Volume de vendas para apartamentos novos ofertados em Curitiba cresce 106% em dois anos

O Volume Geral de Vendas (VGV) dos imóveis residenciais verticais novos ofertados em Curitiba, em julho deste ano, acumulou uma alta de 106,6% em relação ao mesmo peíodo de 2009, chegando á  cifra de R$ 9,6 bilhões. Na comparação com o mesmo peíodo de 2010, a alta foi de 57,6%. Os dados são de pesquisa inédita realizada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi/PR), divulgados nesta quarta-feira (28), na abertura da 20ª edição da Feira de Imóveis do Paraná. Este índice delimita o tamanho exato do mercado imobiliário na capital paranaense, em relação á  oferta. Os números também mostram que há um crescimento no poder aquisitivo dos compradores curitibanos, além de indicar que o mercado está aquecido e valorizado”, explica o presidente da entidade, Gustavo Selig.

De acordo com Selig, a alta foi impulsionada pelo aumento da produtividade no setor e pela diversificação dos produtos. Curitiba estava com uma demanda reprimida e, com a oferta de novos empreendimentos, houve uma alta no volume de vendas. Outro fator foi a mudança de perfil dos edifícios. Os imóveis de luxo voltaram a ser lançados na cidade, contribuindo para este crescimento”, analisa.

Em julho de 2009, o VGV dos imóveis de luxo foi de R$ 349,7 milhões (7,5% do total). No mesmo peíodo, em 2010, o valor subiu para R$ 655 milhões (10,7% do total) e, em 2011, correspondeu a R$ 1,47 bilhão (15,3% do total). Consequentemente, houve um aumento do número de apartamentos ofertados no padrão, que passou de 97 unidades, em julho de 2009, para 763 unidades para o mesmo peíodo, em 2011. A Ademi/PR classifica como luxo os imóveis com preço de venda superior a R$ 1 milhão.

A maior participação no Volume Geral de Vendas, referente á  oferta de apartamentos novos em Curitiba, se concentra no segmento dos imóveis econômicos (de R$ 150.001,00 a R$ 250 mil), standard (de R$ 250.001,00 a R$ 400 mil) e médio (de R$ 400.001,00 a R$ 600 mil). Estes padrões de empreendimentos se revezam nas três primeiras colocações, de 2009 a 2011.

Os imóveis classificados como standard foram os mais ofertados na capital paranaense em 2011 e 2010. Em julho deste ano, eles corresponderam a um volume de vendas de R$ 2,85 bilhões (29,6% do total), contabilizando 8.607 unidades. No mesmo peíodo, em 2010, o VGV destes imóveis foi de R$ 1,61 bilhão (26,3% do total). Em julho de 2009, os empreendimentos detiveram a terceira participação do VGV local, com R$ 878,6 milhões (18,8% do total).

Este é um segmento que, gradativamente, vai concentrar grande parte dos lançamentos, pois, é a porta de entrada ao primeiro imóvel para as classes média e média alta, em Curitiba, tanto para moradia, quanto para investimento. Mesmo com uma oferta mais expressiva, a absorção deste produto pelo mercado é maior”, avalia Selig.

Em julho de 2009, os imóveis de padrão médio lideraram o VGV ofertado em Curitiba, correspondendo a R$ 1,22 bilhão (26,3% do total). No mesmo mês, em 2010, eles detiveram a segunda maior participação com R$ 1,21 bilhão (19,8% do total) e, em julho deste ano, mantiveram a posição, se equiparando aos imóveis econômicos. Ambos contabilizaram um VGV próximo de R$ 1,6 bilhão (17% do total). Esta oscilação se deve ao fato de, em alguns peíodos, haver um grande número de imóveis entregues, todos vendidos. Com novos lançamentos, o índice volta a crescer”, explica Selig.

Em julho de 2010, os imóveis econômicos detiveram a terceira maior participação no índice, com volume de vendas de R$ 989,4 milhões (16,2% do total). No mesmo peíodo, em 2009, eles ocuparam a segunda posição, com VGV de R$ 903,2 milhões (19,3% do total). Existe uma tendência de estes empreendimentos, assim como os supereconômicos, com valor até R$ 150 mil, migrarem para a Região Metropolitana de Curitiba, por uma questão de alta no custo da construção”, comenta Selig.

Soma

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *