77% dos brasileiros têm planos de empreender na internet em 2026

77% dos brasileiros têm planos de empreender na internet em 2026

Áreas mais promissoras vão da tecnologia à moda e bem-estar

Abrir uma loja online, investir na carreira de influencer, oferecer serviços de marketing digital… Ao que tudo indica, com a chegada de um novo ano, muitos brasileiros já têm um objetivo em comum para colocar em prática a partir de janeiro: começar a empreender na internet — meta compartilhada por 77,2% dos ouvidos em um estudo recente sobre o tema.

Os dados fazem parte do novo levantamento da Locaweb, especialista em serviços de internet, que ouviu pessoas de todas as regiões para entender como a população avalia o ambiente online quando o assunto é apostar em um novo negócio em 2026. A pesquisa, que analisou as expectativas, planos e percepções dos entrevistados, traz dados inéditos em relação ao empreendedorismo nos próximos meses.

O interesse em explorar os canais digitais, vale dizer, vem acompanhado de um otimismo mais amplo em relação à Web: no geral, 9 em cada 10 respondentes acreditam que este será um ano promissor para quem empreenderá digitalmente — com oportunidades ainda mais especiais para quem apostar em três nichos: tecnologia e inovação (61%), saúde e bem-estar (51,2%) e, ainda, moda e beleza (48,2%).

Vale a pena empreender na internet em 2026?

Apesar dos desafios e das constantes transformações tecnológicas, o levantamento da Locaweb evidencia o quanto o ambiente digital segue despertando otimismo entre os brasileiros que desejam empreender.

De acordo com a especialista em serviços de internet, cerca de 90% dos entrevistados acreditam que 2026 será um ano promissor para quem pretende iniciar ou expandir um negócio online — reforçando o papel da Web como um bom caminho para geração de renda, autonomia e crescimento profissional.

Mais do que apresentarem uma visão positiva, os dados revelam que a população já tem planos concretos quando o assunto é o empreendedorismo digital: 6 em cada 10 respondentes afirmaram que pretendem começar um novo projeto do zero até dezembro, enquanto 17,2% querem expandir iniciativas próprias já à ativa na internet.

Confira os nichos mais promissores para empreender online

Mas, afinal, onde estão as maiores oportunidades para aqueles que desejam investir na internet esse ano? Na visão dos entrevistados pela Locaweb, três frentes despontam como as mais promissoras quando o assunto é empreender online em 2026.

A produção de conteúdo e o marketing de influência lideram o ranking (58%), impulsionados por plataformas como YouTube, Instagram e TikTok. Em seguida, aparecem o e-commerce, marketplaces e a venda de itens físicos (52%), além de produtos e serviços baseados em IA (42%), segmento que ganha espaço à medida que a tecnologia se populariza.

Já quando o recorte é temático, como era de se esperar, tecnologia e inovação aparecem no topo da lista de nichos mais promissores (61%), à frente de saúde e bem-estar (51,2%), moda e beleza (48,2%), finanças pessoais e investimentos (40,4%) e educação (35,2%). A diversidade dos segmentos, de toda maneira, reforça que o empreendedorismo digital não se limita a um único perfil, mas abre espaço para diferentes expertises, interesses e modelos de negócio.

image.png

Como sair na frente com um negócio digital?

Se oportunidades não parecem faltar em 2026, por outro lado, os obstáculos também fazem parte do caminho de quem deseja empreender na internet. Segundo os respondentes, o principal desafio ao longo do ano será, sem sombra de dúvidas, acompanhar as novas tecnologias — em especial a Inteligência Artificial, apontada por 63,8% deles.

Logo atrás, estariam a alta concorrência no ambiente digital (57,6%) e a dificuldade de construir confiança e manter a credibilidade diante do público (42,2%), fator considerado decisivo para a conversão e fidelização de clientes.

image.png

Diante desse cenário competitivo, os próprios entrevistados indicam quais serão os principais diferenciais para se destacar no online. O uso estratégico da IA lidera a lista (75,8%), seguido pelo domínio do marketing digital e das redes sociais (63,4%) e, ainda, por habilidades ligadas a vendas e tráfego pago (46%). Em comum, esses pontos evidenciam a importância de combinar tecnologia, comunicação e estratégia comercial.

Na prática, algumas ferramentas também aparecem como aliadas de quem pretende sair na frente em 2026. Para mais da metade dos ouvidos pela Locaweb, por exemplo, empreender digitalmente exigirá contar com um site com domínio próprio e bom serviço de hospedagem (51%), reforçando a relevância da presença digital estruturada.

Ferramentas de email marketing, por sua vez, também foram citadas por 43% dos respondentes, o que destaca o papel da comunicação direta e da construção de relacionamento com o público ao longo do tempo.

image.png

Metodologia

Para compreender os planos e expectativas dos brasileiros quando o assunto é empreender na internet, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 brasileiros adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 7 questões, que exploraram os nichos mais promissores em 2026, diferenciais para quem deseja sair na frente e os principais desafios enfrentados no ambiente digital. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais pode-se conferir o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *