Brasil finaliza migração para o sinal digital e abre caminho para a era da TV 3.0

Brasil finaliza migração para o sinal digital e abre caminho para a era da TV 3.0

Transmissão analógica chega ao fim ao mesmo tempo em que se aproxima a TV do futuro

Presente nos lares brasileiros há pouco mais de 75 anos, o sinal analógico de TV será completamente desligado nesta terça-feira (30), quando o Brasil conclui 100% da migração para o sinal digital.

A data é histórica e marca o fim de uma transição que perdurou por quase 20 anos. Desde que a TV Tupi foi inaugurada, em São Paulo, em 18 de setembro de 1950, o sistema analógico de transmissão foi, por muitas décadas, o principal meio de obtenção de informação, levando educação, cultura, prestação de serviço, notícia e entretenimento ao povo brasileiro.

O fim do sinal analógico é simbólico porque marca o início, também, de uma nova era da TV aberta: a TV 3.0, que representa um salto tecnológico e vai mudar, definitivamente, a maneira que as pessoas assistem à televisão, com um sistema interativo, imersivo, com maior acessibilidade, e melhor qualidade de som e imagem, além de muitos outros recursos que vão melhorar a experiência do telespectador.

O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Diniz Wellisch, afirmou que o período de transição demorou quase duas décadas porque o governo levou em consideração questões técnicas, econômicas, sociais e regionais.

“Procuramos garantir que ninguém saísse prejudicado. A TV foi e continua sendo o principal meio de comunicação do brasileiro e a intenção era garantir uma transição tranquila, para que nenhuma região do país ficasse sem cobertura ou desassistida”, afirmou Wilson.

Ele disse que o mesmo vai acontecer com a TV 3.0, cuja implantação também será de forma gradativa, permitindo que todos os brasileiros e brasileiras continuem acessando a TV aberta em todos os cantos do país, com redundância de sinais.

Quem não tiver acesso à TV 3.0 poderá continuar assistindo à televisão por meio do sinal digital. Os dois sistemas – a exemplo do que ocorreu com o sinal analógico – vão funcionar simultaneamente.

“Passada essa etapa do desligamento completo do sinal analógico, agora estamos olhando para o futuro, que é a TV 3.0: é imagem de cinema, som de cinema, infinitas possibilidades e integração com a internet. Não é só uma nova televisão, é um novo conceito. É o telespectador no comando das suas ações. Ele terá muito mais opções de interagir com o canal que estiver assistindo. A TV 3.0 é a TV mais conectada, mais inteligente e mais imersiva”, afirmou Wilson.

Adiamento para o RS

Em junho deste ano, o Ministério das Comunicações prorrogou, exclusivamente para o estado do Rio Grande do Sul, o prazo para o encerramento das transmissões analógicas de TV aberta.

O adiamento ocorreu “em razão das consequências dos eventos climáticos adversos ocorridos em abril e maio de 2024”.

A portaria contemplou 74 cidades onde o sinal analógico ainda não havia sido desligado, e estendeu o prazo para o desligamento definitivo até esta terça-feira (30 de dezembro).

Com a finalização das últimas transmissões analógicas no Rio Grande do Sul, o Brasil conclui, de forma oficial, um período que ficará na história da televisão aberta – que por muitos anos foi extremamente importante para o povo brasileiro.

O que é a TV 3.0

A TV 3.0 representa a maior evolução da televisão aberta desde a digitalização. O novo padrão integra radiodifusão e internet em um ambiente totalmente baseado em aplicativos, substituindo os canais numéricos tradicionais. A implantação será gradual e começará pelas grandes capitais.

A tecnologia permitirá:

* Experiência interativa e personalizada, com acesso a conteúdos ao vivo e sob demanda;

* Serviços públicos digitais e novas funcionalidades de participação social;

* Melhorias significativas na qualidade da imagem, com transmissões em 4K e 8K, HDR e cores mais vivas;

* Som imersivo, ampliando a sensação de presença;

* Recursos avançados de acessibilidade.

A TV 3.0 irá redefinir a forma como o brasileiro assiste à televisão, oferecendo ambientes digitais mais modernos, intuitivos e conectados.

Crédito da foto: Valter Campanato

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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