57% dos brasileiros usam bancos digitais e tradicionais

57% dos brasileiros usam bancos digitais e tradicionais

Os consumidores estão se tornando mais estratégicos e complexos em suas decisões financeiras

A Akamai Technologies, Inc. (NASDAQ: AKAM), empresa de cibersegurança e computação em nuvem que impulsiona e protege os negócios online, realizou a 7ª edição de sua pesquisa analisando o comportamento e as percepções dos usuários brasileiros sobre serviços bancários, segurança e adoção de novas instituições digitais.

Segundo o estudo, a relação dos brasileiros com os bancos já não é apenas uma escolha entre instituições digitais e tradicionais. Antes, as pessoas costumavam escolher entre a conveniência dos serviços digitais e a segurança das instituições tradicionais. Porém, o cenário atual é diferente. A pesquisa mostra que 57% dos entrevistados têm contas em bancos digitais e tradicionais, criando um “portfólio bancário” para atender a diferentes necessidades.

Os perfis dos clientes influenciam os critérios de escolha. Entre aqueles que preferem bancos digitais, 54% apontam a simplicidade como o aspecto mais importante, refletindo a preferência por rapidez e menos burocracia. Já o principal diferencial dos bancos tradicionais é o serviço de conta salário (42%). O estudo também indica que muitos brasileiros mantêm contas em várias instituições: 45% o fazem para aproveitar os benefícios de cada banco, enquanto 34% buscam maior controle sobre as finanças.

“Esta pesquisa, que realizamos anualmente, aponta para a necessidade de integração segura de sistemas, infraestrutura digital robusta e soluções de nuvem confiáveis – elementos essenciais para acompanhar as mudanças no comportamento bancário. Entender como os consumidores usam bancos digitais e tradicionais permite que as instituições projetem serviços mais ágeis, seguros e conectados”, afirma Saulo Miranda, vice-presidente regional de Canais e Operações para a América Latina na Akamai Technologies.

Satisfação e experiência do cliente

Os números mostram diferenças de satisfação entre os dois modelos. Os bancos digitais apresentam um Net Promoter Score (NPS) médio de 23, enquanto os bancos tradicionais registram NPS médio de 9, de acordo com a amostra da pesquisa. Esses resultados sugerem que usuários de bancos digitais tendem a recomendar mais suas instituições, associados à simplicidade e agilidade. Ainda assim, os bancos tradicionais permanecem indispensáveis para muitos, especialmente para quem recebe salário ou benefícios governamentais.

O panorama bancário atual no Brasil mostra que consumidores valorizam velocidade, transparência e soluções práticas, redefinindo o conceito de lealdade a uma instituição. Ao mesmo tempo, indica que experiência do usuário e benefícios concretos são tão importantes quanto tarifas e encargos. Esse comportamento é reforçado pelo dado de que, pela primeira vez, a velocidade na resolução de problemas (29%) superou a redução de tarifas, líder histórica nas preferências entre 2018 e 2023, agora em terceiro lugar.

Preferências de métodos de pagamento

O PIX tornou-se o método de pagamento mais popular, independentemente da instituição. Ele é usado por 82% dos clientes do banco digital mais citado e por 55% dos clientes do principal banco tradicional, mostrando sua importância no cotidiano dos brasileiros.

Outros métodos de pagamento continuam relevantes. Por exemplo, 51% dos clientes do principal banco digital e 40% dos clientes do banco tradicional mais mencionado usam cartão de débito com frequência, enquanto 72% e 11%, respectivamente, utilizam cartão de crédito. Embora o PIX seja claramente o favorito, os cartões seguem sendo essenciais nos portfólios financeiros dos brasileiros, ainda que com níveis de uso diferentes entre bancos digitais e tradicionais.

“Diante das mudanças nas preferências e expectativas dos consumidores, os bancos têm a oportunidade de oferecer mais do que produtos isolados. O diferencial estará na capacidade de integrar serviços, antecipar necessidades e oferecer experiências consistentes em múltiplos canais, fortalecendo a lealdade e a confiança dos clientes”, explica Miranda.

“Muitas vezes, os clientes depositam enorme confiança nessas instituições sem perceber a complexidade de cada transação ou das integrações que permitem processos fluídos. A crescente diversidade de produtos só aumenta essa complexidade, tornando a velocidade de implementação, automação e segurança em camadas essenciais. Uma infraestrutura forte e uma base digital segura são fundamentais para manter a confiança e possibilitar inovação no setor financeiro”, conclui.

A pesquisa mostra que os brasileiros estão administrando suas finanças de forma mais estratégica, usando instituições digitais e tradicionais conforme suas necessidades. Esse comportamento desafia os bancos a repensarem seu papel e oferece uma nova perspectiva para o setor financeiro. Em vez de oferecer produtos isolados, os bancos precisam entregar confiança, conveniência e verdadeira integração. Em um mercado cada vez mais competitivo, manter a lealdade do cliente depende de equilibrar inovação e segurança, priorizando a experiência do usuário em cada decisão.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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