Quais são os erros mais comuns nas finanças pessoais?

Quais são os erros mais comuns nas finanças pessoais?

Aprenda a identificá-los e evitá-los em 2025

Administrar as finanças pessoais envolve gerir o patrimônio pessoal considerando ganhos, gastos, economia e investimentos. Para isso, é essencial planejar, controlar as despesas e estabelecer metas que garantam segurança. Contudo, a maioria dos brasileiros não sabe administrar bem as próprias finanças. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 29,3% da população estava com contas em atraso em dezembro de 2024. Além disso, o prazo médio para pagar as dívidas subiu para 7,4 meses, o que demonstra um longo período de comprometimento do orçamento.

“O primeiro passo para reencontrar o equilíbrio nas finanças pessoais é identificar quais erros você está cometendo e que estão prejudicando sua organização financeira”, analisa Ana Paula Oliveira, executiva de negócios da Simplic, fintech de crédito pessoal online.

A especialista explicou quais são os erros mais comuns dos brasileiros, como identificar e aprender a lidar com esses “vilões”. Confira, a seguir:

Exagerar no pagamento a prazo

Muitas pessoas começam o mês com o salário comprometido porque acumulam os pagamentos a prazo. “O cartão de crédito é um meio importante, que oferece parcelamento sem juros, gera pontos ou milhas e outros benefícios. Contudo, o hábito de alguns brasileiros de fazer compras a prazo está diretamente relacionado ao endividamento da população, que enxerga nas compras em parcelas uma vantagem financeira ‘irrecusável'”, avalia a executiva.

Para Ana, quando feito com o planejamento certo, o parcelamento pode ajudar a arcar com despesas maiores e aliviar as finanças. “Mas parcelar todas as compras, mesmo as de valores mais baixos, pode comprometer até as necessidades básicas. Uma maneira de evitar problemas gerados pelo mau uso do cartão de crédito é estipular limites que preservem sua saúde financeira”, diz.

Usar o cheque especial como parte do orçamento

O cheque especial é oferecido para muitos correntistas como um empréstimo pré-aprovado de uso livre e deve ser usado para cobrir despesas quando a conta estiver sem fundos suficientes. O problema é que o uso do cheque especial está condicionado a taxas de juros elevadas, cobradas diariamente.

“O cheque especial deve ser usado somente em casos de urgência e nunca como parte do orçamento mensal. Se precisar cobrir despesas inesperadas, é preferível escolher outras opções de crédito economicamente mais favoráveis, como o empréstimo pessoal”, recomenda a executiva

Não manter o controle financeiro

Controlar as despesas sem saber exatamente onde o dinheiro está sendo gasto se torna uma tarefa difícil. Por isso, organizar suas finanças começa com o hábito de registrar tudo o que entra e tudo o que sai.

Adote o hábito de registrar todos os gastos, seja em uma planilha ou em um aplicativo, para obter mais controle sobre o orçamento. Com esse acompanhamento em mãos, reavalie suas despesas e identifique oportunidades para reduzir gastos. Você pode fazer o exercício retroativo analisando as compras feitas no cartão e os extratos bancários dos últimos três meses.

Não diversificar as formas de renda

Confiar em apenas uma fonte de renda é desaconselhado, pois uma demissão inesperada pode colocar a pessoa em apuros, especialmente se o indivíduo não puder contar com um Fundo de Garantia (FGTS) ou seguro-desemprego. O ideal é diversificar as fontes de renda.

Não se planejar financeiramente para o futuro

Além de manter uma reserva de emergência, com três a seis meses da renda mensal em um investimento de alta liquidez, também é importante estabelecer um planejamento financeiro para a aposentadoria. Segundo uma pesquisa feita pelo SPC Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 8 em cada 10 brasileiros não estão guardando dinheiro para a aposentadoria. Apenas 19% da população afirma estar se preparando para a chegada da terceira idade.

O orçamento apertado é a principal justificativa dada por aqueles que não economizam para o futuro. A especialista da Simplic sugere uma alternativa: “Comece a construir a sua reserva para a aposentadoria com aportes pequenos e vá aumentando gradualmente. Uma estratégia que costuma funcionar é automatizar as transferências para sua reserva de emergência ou aplicações financeiras para a aposentadoria”, finaliza Ana.

Para 2025, especialistas da CNC recomendam cautela para evitar a inadimplência em um cenário de juros elevados, inflação persistente e conjuntura econômica instável que, naturalmente, exige atenção para gestão das finanças pessoais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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