Dólar encerra semana com valorização de 2,28%

Ibovespa emenda cinco pregões seguidos de queda
O dólar seguiu em alta influenciado por tensões comerciais globais e incertezas fiscais internas. A ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros ampliou a aversão ao risco e pressionou moedas emergentes.
O dólar à vista fechou a sexta-feira (11) com valorização de 0,12%, sendo cotado no fechamento a R$5,5481. Na semana, a moeda norte americana acumulou elevação de 2,28% ante o real, com as cotações incorporando prêmios de risco após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quarta-feira uma tarifa de 50% sobre os produtos comprados do Brasil.
A expectativa de novas medidas protecionistas contra a União Europeia e a continuidade da saída de capital estrangeiro aumentam a demanda por dólar, alerta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
No cenário doméstico, as incertezas fiscais e as discussões sobre o IOF também contribuem para o ambiente de cautela. A valorização do petróleo e do minério de ferro ofereceu algum alívio no final da sessão desta sexta-feira marcada por alta volatilidade.
Bolsa de Valores
O Ibovespa emendou cinco pregões seguidos de queda. Comportamento semelhante não era verificado desde os pregões de 20 a 24 de maio de 2024.
Nesta sexta-feira (11), a baixa foi de 0,41%, aos 136.187,31 pontos, uma queda de 555,95 pontos. Com isso, o Ibovespa terminou a semana com perda acumulada de 3,59%.
Apesar da queda do Ibovespa, alguns setores seguiram positivos, especialmente os ligados às commodities.
A Vale subiu 1,30% e terminou a semana no positivo, com valorização de mais de 1%. Petrobras ganhou 1,21%, com a força do petróleo internacional, e também subiu mais de 1% na semana. A Prio avançou 2,20%, enquanto que a Ambev subiu 0,53%.







