Cinema brasileiro faz história e consolida audiovisual no mercado de investimentos

Cinema brasileiro faz história e consolida audiovisual no mercado de investimentos

Setor atrai investidores com indicados em premiações como ‘Valor Sentimental’ e ‘Sirat’

O cinema brasileiro atingiu um patamar inédito de força econômica e reconhecimento internacional na cerimônia do Globo de Ouro, que aconteceu no dia 11 de janeiro de 2026, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O filme “O Agente Secreto”, indicado para três categorias, fez história ao levantar duas estatuetas de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama para Wagner Moura, reforçando a potência do cinema nacional para o mundo.

O feito não evidencia apenas a qualidade artística das produções brasileiras, mas reafirma o ciclo de crescimento acelerado no setor, que em 2024 já apresentou uma movimentação de R$ 70 bilhões, com impacto direto de 31,6 bilhões, representando 12% do setor de serviços.

As produções nacionais retomaram a consolidação em 2025, com o longa-metragem “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres. A artista fez história na premiação ao se tornar a primeira brasileira a vencer a categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama. A consagração do filme veio meses depois com a primeira vitória histórica no Oscar como Melhor Filme Internacional.

As exportações audiovisuais brasileiras cresceram cerca de 19% ao ano desde 2017, segundo uma pesquisa da Motion Picture Association (MPA). O Ministério da Cultura também reforça a crescente trajetória do setor em 2024. Os dados mostram que 3.510 salas de cinema em operação registraram o crescimento de 9,8% com as vendas de 125 milhões de ingressos e faturamento de R$2,5 bilhões.

Com o cenário aquecido e transformando o setor em um terreno fértil para o investimento em audiovisual, diferente dos ativos tradicionais, o cinema oportuniza a diversificação a partir da descorrelação com o mercado financeiro. Funcionando como uma proteção estratégica ao patrimônio, significa que um sucesso de bilheteria ou venda de direitos para o streaming, por exemplo, não depende das variações da taxa Selic ou Bolsa de Valores.

Curadoria para um futuro de sucesso nos investimentos

Com as atenções voltadas para o cinema, sua valorização como classe de ativos movimenta-se diretamente pela curadoria de projetos com alta visibilidade internacional e potencial de retorno. Para além do cinema brasileiro, outras produções que também se destacaram no Globo de Ouro em 2026 foram os longas-metragens “Valor Sentimental” e “Sirat”, do catálogo de investimentos em audiovisual da Hurst Capital, legitimando a presença das produções no radar da crítica global.

O longa “Valor Sentimental” disputou as categorias Melhor Filme de Drama e Melhor Filme em Língua Não Inglesa, além das indicações dos atores e direção pelo troféu. A coprodução “Sirat” também competiu para Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Trilha Sonora. Isso significa que, para o investidor, esse reconhecimento semeia um valor superior de mercado voltado para as obras audiovisuais, atraindo, consequentemente, perspectivas de lucros melhores com a distribuição e licenciamento das produções.

Eventos como estreias e premiações agregam para estruturação de teses financeiras mais objetivas. A partir dessa lógica, a operação da Hurst Capital projeta ganhos de até 31% ao ano, equivalente a 23% do CDI, com 4 meses de prazo estimado da operação. As projeções dependem do desempenho comercial das produções e aquecimento no mercado, assim como indicações ao Globo de Ouro, que alimenta o interesse do mercado de entretenimento.

Por que incluir o audiovisual na carteira?

O investimento em cinema deixou de ser exclusividade de grandes estúdios para se tornar acessível a investidores individuais por meio da tecnologia e da tokenização. Confira os principais motivos para olhar para este mercado:

  • Rentabilidade Elevada: As operações estruturadas do setor podem apresentar projeções de rentabilidade de 31% ao ano.

  • Descorrelação: sem ligação com índices macroeconômicos tradicionais, o desempenho do ativo está ligado ao consumo de entretenimento e sucesso comercial da obra audiovisual.

  • Projetos Premiados: Os investidores podem participar de obras que se destacam entre as melhores do mundo, como as produções do catálogo da Hurst Capital, indicadas ao Globo de Ouro 2026.

  • Ascensão do Setor: Com a consolidação desde 2024, o setor do audiovisual brasileiro reafirma sua capacidade de gerar finanças e empregos em larga escala.

Hoje, o cenário do audiovisual brasileiro e estrangeiro prova que, além da identidade, a cultura é um negócio de alta performance e retorno. A união do prestígio internacional e modelos inovadores de investimentos firma o cinema como um “ativo de ouro” para 2026.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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