Aumento de 6,79% do salário mínimo eleva a remuneração de jovem aprendiz

Aumento de 6,79% do salário mínimo eleva a remuneração de jovem aprendiz

Especialista explica a importância de realizar o reajuste da maneira correta para os jovens profissionais em início de carreira

reajuste de 6,79% do salário mínimo, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, elevou automaticamente a remuneração dos jovens aprendizes em todo o país. Com o piso nacional fixado em R$ 1.621 –no ano anterior o valor era de R$ 1.518 –, empresas que mantêm contratos de aprendizagem devem atualizar o valor salarial pago, conforme determina a Lei nº 10.097/2000, conhecida como Lei da Aprendizagem.

A legislação estabelece que a remuneração mensal do jovem aprendiz seja calculada com base no valor do salário mínimo-hora. Por isso, a atualização do piso impacta diretamente esses contratos, exigindo que a remuneração mensal seja ajustada de acordo com a nova referência. O aumento nominal de R$ 103 também atinge trabalhadores, aposentados e pensionistas do INSS que recebem o valor mínimo.

Impacto do salário do Jovem Aprendiz

Um levantamento da Companhia de Estágios, líder em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes, realizado em parceria com a Opinion Box, indicou que, para 57% dos atuais jovens aprendizes, os salários oferecidos nos programas têm grande peso na composição da renda familiar. Quando o enfoque é em jovens de classes sociais mais baixas (D e E), este percentual é ainda mais elevado, subindo para 70%.

“Empresas que não atualizarem a remuneração do jovem aprendiz podem ser multadas em fiscalizações trabalhistas. O cálculo correto do salário é essencial para evitar penalidades, deve ser levado em conta o total de horas trabalhadas em cada mês e, idealmente, deve ser realizado pela instituição homologada que faz a gestão do contrato do jovem aprendiz”, alerta Rafael Pinheiro, diretor da Companhia de Estágios.

Entre as previsões legais, a Lei da Aprendizagem estabelece que os jovens que participam do Programa Jovem Aprendiz devem ter entre 14 e 24 anos de idade e estar matriculados em instituições de ensino e frequentando o Ensino Fundamental e Médio (ou já concluído os estudos). A empresa empregadora, por sua vez, deve manter o valor da remuneração mensal atualizado na carteira profissional (CTPS) do jovem aprendiz, no contrato de trabalho e na matrícula de registro de aprendizagem.

Em todo caso, é importante que as empresas sempre consultem também o valor do piso salarial estadual – que em alguns casos, como o do estado de São Paulo, é maior do que o valor do piso salarial nacional.

Além disso, cabe observar que apenas as empresas regidas por aplicação salarial expressa em Convenções Coletivas ou que oferecem por liberalidade acima do estabelecido na lei estão isentas de atualizar a remuneração mensal dos jovens aprendizes neste momento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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