Em crescimento, fundos imobiliários surgem como opção rentável para investidores

Em crescimento, fundos imobiliários surgem como opção rentável para investidores

Visto por boa parte dos investidores como uma opção simples e barata de entrada no segmento, os fundos imobiliários acumulam dados positivos nos últimos anos. Nesta modalidade, ao invés de adquirir um imóvel e arcar com taxas como condomínio ou IPTU, por exemplo, o investidor aplica seu patrimônio adquirindo cotas de determinado fundo. Essa espécie de “condomínio de investimentos”, onde os recursos são usados para construção ou aquisição de imóveis, rendem ao investidor receita recorrente, através dos aluguéis.

Segundo o jurista Marcus Vinicios de Caralho Ribeiro, do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados, os fundos imobiliários são uma opção segura para quem deseja investir. “O empresário, cada vez mais, busca diversificar seus investimos, e esta modalidade apresenta risco baixo a moderado, garantindo rentabilidade de forma simplificada. O cenário atual e a expectativa econômica para os próximos anos contribuem para o crescimento desse tipo de investimento”, ‘avalia.

Um dos indicadores que mostram o crescimento da modalidade é o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários da B3, o Ifix, que reúne os fundos mais negociados no mercado. Em 2019, o índice subiu 36% em relação ao ano anterior. E em 2020, apesar de uma queda inicial de 12% durante a pandemia, o aumento do aluguel e a expectativa de retomada a partir de outubro trouxeram dados otimistas: houve aumento de 70,5% no número de investidores, em relação ao ano anterior.

“A rentabilidade dos fundos imobiliários ocorre, principalmente, através da renda obtida via aluguel de imóveis. O custo do aluguel, tradicionalmente, é reajustado pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que no acumulado dos últimos 12 meses subiu 23%. Isso significa que o momento é propício para esse investimento, que proporciona rentabilidade interessante”, avalia Carvalho Ribeiro.

Outro fator, segundo o advogado é o retorno gradual aos escritórios, reaquecendo o aluguel comercial. “A tendência, mesmo com a adoção de modelos híbridos de trabalho, é de que as empresas mantenham estruturas físicas”, completa.

De acordo com o advogado, os empresários que desejam investir nesta modalidade devem se planejar: “Com a queda da taxa Selic, os fundos imobiliários passaram a ser mais rentáveis. Mas antes de realizar o investimento é importante realizar uma consultoria para entender os riscos e benefícios do fundo, a fim de escolher a melhor opção do mercado. Avaliar questões jurídicas e contratuais, para entender a fundo riscos, direitos e obrigações também é muito importante”, indica.

Mais de 2 milhões de investidores

Pesquisas do mercado brasileiro indicam que até o fim de 2021 mais de 2 milhões de pessoas estejam investindo em fundos imobiliários. Dados da B3 mostram que o retorno médio dos componentes do indicador da B3 alcançou 6,37% no ano passado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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