análise quantitativa sistemática permite explorar oportunidades que os fundos tradicionais não conseguem, pois tem acesso a uma quantidade enorme de dados e pode processá-los de forma rápida e eficiente. Além disso, também elimina as emoções e os vieses que podem afetar o julgamento dos gestores humanos”, afirma.

Leme  destaca que o perfil de investidor adequado para os fundos quantitativos é aquele que tem uma visão de longo prazo, que aceita a lógica dos algoritmos e que confia na gestão profissional. “Não é necessário ter um conhecimento profundo de matemática ou de programação para investir em fundos quantitativos. O importante é entender o conceito e a filosofia por trás dessa modalidade e escolher um fundo que tenha uma estratégia clara e consistente”, ressalta o executivo.

Fundos quantitativos

O CEO da Constância Investimentos ainda reconhece que os fundos quantitativos são uma novidade no Brasil e que há um certo receio por parte dos investidores em relação a essa modalidade. No entanto, ele acredita que isso vai mudar com o tempo, à medida que os fundos forem mostrando seus resultados e sua solidez. “No Estados Unidos, onde já há uma cultura nessa modalidade, os fundos quantitativos representam mais de 40% do total da indústria de fundos. Isso mostra que há um potencial enorme para o crescimento dessa modalidade no Brasil, que ainda está engatinhando”, afirma.

Para ele, o que falta para o Brasil aderir à modalidade é uma mais divulgação e educação sobe como esses fundos funcionam, além de mais ofertas. “A Constância Investimentos é uma das pioneiras nesse segmento no Brasil e tem como missão democratizar o acesso aos fundos quantitativos sistemáticos. Nós oferecemos fundos com diferentes perfis de risco e retorno, que atendem às necessidades e aos objetivos de cada investidor, sempre buscando inovar e aprimorar nossos algoritmos”, conclui.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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