Cresce 5,4% faturamento do setor de máquinas e equipamentos no primeiro bimestre

Só em fevereiro,o setor de máquinas teve um faturamento bruto de R$ 6,02 bilhões.
Só em fevereiro,o setor de máquinas teve um faturamento bruto de R$ 6,02 bilhões.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou  os seus números referentes ao mês de fevereiro de 2015. Neste período, o setor teve um faturamento bruto de R$ 6,02 bilhões, uma alta de 6,5% em comparação com o mês anterior. Em janeiro e fevereiro de 2015, o faturamento acumulado teve um acréscimo de 5,4% na comparação com igual período do ano passado. O consumo aparente mensal do setor de máquinas e equipamentos totalizou R$ 8,81 bilhões, uma queda de 17,4% em relação a janeiro. No acumulado de 2015, o consumo aparente está 1,5% maior. De acordo com os técnicos da Abimaq, quando se elimina a variação cambial, o consumo aparente cai 2,2% no acumulado do bimestre.

Já a balança comercial do setor mais uma vez registrou déficit. Em fevereiro, o saldo negativo foi de US$ 1,03 bilhão. Esse indicativo é resultado de importações que somaram US$ 1,82 bilhão em fevereiro, montante 30,3% menor do que aquele observado em janeiro. As exportações, por sua vez, somaram US$ 791 milhões, alta de 0,9% na comparação mensal, mas queda de 24,5% na variação anual.

Para Mário Bernardi, diretor de competitividade da Abimaq, a desvalorização do real frente ao dólar começa a impulsionar crescimento da nacionalização de equipamentos em alguns setores. “O impacto ainda é modesto, já que a “cesta” de moedas dos parceiros comerciais do Brasil também acompanhou o movimento frente ao dólar”, registra o diretor, salientando que a indústria nacional passa a fazer frente aos produtos americanos, mas não, necessariamente, aos importantes parceiros europeus.

Já o NUCI, que mede o nível de utilização da capacidade instalada na indústria de máquinas e equipamentos, ficou em 70% em fevereiro. A carteira de pedidos, por sua vez, cresceu 3,8% na comparação com janeiro, porém recuou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A Abimaq ainda divulgou que o número de pessoas ocupadas na indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos avançou 0,3% em fevereiro na comparação com janeiro. De acordo com a entidade, esse número significa que 11.087 postos de trabalho foram fechados desde o início de 2014.

A divulgação do balanço do setor coincidiu com o anúncio dos preparativos para a 22ª edição da Agrishow 2015, uma das três maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, que tem como uma das idealizadoras a Abimaq.  A feira será  de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).  Fábio Meirelles, o seu presidente, se diz otimista com mais esta edição, esperando, ao menos, os mesmos números da edição de 2014, quando perto de R$ 2,7 bilhões foram alavancados durante o evento.

Conforme Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, o setor de agronegócios representa um “Brasil que dá certo”, por isso, o setor aguarda ansiosamente que o Governo Federal interfira o mínimo possível nas linhas de crédito direcionadas ao agronegócio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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